Mais uma vez nos aproximamos da Semana Santa e o que eu mais vejo no mundo é a incapacidade do ser humano de buscar entender um pouco mais do que ele consegue enxergar. Não é atoa que cada vez mais o Cristianismo está se tornando religiosamente fanático. Cada vez mais crescem as denominações pentencostais, neopentencostais, carismáticas, renovadoras, católicas, evangélicas, alternativas pregando uma espiritualidade seca, sem sentido de uma prática real. Uma espiritualidade passiva. Parece que quanto mais o ser humano evolui, mais ele busca meios de involuir. Hoje em dia, ser cristão tornou-se o sinônimo de literalmente virar um cordeiro nas mãos de Deus, onde "tudo é do Pai", e "sozinho ninguém pode mais nada". Os cristãos viraram tão dependentes de Deus que se esqueceram de viver sua própria mensagem. E quando falo Deus, me refiro à figura de Jesus. Não que haja diferença no meio cristão, mas cada vez mais as pessoas estão se esquecendo da mensagem de Jesus, para se prender à imagem dele.
Parece que quanto mais se ora, quanto mais se pede por fogo, água, Espirito Santo, as pessoas se afastam da mensagem de transformação pessoal e emancipação pregada por Jesus. Tudo o que ele falou está sendo escanteado diariamente nos cultos e missas, em troca de uma fé baseada na incapacidade de ação do homem. Cada vez mais está se criando um conformismo espiritual, a ponto de tudo ser justificado enquanto "vontade de Deus". É claro, quando as tragédias são naturais, é porque "Deus quis", e quando não são, é porque é "falta de Deus". Isso está criando uma massa cristã alienada a ponto das pessoas não mais buscarem compreender os problemas do mundo e até mesmo os seus próprios problemas e entregando-os nas mãos de Deus, como se Ele fosse nosso empregado que resolvesse tudo para nós através de uma simples ligação para o céu.
A Semana Santa chegou, e aqui em Pernambuco estreou mais uma temporada do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Como já explanei na série de textos sobre "A Filosofia na Paixão de Cristo", o espetáculo possui uma roupagem exclusiva, cuja mensagem de Jesus ganha um contexto atual de transformação da nossa realidade, onde a figura de Jesus passa a representar o próprio homem na mítica "jornada do heroi". Os problemas enfrentados, assim como os diálogos apresentados refletem a realidade que vivemos hoje, de modo que podemos nos ver no personagem principal, cuja razão da mensagem vai além do dogmatismo religioso pregado nos cultos e missas da Semana Santa. Numa das cenas mais impressionantes do espetáculo, Jesus é tentado no Horto das Oliveiras pelo demônio. Mas a ação encenada nesta cena, possui peculiaridades incríveis, desde as imagens apresentadas até o texto do diálogo, que possui uma série de reflexões e metáforas cujo desfecho nos leva a conclusões totalmente diferentes dos sermões proferidos nos púlpitos das igrejas.
Como já coloquei no texto da série sobre o espetáculo, a primeira diferença da peça encenada em Nova Jerusalém é a imagem do demônio, cujo personagem se mostra enquanto uma figura abstrata, sem forma. Na cena da Tentação no Horto, o demônio representa a consciência de Jesus que o atormenta em relação às mudanças no mundo, cuja realidade não se alterará mesmo com a passagem de Jesus pela Terra. Nesta cena, Jesus vê-se atormentado pelas suas próprias conclusões, advindas de suas reflexões sobre o futuro da humanidade. Tal diálogo, mostra o duelo do "bem x mal" que existe dentro de nós. O demônio representa a dúvida, o medo do incerto, a desconfiança em relação à nós mesmos. Quando Jesus o confronta, ele não está enquanto o Jesus homem, mas sim como o Jesus Messias, a promessa do homem evoluído, entendido, seguro de si. Entre esses diálogos, mostra-se a imagem do Jesus sofredor. Aquele que sofre diante da perenidade da vida, e por compreender de fato os problemas do homem. Ele representa o mesmo em seu estado de evolução. Tal evolução é marcada pelo confronto da projeção da nova ideia a ser aceita pela mente, o que gera o sofrimento pela necessitade de destruir a velha ideia. Tal "transmutação de valores" gera o sofrimento, a angústia no homem pelo mesmo perceber que nada é permanente. Ao ver tal efemeridade da realidade, Jesus entra em um estado de agonia, gerado por suas reflexões.
Tal cena mostra ao mesmo tempo o conflito interno que existe no homem para se abrir a novas compreensões, e ao mesmo tempo as consequências dessa evolução. Ao mesmo tempo, a cena vai traduzindo a mensagem que Jesus pregava na época: Somente o homem pode mudar por si mesmo. É tanto que o Sermão da Montanha é uma parábola sobre a evolução da mente humana e a autoafirmação do homem enquanto um ser independente. Como já expliquei, a figura do Pai, de Deus, se mostra metaforicamente como a "origem de tudo", ou seja, a fonte, o ponto de partida de criação de nossas concepções de mundo. Sendo Deus uma fonte pura por excelência, todo pensamento advindo dessa fonte criará concepções corretas das coisas, uma vez que "o espírito de Deus pairava sobre as águas", e "Deus disse: haja luz". A água é o conjunto metafísico dos fenômenos que ao mesmo tempo estão misturados num mar de interpretações esperando serem aceitas pela nossa mente. A mente enquanto o "Espírito Santo", um espírito puro, está inserida na realidade do mundo, repleto de fatos. Quando Deus cria a luz, o pensamento, ele aceita determinadas ideias para criar o "mundo", o conjunto de compreensões que aceitamos para nós. Este é o Pai/Fonte, do qual Jesus vinha/ fazia parte. O Pai e ele são um, uma vez eles fazem parte de dois planos que se unem, o plano metafísico das ideias, representado por Deus, e o plano das ideias materializadas, representado por Jesus.
No momento da Tentação no Horto, a mente de Jesus passa por um turbilhão de questionamentos. O mesmo se isola para meditar sobre seu futuro e o da humanidade. Mesmo esquecendo o contexto filosófico metafórico da passagem bíblica, a própria imagem histórica de Jesus nos remete a figura do sábio filósofo grego, cuja razão de viver é buscar o conhecimento para compartilhar com os homens, e com isso, ao mesmo tempo que ele evolui, dá a chave da evolução aos seus semelhantes. Naquele momento Jesus caiu na real, vendo o desfecho de seus atos, que culminariam na sua morte. Com isso ele se questiona sobre seu próprio pensamento e busca compreender uma realidade futura de acordo com suas ideias. Tal imagem não é diferente do discurso de Sócrates em seu leito de morte, cujo personagem é diversas vezes comparado à Jesus devido à essência de seus ensinamentos beberem da mesma "fonte". Voltando ao sentido filosófico, Jesus pede que "o Pai afaste dele o cálice de amargura". O cálice representa a realidade qual todos nós bebemos diariamente, o qual nos atormenta, pois a realidade é dura. Entretanto Jesus aceita que seja feita a vontade do Pai. Em outras palavras, Jesus mesmo sofrendo por tal realidade, compreende que não podemos escapar dela, pois o mundo é fatídico. Por mais difícil que seja a realidade, precisamos enfrentá-la, e não nos fecharmos em ilusões cujo conteúdo alienatório serve para nos afastar da realidade. Tal pedido de "afastar o cálice" pode ser materializado nos dias de hoje desde o fato de buscarmos escapismos como as drogas, até mesmo a própria religião que cada vez mais afasta o homem da realidade criando um mundo onde Deus nos conforta num plano metafísico idealizado para evitarmos o nosso sofrimento real e psicológico, advindo do enfrentamento com a realidade.
Tal pedido feito por Jesus, toma forma a partir da nossa representação nos dias de hoje, quando buscamos escapismos pessoais para não enfrentarmos nossos problemas. Mas Jesus tem duas opções: fugir da realidade (ou literalmente, fugir dos soldados), ou enfrentá-la (e cumprir com seu "destino"). E a partir daí, segue um dos mais belos diálogos do espetáculo da Paixão de Cristo. Ao aceitar enfrentar a realidade, Jesus entra no plano metafísico dele mesmo, onde suas ideias e seu mundo de compreensões são enfrentados por seus questionamentos. Jesus entra em conflito com sua mente, duvidando e questionando-se. Aí entra a figura do demônio, o lado negro da mente. Nossa auto-deterioração moral, advinda da nossa natureza perene de ser humano. O demônio surge da terra, pois nossas dúvidas advém da nossa ignorância, cujo conjunto de compreensões se dá através de conclusões grosseiras, baixas, terrenas, enquanto que nossa mente em estado de compreensão plena se encontra em um plano superior, elevado, nos céus. Não é atoa que o inferno fica embaixo da terra, uma vez que nossa ignorância tem como consequência o nosso sofrimento.
Ao mesmo tempo que o demônio representa a involução da nossa mente, ele busca através da dúvida questionar as coisas. O questionamento é algo que destroi nossas concepções. Se elas forem corretas, elas se transformarão em erradas, se elas forem erradas, estarão em potência de se corrigirem. Tal imagem do demônio apresentada aqui não possui um sentido propriamente ruim. Ele representa um instrumento de transformação. Nossa mente, da mesma forma que cria, destroi. O demônio simplesmente representa o lado destrutivo da mente. Destruição no sentido de remodelar nossas concepções. Ele não significa a destruição deteriorante, mas a desconstrução de toda a estrutura já concebida dentro de nossa mente. No caso desta cena, enquanto parte da mente de Jesus, o demônio o atormenta, pois destroi todo o conjunto de compreensões de Jesus, pondo-os em xeque. Mas ao mesmo tempo, os projeta a serem repensados através da "mente pura" de Jesus, isto é, através da imagem do Jesus Messias, que busca a evolução. Tudo vive em um dualismo constante, cuja natureza é una. O demônio faz parte do lado divino de Jesus, da mesma forma como todos nós temos luz e trevas dentro de nós. Só é preciso que escolhamos a qual lado vamos ceder, ao lado criativo ou destrutivo. Jesus enquanto a figuração do homem no estado de reflexão, se alterna enquanto destruidor de suas próprias concepções e ao mesmo tempo criador de novas.
No começo desse diálogo Jesus entende que tudo depende somente dele. Somente ele pode agir para mudar algo no mundo. Ele só beberá ou deixará de beber da realidade somente agindo, ou não agindo. Tudo é fruto de nossa interação com o mundo, e somente isso pode transformá-lo. O homem é livre para escolher agir, nada o proíbe ou o impera a fazer. Com isso, Jesus compreende que tudo é somente responsabilidade do homem, neste caso, dele mesmo. Da mesma forma como ele cria, ele destroi. Da mesma forma como ele destroi, ele pode reconstruir. Isso é um tiro no pé da concepção tradicional da passividade cristã diante do mundo. Ela é diferente do desapego proposto por Jesus quando ele diz para "deixarmos o dia de amanhã cuidar dele mesmo". Até mesmo nessa passagem, Jesus nos ensina a agirmos no agora, e não nos tornarmos passivos diante de uma realidade idealizada por nós, esperando por milagres enquanto o mundo gira ao nosso redor. Em seguida, o demônio nos apresenta um diálogo que ao mesmo tempo mostra o limite do homem enquanto um ser mortal diante dos problemas do mundo, e nos apresenta Jesus sob esta mesma perspectiva, na figura do homem mortal. Em tal cena, Jesus se questiona sobre seus próprios atos, reconhecendo seus limites. Tal sofrimento, é fruto desse impacto com a realidade. O demônio fala da realidade humana que não mudou. Ainda existe pobreza, ainda existe miséria, ainda existe sofrimento, pois mesmo que o homem (Jesus) tente mudar isso, tal fato será constantemente presente na realidade dele.
Nesse momento começa um embate entre a realidade apresentada através da dúvida estabelecida pela reflexão de Jesus e as conclusões de seu próprio pensamento. Enquanto que o demônio apresenta a triste realidade do homem, Jesus o confronta segundo seu pensamento exposto no Sermão da Montanha. O demônio fala que "os dias do homem, agora como eram antes, continuam cheios de trabalho, dores e amargura". Ao mesmo tempo que o demônio mostra o lado negro da realidade, Jesus o vai afastando através da reafirmação de suas ideias difundidas no Sermão da Montanha. Tais ideias, possuindo um conteúdo de auto-aprimoração do homem, que o levará à sua independência, dão razão aos questionamentos feitos pelo demônio, e com isso, o derrotando-o. É quando o demônio ataca Jesus com um questionamento crucial. Jesus se fez profeta quando a população queria um Messias libertador. Esperavam aquele que tomasse as dores do mundo e resolvesse seus problemas, típico do pensamento de hoje em dia em relação à figura de Jesus. É incrível como a ignorância humana é cíclica. Ela bebe de uma fonte grosseira, errônea, cuja finalidade é a aquietação da mente, buscar figurar personagens que acabem com os problemas do homem, quando na verdade o ele é capaz de resolvê-los por si mesmo. Essa é a figura do profeta, aquele que apenas mostra o caminho, pois ele é "auto-realizado", possui a autoridade, através de suas ideias, e por elas, é capaz de dar essa capacidade aos outros de evoluírem. Basta que nós trilhemos tal caminho. É incrível, como ainda hoje as pessoas se utilizam de Jesus enquanto uma muleta para que ele resolva seus problemas, quando o mesmo nos deu todo conhecimento e capacidade para tal. "Nos deu o poder de nos tornarmos filhos de Deus", de compartilharmos da mesma fonte, para termos acesso ao conjunto de compreensões corretas das coisas que nos dá uma nova vida, uma nova compreensão de mundo.
É quando o demônio, enquanto aquele que destroi tudo o que é sólido, faz um apelo ao erro. Manda que Jesus dê aos homens o que eles querem: O fácil, o cômodo, o errôneo, o grosseiro. Em outras palavras, tal imagem nos mostra, o real sentido da tentação. O homem, representado pela figura de Jesus, buscar o caminho mais fácil, acomodar-se diante da realidade em vez de enfrentá-la, e com isso, alienando-se diante do mundo. Nesse momento, Jesus inverte toda a lógica refletida por ele. Ao afastar o "cálice", Jesus ao mesmo tempo está vencendo a realidade, materializando suas ideias como um meio de transformá-lo. Após colocar suas ideias em xeque, ele as reafirmou, compreendendo que é necessário que o homem se auto-afirme enquanto um ser independente, através da prática de seus pensamentos corretos. Com isso, Jesus supera a difícil realidade através de sua própria mensagem, destruindo o demônio. Tal cena representa a transformação do homem evoluído, convicto de suas ideias, que é capaz de transcender os problemas do mundo através de sua ação, e com isso sendo capaz de transformá-lo. A queda do demônio representa o fim de toda dúvida destrutiva, que impede que o homem seja um agente transformador da realidade. Tal dúvida representada pelo demônio, é a apatia presente na sociedade, a aquietação quando evitamos buscar resolver nossos problemas e os colocamos nas mãos de Deus como uma solução. É a nossa inconformidade com a realidade em que vivemos em vez de buscarmos aceitá-la enquanto fatídica, e com isso criamos escapismos psicológicos advindos de nosso sofrimento por conta da efemeridade do mundo.
Jesus cede à vontade do Pai. Não à vontade humana, falha, acomodada, mas à vontade divina, superior. Com isso, Jesus figura o homem que parte para a ação, e não para a passividade advinda desse seu comodismo, fruto de sua ignorância. Nesse momento, o Jesus homem sofredor assume a figura do Jesus Cristo Messias, que liberta o homem de sua ignorância. Com isso temos a imagem do homem que torna-se auto-realizado, capaz de libertar-se de sua ignorância. Voltando um pouco à história bíblica, o demônio relembra a Jesus de seu destino, no qual ele será crucificado e morrerá. Mas Jesus, que nesse momento alcançou a Iluminação (assim como na vida várias vezes entendemos plenamente as coisas), aceita a realidade, pois a compreende, e com isso a enfrentará. Quando Jesus diz "seja feita a Tua Vontade", o demônio repete a mesma coisa, apontando para Jesus. Tal epílogo da cena da tentação é uma das conclusões mais tremendas que já vi. Ao apontar para Jesus, o demônio enquanto o lado corrosivo da mente de Jesus cede à iluminação. A confirmação da frase dita por Jesus simboliza todo o conjunto de fatos refletidos por ele durante a Tentação. O final da cena nada mais é do que a certeza de que tudo apenas depende de nós. Quando Jesus aceita a vontade do Pai, ele nada mais está fazendo do que ser um agente ativo na realidade.
Tal Vontade do Pai, não é a passividade compreendida pelos cristãos, mas a afirmação da necessidade de que apenas o homem pode mudar sua realidade. Quando o demônio aponta para Jesus ao confirmar a frase, ele nos mostra tal fato. Sendo Jesus e Deus uno, temos toda a clareza das metáforas e simbolismos envolvendo esses dois personagens. Jesus enquanto o homem evoluído, tem plena consciência de que somente ele pode mudar a realidade do mundo, através da prática do suas ideias corretas. Tal simbolismo é de uma natureza absurda, pois nos revela toda a razão simbólica e real da vida e pensamento de Jesus. Após tantos parágrafos, chego aonde eu queria. A mensagem de Jesus é de libertação, no sentido do homem se tornar auto-suficiente. Em nenhum momento Jesus nos prende à ele. Pelo contrário, o fato de nos "unirmos" à ele, nada mais figura a acepção de suas ideias por nossa parte. E através dessa "comunhão" somos capazes de agirmos por conta própria e superarmos nossos problemas. Seja em um sentido macro ou micro, Jesus nos dá a capacidade de transformamos a realidade. Seja a nossa realidade pessoal, ou a realidade do mundo em que vivemos.
Em uma época em que cada vez mais as pessoas entendem menos a mensagem deixada por Jesus, se apegando mais aos rituais do que ao conteúdo transformador de seus ensinamentos, é preciso que busquemos o real sentido da Páscoa. A razão da morte de Jesus possui um simbolismo de transformação pessoal, onde a pessoa precisa morrer, destruir suas antigas concepções grosseiras, advindas de sua ignorância, para ressurgir em um novo corpo, um corpo glorioso, cuja forma é figurada através das novas ideias superiores, que são capazes de fazer o homem ascender aos mais altos dos céus, o conjunto de compreensões mais elevadas. Tal atitude é feita de modo consciente, tendo a pessoa total vontade através de seus atos, tornando tal "sacrifício" perfeito. A vida e os ensinamentos de Jesus são mais do que um tratado religioso sobre o destino da humanidade. É uma alegoria sobre a evolução da mente, cujo homem é condenado a realizar. Tal destino de Jesus, é fruto de sua escolha, cujo desfecho da história, todos nós sabemos. Mas o sentido que hoje compreendemos está longe de ter alcançado uma compreensão superior. É preciso que vivamos essa Páscoa com o sentido de ressurgirmos através de nós mesmos. De entregarmos nosso corpo, por vontade própria para sacrificarmos o conjunto de nossas ideias erradas, advindas de nossa ignorância, e com isso fazermos surgir um novo homem. Um homem evoluído, um homem ressuscitado, que por meio de suas ideias corretas, se torna eterno, voltando à origem pura de sua evolução, a fonte das ideias que dele se materializou esse novo homem, através de Sua vontade.
Paixão de Cristo de Nova Jerusalém:
"Tentação no Horto"


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