domingo, 1 de maio de 2011

O trabalho não dignifica o homem


Hoje no dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é preciso que a população realmente entenda a função do trabalho dentro da nossa sociedade. Todo esse sistema de produção assim como seus meios possuem todo um fundamento na sustentação de uma rede de estratificação social. A nossa sociedade é claramente dividida entre aqueles que produzem, que administram os bens da produção, e os que não usufruem de tal realidade. Ao mesmo tempo que é claro que a teoria de produção liberal está ultrapassada, o discurso de crítica marxista precisa ser adaptado à atual realidade, que nos mostra cada vez mais a necessidade de se abolir o sistema monetário, ao mesmo tempo que é necessária a construção de um modelo de Economia onde a produção não seja mais administrada segundo o mercado, mas segundo as necessidades do mundo.

É aí aonde entra a chamada Economia Baseada em Recursos, mas entrarei nessa questão mais à frente. Primeiro precisamos entender como chegamos aos dias de hoje nesse sistema de produção baseado no mercado. Primeiramente precisamos ter em mente que toda organização social que temos no Ocidente teve seu início de fato na Idade Média através da Revolução Mercantil. Com a organização das transações inter-feudos, foi necessário a criação de valores de troca das mercadorias, com isso criaram-se os valores monetários. Para administrar a grande quantidade de moedas em circulação, foram criados os bancos, que a partir daí tiveram total controle sobre a movimentação de moedas no mundo. Pelo fato dos burgueses precisarem dos bancos e não o contrário, os mesmos tomaram as rédeas da administração das moedas. Com isso criaram os juros, que eram administrados pelos próprios bancos e a cada vez mais com o aumento de produção dentro dos Estados recém formados, os reis e os bancos, juntamente com a Igreja tomaram conta do monetarismo medieval.

Com a ascensão da Era Iluminista, vários filósofos europeus teorizaram sobre o Liberalismo, formando todo o conjunto de doutrinas econômicas que vingam até hoje. Juntando toda a produção filosófica com uma tradição social incitada pela Igreja Católica e Protestante, criou-se toda uma cultura ao trabalho, aonde o mesmo "dignificava o homem". Tal afirmativa advinha dos estudos medievais da filosofia aristotélica cujo filósofo grego entendia o "trabalho" como um meio de agradar aos deuses, pois "criava recursos, gerava uma consideração social do próprio homem". Isso o fazia "independente", "afamado", e com isso a "alma", ao desejar riquezas, nos impulsionava a "trabalhar". É claro que o contexto aristotélico continha uma alta carga de metáforas e simbolismos referentes ao homem que busca o conhecimento. Entretanto por meio dessa interpretação contextualizada da era medieval, tal "doutrina" tornou-se um meio de manter todo aquele sistema de produção social que continuaria a existir ad infinitum enquanto que os mesmos senhores e burgueses administrassem os bens de produção. A força da tradição europeia reforçou todo esse sistema de classes que mais tarde seria oficializada dentro da cultura Ocidental. Com o advento da Revolução Industrial a situação se tornou mais caótica, uma vez que os burgueses viraram donos das fábricas, e sem uma legislação que ordenasse toda a produção econômica, cada vez mais os trabalhadores se viram reféns das ordens dos seus patrões. Sem ter como competir contra a produção em massa das indústrias, por meio da produção manufaturada, os artesãos não tinham opção senão aderirem ao sistema industrial.

Com cada vez mais os trabalhadores sendo oprimidos pelos rígidos regimes de produção, aliado com a violência praticada pelos patrões contra aqueles que ousassem se organizar em cooperativas para buscarem melhores condições de trabalho, surgiram vários filósofos para criticarem o sistema de produção Ocidental. Os maiores deles sem dúvidas são Karl Marx e Friederich Engels. Esses dois filósofos alemães se valendo das obras e fundamentos do Liberalismo, teceram todo um estudo crítico sobre a realidade e os problemas enfrentados pelo sistema capitalista de produção, enfatizando uma necessidade de transformação do mesmo, antes que ele se tornasse autofágico. As obras Marxistas e Engelsianas não são uma produção Comunista, termo do expectro político extraído das suas obras, mas um sistema filosófico de análise histórica dos acontecimentos do mundo. A obra O Capital destrinchou toda a rede de produção capitalista, desde os meios de produção, o destino dela, e seus instrumentos de realização, permitindo que a população tivesse acesso à toda lógica de produção a qual ela era submetida. Juntamente com tal crítica, foram traçadas diretrizes de transformação de tal sistema baseadas no coletivismo. A partir da lógica da união dos trabalhadores, advinda do próprio sistema de produção, seria possível organizar toda uma transformação no sistema de produção capitalista ocidental.

Com tal ideia baseada nas recém criadas organizações sindicais, vários grupos políticos marxistas difundiram a ideia da organização trabalhadora por meio do Partido Comunista. Originalmente uma entidade mundial de união da massa trabalhadora, o Partido Comunista tornou-se um órgão institucionalizado, que cada vez mais refletia os interesses de transformação social locais. Com a efetivação das revoluções comunistas na Europa, o Partido passou a figurar a imagem do Estado, antes tido, segundo os moldes europeus como um legitimador da opressão da sociedade. É preciso lembrar que a teoria Marxista enfatiza que a revolução se daria através de potências industrializadas, como a Inglaterra, França, Alemanha, e não em países que ainda viviam em um modo de produção feudal, como a Rússia. A ruptura se daria segundo as condições de administração dos bens produzidos, que no caso do Estado Russo, não possuía grandes bens de produção, apenas bens particulares da nobreza e da pequena burguesia. Além do mais, a teoria da Revolução Marxista, se dava segundo o contexto social da época em que foi escrito, segundo os moldes de produção e exploração Imperialista impostos pela Europa. Com a ascensão dos regimes totalitários as 1ª e 2ª Guerra, toda a lógica da crítica, parou no tempo, assim como as ideias para adaptar tal teoria à nova realidade enfrentada.

É necessário entender que ao mesmo tempo que a Europa entrava em guerra, os EUA, via em sua pequena economia ascendente uma oportunidade única no mercado mundial. Com a ascensão de várias correntes filosóficas na Economia americana, os Estados Unidos se tornariam o berço do novo pensamento econômico ocidental, cuja lógica agora estava na constante produção de bens necessários à realidade do mercado juntamente com as necessidades do Estado. Com isso criava-se uma lógica econômica baseada na troca de favores entre o Estado e as indústrias através da realidade em que viviam. Com a 1ª e 2ª Guerra, juntamente com a Crise de 29, criou-se toda uma lógica de consumismo, aliada à propaganda, cujo sistema de produção estava baseado numa simples troca de produtos por meio da importação e exportação. Tal teoria da balança econômica foi o grande motor propulsor para que os Estados Unidos desse um salto em poucas décadas para se tornar a maior economia do mundo. Agora os maiores financiadores dos bancos eram as grandes empresas que produziam em uma quantidade absurda para reconstruir a Europa, cujo marco foi a criação do FMI, para financiar todos os empréstimos das potências europeias que queriam se juntar à reconstrução de todo sistema de produção ocidental junto aos EUA.

Partindo da mesma lógica, a URSS criou um modo de produção no qual a industrialização era o motor da produção nacional. A única diferença era que o Estado administrava os bens de produção e não os grandes empresários capitalistas. Entretanto o governo Comunista ainda estava dentro do sistema monetário internacional, cuja lógica produtora se baseia na produção para o mercado para equilibrar a balança comercial. Como cada vez menos a URSS exportava, seu saldo ficava negativo, e aos poucos a economia comunista foi afundando em sua histórica crise que a desestruturou de vez. Não existe governo Comunista em um modo de produção capitalista. Todo o problema do modo de produção ocidental está justamente na ideia do monetarismo, onde ao se dar valor aos bens de produção, cria-se limites e restrições à produção, sendo esta, refém do mercado, onde somente quem contribuir para o sistema, ou seja, trabalhando, poderá adquirir essa moeda de troca, para poder movimentar os bens. O sistema de trabalho é baseado em um darwinismo social aonde sempre haverá desemprego, miséria, exploração, para que outros possam usufruir de seus lucros. A lógica do sistema capitalista de produção é excludente, nem todos podem fazer parte dele, mas ao mesmo tempo você deve fazer parte dele para sobreviver, e o mesmo sobrevive dessa aceitação da população através desse "contrato social".

Nós somos explorados como mera peça de produção dentro desse sistema onde ao mesmo tempo somos o fator de sobrevivência dele. E vale salientar que toda a regulamentação do trabalho e produção por meio da Lei é reflexo de uma tentativa de legitimação das relações de conflitos existentes entre o trabalhador e o empregador. É um meio de legitimar todo o sistema de produção e exploração existentes por meio do monetarismo. É importante dizer também que toda a crítica Marxista não tem mais valor algum dentro do contexto histórico em que vivemos. Agora existe o Neocorporativismo, aonde o Estado perde espaço por meio da interferência das grandes empresas. O Neoliberalismo cada vez mais influencia os ordenamentos e decisões jurídicas, cuja esfera pública se vê cada vez mais inundada pelos interesses privados, à ponto de se buscar concretizar a corrente Neoconstitucionalista como um meio de garantir os direitos fundamentais da população frente aos ataques constantes do mote do "desenvolvimento econômico". E por fim, mesmo já sendo discutida nos textos-mãe do pensamento Marxista, a questão do Meio Ambiente e as relações econômicas por meio da Globalização devem ser reanalisadas segundo o novo contexto acadêmico presente: A potencialidade da tecnologia moderna.

Como já coloquei várias vezes aqui, para mim a solução para todos os problemas sociais atualmente está na Economia Baseada em Recursos. Tal corrente de pensamento, difundida principalmente através do Movimento Zeitgeist nos mostra a que ponto de evolução tecnológica a humanidade chegou. A produção dos bens através da tecnologia é um fato ao mesmo tempo fantástico quanto real. Somos capazes de produzir alimentos necessários às necessidades humanas em todo mundo, ao mesmo tempo que podemos preservar o meio ambiente de tal impacto exploracional através das novas tecnologias já desenvolvidas. Entretanto, tal fato é impedido pelos interesses privados de se manter tal sistema de produção excludente baseado nas necessidades da economia de mercado. No sistema da Economia Baseada em Recursos, a produção se dá com base nas necessidades locais, não havendo excedentes a serem desperdiçados, assim como há a extinção da lógica da demanda e da oferta. Com isso se destroi toda a razão desse sistema de aquisição dos bens através da troca monetária, uma vez que os próprios bens não seriam valorados, mas sim adquiridos segundo a necessidade de cada um, uma vez que os meios de produção seriam propriedade da humanidade, e não de um determinado grupo. Com isso acabam-se as corporações, empresas e qualquer tipo de instituição econômica que tenha por fim regular os bens de produção e seus meios.

No centro disto tudo está o homem, motor da produção. É preciso frizar que chegamos a um ponto de evolução tecnológica que por meio da inteligência artificial é possível que as máquinas administrem as próprias máquinas, não necessitando mais o homem trabalhar. Diferente do sistema capitalista, tal falta de trabalho não cria uma realidade de miséria advinda da não participação do homem desse sistema de produção, mas justamente da participação do homem através desse sistema de produção autogerível, aonde o mesmo é capaz de usufruir dos bens de produção sem fazer parte dele como um agente de produção explorável. Com isso não há mais patrões nem empregados, explorados, nem exploradores. Fora isso, precisamos entender que toda essa lógica econômica é baseada nas relações de enriquecimento das nações. Sem essa necessidade de lucro e angariamento de bens, não haveria necessidade de existirem os Estados enquanto divisões políticas, uma vez que o sistema político seria baseado em uma tecnocracia, e não em políticas partidárias demagógicas, cujos discursos são baseados na legitimação de um sistema advindo da produção de mercado. Vale salientar que tal extinção nacional se daria no âmbito político e não social, cujas culturas se manteriam, e mais, teriam uma oportunidade única de diálogo e contato social, gerando de fato uma globalização efetiva, cuja essência de longe está nesse motivo econômico o qual vivemos.

Por fim existe uma questão muito importante que diz respeito ao próprio Direito. A maioria dos crimes que são cometidos são de ordem econômica, cuja razão está em adquirir parte dos bens de produção dessa sociedade. Por terem um valor monetário, muitas pessoas, ou por não terem a capacidade de estarem dentro desse sistema de produção e consumo ou muitas vezes por pura corrupção, buscam meios ilícitos de se apoderem desses bens. Uma vez não tendo mais tal ideia de valor e essas mesmas primeiras pessoas tendo acesso a esses bens a redução dos crimes teriam uma queda drástica, da mesma forma os crimes por corrupção uma vez que não haveria um sistema político como o conhecemos hoje. Com isso o Direito Penal torna-se obsoleto gerando como consequência um minimalismo legal assim como um abolicionismo das penas uma vez que os crimes que fossem cometidos seriam de ordem psicológica, e como tal, seriam tratados devidamente por esse caminho. Com tal extinção dos crimes, do trabalho e da miséria humana, os seres humanos poderiam investir nas suas relações sociais quanto na aprimoração social, cujo trabalho seria substituído pelo ócio criativo. Tal produção humana, não se daria através da força bruta, mas a partir do conhecimento. Quanto mais o homem estudasse, mais ele compreenderia a necessidade de viver e cooperar com esse tipo de sociedade cujos efeitos apenas o beneficiam.

Tal salto humanista na história do mundo é uma realidade muito próxima como os documentários do Movimento Zeitgeist nos mostram. Mas antes de tudo, é preciso que a população tenha acesso à essas informações e seja capacitada a pensar o mundo de forma crítica. A teoria Marxista peca em parar no tempo do Sindicalismo e do Partidarismo Revolucionário, cuja realidade do mundo se mostra cada vez mais distante de tais ideias como são concebidas em si. A reforma das teorias está em adaptá-las à nova realidade, e a crítica se mostra reestruturada segundo as ideias do Movimento. O músico Serj Tankian do grupo System of a Down nos diz que "uma revolução para ser eficaz deve começar com cultura". Primeiramente é preciso que haja uma revolução na mente da sociedade, para que a mesma enxergue os problemas que ela mesmo constroi e legitima, e que com isso, ela entenda que somente por meio da ação individual é que se pode alcançar uma transformação coletiva. Por meio de alguns pontos específicos, o Movimento Zeitgeist propõe uma mudança radical na estrutura de produção baseada no trabalho humano. Dentre algumas propostas de enfraquecimento do sistema monetário estão o boicote aos bancos, que compõem o sistema da Reserva Federal e do FMI, o boicote à grande mídia, que reflete os interesses das grandes corporações, ao exército, que também representam os interesses dos governos, que estão aliados às grandes empresas, etc.

Tal transformação social e política se dará gradualmente, uma vez que as necessidades do mundo implicam cada vez mais numa grande transformação do sistema de produção. É preciso que o mundo acorde para essas necessidades, antes que o mesmo sucumba perante elas. Para complementar o entendimento geral que expus aqui no texto recomendo que assistam os documentários O Pesadelo de Darwin, Zeitgeist Addendum, e Zeitgeist Moving Foward, o último documentário do Movimento lançado este ano. Fora isso, há um texto no blog explicando toda a lógica do sistema da Economia Baseada em Recursos. O trabalho não dignifica o homem, apenas o tortura, como o instrumento chamado "tripálium", que era utilizado para forçar os escravos a produzirem mais. De seu nome veio a palavra trabalho. Não é atoa que os gregos viam no trabalho uma atividade de escravos. Entretanto a atividade intelectual era cultuada como um meio de livrar o homem de seus problemas. Portanto busquemos no conhecimento e na evolução da mente um meio de acabarmos com a exploração e a miséria humana.

A Sociedade Baseada em Recursos

3 Reflexões:

BirdBardo Blogger disse...

Esse seu texto fora fantástico e quero parabenizá-lo , pois me faz pensar e refletir sem perdera esperança de termos um mundo melhor sem ter que passar por cima e tudo e todos para tal...

KBção. disse...

Brother esse é problema serio que muito me incomoda uma vez que aos 30 anos nao consigo trabalhar. Todo trabalho que ja possui (ja morei em Boston, passei em concurso, etc, etc, etc) é uma afronta a meu ser e minha evolução, o vejo como uma desumanização de convivência triste. Problema que vivo em Bh densamente povoada, todos amigos que recentemente entraram para a classe emergente, vivem dando pitacos ao que devo fazer, como se alguém soubesse de alguma coisa né? Sócrates. Eles sim fazem algo pela sociedade além de encher a pança, contribuiem para a perpetuação do nosso belo quadro social. O que eles não entendem é que nao me preocupo com papel moeda DONOT GIVE A FUCK. Ter dinheiro para que? pagar pensão a filhos, comer mulheres, beber junto da burguesia, realizar um sonho de ter carro, casa própria? putz AAAWWWWWWWW!!! Nada absolutamente nada disso me motiva a trabalhar. O que me motiva a viver é o desenvolvimento dos valores espirituais(pelo menos esses sim são eternos) Porém sem nenhum centavo no bolso é difícil ser um super-homem como os estóicos e estar bem apesar de passar tanto tempo sozinho. Assim como eles busco atraves da evolução do espirito aos poucos romper com a paranoia do dinheiro. O problema é que o nível de estresse é o mesmo para quem tem muito o que fazer, tanto quanto quem não tem nada o que fazer. O trabalho pelo menos ocupa o tempo, disso sim sinto falta, porém so de lembrar do que é a realidade: coletivos abarrotados, pessoas idiotas, incultas, intolerantes, despreparadas, mal educadas, indispostas a ouvir por estarem sempre muito ocupadas para penar, equivocadas, só de pensar em permear esse meio prefiro ficar em casa, apesar de ter de aturar minha mãe (pessoa muito nervosa). Situação é essa se corre o bicho pega se ficar o bicho come. Assim como a existência, nenhuma condição é eterna. Peço a Deus iluminação para que possamos encontrar, o quanto antes, uma formar de tornarmos o mundo um lugar mais justo, igualitário, próximo dos princípios cristãos. Amém. Tenho muita vontade de trabalhar com serviços voluntários, sem dinheiro até isso é difícil no nosso mundinho. alguma ideia ?? Abraço obrigado pelo texto.. atencisamente usmarlon@hotmail.com

ps: Digitem no google teste e vejam a quantidade de resultados: "trabalho dignifica o homen" e digitem "trabalho não diginifica o homem" é difil remar contra a maré, muito mais fácil remar a favor dela e se prostituir como a maioria.

KBção disse...

Esqueci-me de trazer a solução, trouxe o problema agora vim trazer a solução. O negocio é viajar, esbanjar tirar fotos, curtir a vida e principalmente postar no facebook, assim todos veram o quanto vc é querido e legal, consequentemente realizar o ego. A final de contas não é nele que reside a felicidade? rs Tanto prazer a custa de quem? diheiro proveniente de quantas lágrimas derramas? Só sei que a corrente sempre arrebenta no elo mais fraco