<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015</id><updated>2012-01-24T09:37:52.496-03:00</updated><category term='Sociologia'/><category term='Música'/><category term='Islamismo'/><category term='Hinduísmo'/><category term='Cultura'/><category term='Fé Bahá&apos;í'/><category term='Agnosticismo'/><category term='Cinema'/><category term='Direito'/><category term='Ufologia'/><category term='Ateísmo'/><category term='Literatura'/><category term='Religiões Antigas'/><category term='Teatro'/><category term='Judaísmo'/><category term='Filosofia'/><category term='Zoroastrismo'/><category term='Budismo'/><category term='Política'/><category term='Sociedades Secretas'/><category term='Taoísmo'/><category term='Cristianismo'/><category term='Economia'/><title type='text'>O Iluminador</title><subtitle type='html'>"No princípio eram as trevas, e as trevas estavam com os homens, e as trevas eram os homens. Então chegou a Luz da Verdade para Iluminá-los e eles nunca mais seriam os mesmos depois disso..."</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>236</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-647335833696160486</id><published>2011-06-30T21:49:00.001-03:00</published><updated>2011-06-30T21:52:00.640-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><title type='text'>Budismo e Psicanálise</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-au7u1zy6-_E/Tg0ZbsAYzxI/AAAAAAAABxM/vBDr-ZaLGF0/s1600/budistas-modernos2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-au7u1zy6-_E/Tg0ZbsAYzxI/AAAAAAAABxM/vBDr-ZaLGF0/s320/budistas-modernos2.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos seres simbólicos... Seres de imaginação e de identificação. Travamos uma luta conosco e com a vida diariamente. Luta esta, vista e revista em nossas ansiedades, medos e lutos inexoráveis. Vivemos no passado e no "por vir". Nunca estamos presentes no "aqui e agora". A Psicanálise e algumas filosofias orientais, como o Budismo, apresentam várias características singulares, mas também características onipresentes e entrelaçadas entre si. Tanto a Psicanálise quanto o Budismo prerrogam a "presença" no aqui e agora, de maneira a abraçar o acaso e o novo, sem estar a todo tempo atravessado por "fantasmas" do inconsciente e por ilimitadas lembranças do passado, e nem na expectativa de um futuro criado a todo o momento em nossas mentes ávidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Budismo fala muito no conceito de "Vazio". O que é o "Vazio"? Vazio é a presença pura, incondicional e nua da consciência humana. É o estar vivo. É este Vazio que possibilita o "Tudo". Muito diferente do niilismo, que trata da perda de sentido para a vida. Este "estar vivo", esta presença pura e constante, que sempre esteve conosco, mas que de alguma forma nos esquecemos e nos distanciamos, é a presença que nos faz criar, dar sentido ao mundo, nos identificarmos com o mundo, as pessoas, com as coisas, e criar conceitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vemos o mundo através de "Filtros". Filtros de percepção. Tanto a Psicanálise, como a Meditação, as religiões e filosofias transcendentes, como o Budismo, tratam de alterar esses filtros, proporcionando uma renovação constante deles, ou eliminação de muitos deles, descatexizando as fixações de nossas mentes, e trazendo a possibilidade de estar no mundo de forma mais relaxada, compassiva e integrada. Apesar disso, o homem sempre será um criador de conceitos, basicamente um ser desejante; se não quer desejar algo, ou não deseja algo, deseja a idéia de não desejar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Psicanálise vem ocupar um canal de nominar ou dar sentido ao Vazio, através de seus próprios conceitos. Já o caminho do budismo consiste em justamente se liberar dos conceitos, e apenas sentir; é ver a vida a partir de outro nível, que ultrapassa a dualidade Inconsciente/Consciente, Ego/Não Ego, Coração/Mente, Racional/Intuitivo, e outras mais, mostrando-nos a prática do "Percebimento". O que o Princípio de Prazer nos diz? Diz que, após um acúmulo de tensão, nos liberamos dessa tensão através do prazer. No Budismo há a velha máxima dita por Buda que fala que o nascimento é sofrimento, envelhecimento e doença são sofrimento, e morte é sofrimento. Mas, ao mesmo tempo, Buda ensinou que existe uma causa para o sofrimento, existe um fim para o sofrimento e existe um caminho de prática que dá um fim ao sofrimento. No Budismo toda felicidade ou prazer atingido na vida nada mais é que uma diminuição do sofrimento, mas que é totalmente fugaz e impermanente, sendo o objetivo de dar fim ao sofrimento o verdadeiro objetivo da vida, que é atingido quando chegamos ao "Nirvana", libertação espiritual ou Iluminação. Então podemos ver que Freud e Buda não estavam tão longe em termos de se entender a penúria do homem e as vicissitudes de seus desejos, prazeres e satisfações. Libertação nada mais é que a libertação das emoções negativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa tensão que está enraizada em todos nós nada mais é a "agressividade" acumulada e não direcionada para fins positivos. Será que não podemos relacionar isso à chamada "Pulsão de morte", descrita por Freud? Procuramos resgatar um "estado anterior de coisas". Como diz Freud em "Além do Princípio do Prazer": "o objetivo de toda vida é a morte", é o desejo de voltar a ser uma substância inanimada, inorgânica. Freud diz também: "Em última instância, o que deixou sua marca sobre o desenvolvimento dos organismos deve ter sido a história da Terra em que vivemos e de sua relação com o Sol". Isso mostra o que Freud nos quer dizer, ou o que podemos interpretar do que ele disse, que seria o fato de o Sol impor uma "energia", energia essa que criou e desenvolveu a vida. Essa energia podia ser descrita como uma "carga". Uma carga que todos nós procuramos despejar, nos aliviar o tempo todo em nossas vidas. E pode ser liberado através justamente do prazer. Esta "carga" pode tanto compreender essa energia primeva, na qual devemos nos livrar, mas também pode compreender toda a teia organizada em nossa mente, principalmente no inconsciente, que traz todos os traumas conscientes e inconscientes das relações com nossos pais, familiares, amigos, "inimigos"... , ou seja, todas as fantasmagorias neuróticas existentes em nossas mentes. Se levarmos em conta esse conceito de "carga", fica uma proximidade muito grande com aquilo que atende pelo nome de "Karma". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O karma espiritual nada mais é que uma lei de causa e efeito. Esse karma está embutido em nós de tal forma que não tem uma limitação que podemos descrever racionalmente. É uma causa-efeito, mas não tão aparente quanto possa parecer. Uma relação que pode ser vista e revista e comparada à Psicanálise é a compulsão à repetição. Na compulsão à repetição todos os nossos comportamentos condicionados entram em jogo, que aparece na gente como se fosse uma trilha inconsciente neuronal que sempre refaz o mesmo caminho e não deixa espaço para a criatividade e espontaneidade. E uma forma de transformação psíquica disso só pode ser viabilizada por via do Outro, e se "destituindo" de si próprio ou da preocupação excessiva como o próprio Ego ou a auto imagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O instinto de Eros nos diz que buscamos sempre esta tal de transcendência com o Outro. Procuramos nos ligar ao outro, às pessoas. São os chamados instintos de vida em contrapartida aos instintos de morte ou pulsão de morte. Eis que surge o amor no meio disso tudo , que é o que nos gera e que dá vazão aos nossos sentimentos. O amor respira a vida. Muitos dizem, em relação ao desejo, que a nossa "carne é fraca", mas se vermos a realidade profunda do amor e do desejo, podemos dizer que a inscrição do desejo se encontra na alma, e não na carne. O amor é a forma de encontramos uma certa fusionalidade com o outro, uma volta à sensibilidade infantil do amor glorioso e oceânico, que um dia pairou por nós como completude. O amor é a via justamente também da saída da repetição de comportamentos e de certas identidades ao que costumamos chamar de "Eu". Através do amparo e desamparo encontrados na relação amorosa se articula uma série de encontros e desencontros com o outro e consigo mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como articular uma nova forma de desamparo? Pode haver um descompasso que se trava entre o sujeito e a sua procura de amparo no amor. A criança, no seu amparo materno, seja no campo intra-uterino ou na relação com a mãe não tem absoluta consciência disso, mas essa relação - e respectivas conseqüências psíquicas advindas dela - comandam e dão princípio a todo o "vir a ser" da pessoa. No amor, há uma procura de fechar esse buraco do desamparo, um chamado "prazer negativo". Negativo, pois procura reparar uma perda. Isso já é um aspecto muito clássico do ponto de vista psicanalítico, mas a questão fundamental em que devemos nos remeter é: Será que existe um ponto onde pode haver uma passagem? Uma espécie de transcendência disso tudo no próprio amor? Existe um mais além no amor? A consciência da experiência no mundo "adulto" é mais absoluta em relação à da criança. Consciência, que se diga aqui, é a plena consciência racional e emocional desse chamado "amor". Bion diz no seu livro "Transformações" que, por definição, o termo "consciente" relaciona-se a estados dentro da personalidade: consciência de uma realidade externa é secundária à consciência de uma realidade psíquica interna. Ele ainda diz: "Realmente, consciência de uma realidade externa depende da capacidade da pessoa tolerar ser lembrada de uma realidade interna".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consciência do afeto, do sentimento, das sensações vividas no próprio corpo, e do corpo em contato com o outro. Isso, absolutamente, está longe da expectativa de fusionalidade. Mas o que de bom pode despertar disso, o que de fato não está ligado nem envolvido com a "agressividade" humana, pode-se dizer que pode haver até uma "agregação" de valor interno e até espiritual muito maior do que pode ter acontecido durante o período da relação mãe-bebê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal possibilidade de pequena transcendência cotidiana reside no fato da experiência ser um fato consciente, onde existe uma consciência reinante sendo vivida na inter-relação entre duas pessoas. Isso não poderia ser muito mais forte e "real" do que a não lembrada vivência narcísica com a mãe? Vivência essa enlutada e distante... Distante do possível prazer presente, prazer esse visível e até positivo, transcendendo a simples cauterização do desamparo. Fato este, consciente, dissociando-se da idéia de inconsciente e pré-consciente. Há uma incredulidade; Um descrédito dos mais desavisados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achamos que realmente fomos expulsos do paraíso sem ao menos nunca "realmente" termos estado lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o amor nos chama, o que também clama por nós é a Compaixão. Aliás, o que é compaixão? É entender no outro essa grande falta que nos corrói e constrói. Essa falta que nos move, mas que pode ser compreendida no outro, também. O Outro não é algo que corrupta sua mente. O outro deve ser visto como alguém tão "castrado" quanto você mesmo. No Budismo há a clara intenção de, na busca pela transcendência, mostrar que ela pode ser realizada via solidão meditativa. A meditação como investigação e redenção de si mesmo é positiva. Mas isso não tira a necessidade de se estar com o outro, aprender com o outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A meditação pode transformar toda essa "carga" ou esse karma? O Dharma é o resultado e forma singela dessa transformação. O conceito de Dharma é se doar aos outros, ter compaixão pelas dificuldades dos outros (inconscientes, fantasiosas e reais), e pelo sentimento e sofrimento dos outros. O Dharma é enxergar o lado positivo da vida, ressignificar, mas não de uma maneira feita por uma tentativa imposta pelo consciente, e sim de uma maneira verdadeira e real, de uma mente já transformada, acolher o outro em sua essência, em seu chamado. Não é gostar da personalidade do outro, mas é compreender incondicionalmente a vida que está fluindo por detrás de todas as máscaras e percepções não reais dos outros, e acolher o outro psiquicamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa consciência é como um campo. Um campo onde são plantadas várias coisas durante a vida. E tudo o que acontece de bom ou de ruim gera marcas nesse campo da consciência. E a Psicanálise, onde entra nisso tudo? Em tudo, praticamente... O Saber da Psicanálise consiste em ir além do Princípio da Causalidade. Então, de que forma essa causalidade se dá em nós? Essa causalidade é atemporal; é uma causalidade de transferência, de posterioridade, associativa, paradoxal, e do acaso, isto é, não se limita a um objeto que pode ser catalogado, digerido, e demonstrado por x + y = z. Nesse jogo de energias estão os instintos de vida e morte. As representações psíquicas são limitadas para dar conta do nível de energia da pulsão de morte. A Pulsão de Morte tenta desfazer as ligações psíquicas. E é característica e tarefa de nossa instância psíquica, nosso "Eu", nunca se satisfazer, justamente para dar conta desta "energia". Isso o Budismo fala claramente, de que não há satisfação mundana. O homem procura a todo o momento a realização, a satisfação, mas logo que há uma certa satisfação, já é necessário outro desejo para cumprir com a tarefa de ser feliz. Ser feliz parece ser sempre uma tarefa a ser cumprida, e nunca apenas "Ser" é o bastante, nunca apenas estar "aqui e agora", com a mente clara e vívida, sem desejos, podendo permanecer "aqui" em um estado de pleno contentamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/11/budismo_e_psicanalise.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/11/budismo_e_psicanalise.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-647335833696160486?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/647335833696160486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=647335833696160486&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/647335833696160486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/647335833696160486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/06/budismo-e-psicanalise.html' title='Budismo e Psicanálise'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-au7u1zy6-_E/Tg0ZbsAYzxI/AAAAAAAABxM/vBDr-ZaLGF0/s72-c/budistas-modernos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-5127467525363677204</id><published>2011-06-28T18:39:00.001-03:00</published><updated>2011-06-28T18:50:08.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>Pernambuco: a República de marcha-ré</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-4OYkLbVDdvg/TgpMfiTJs9I/AAAAAAAABxI/tHhWMksfrII/s1600/alepe1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" i$="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-4OYkLbVDdvg/TgpMfiTJs9I/AAAAAAAABxI/tHhWMksfrII/s320/alepe1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou há poucos dias uma Proposta de Emenda Constitucional que permite à atual Mesa Diretora do Poder Legislativo a sua re-reeleição. Em sete anos é a terceira vez que uma alteração constitucional é feita neste tema para atender a conveniências conjunturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempos de reforma política na pauta da sociedade, é sintomática a decisão dos 38 deputados estaduais que decidiram, sobre nove contrários, pela aprovação da Emenda Constitucional. A República em Pernambuco está se esfarelando, neste e em outros aspectos, mas o crescimento “chinês” da economia em nosso Estado por enquanto vai justificando a desconstrução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade, sobretudo em seus setores mais esclarecidos, formadores de opinião, ou vinculados organicamente com a luta democrática, como a OAB, preocupa-se neste momento com o combate à corrupção, com a diminuição do fosso que separa os poderes públicos das demandas populares, com a consolidação do estado democrático de direito. Preocupa-se, em síntese, com a modernização da democracia, com o aperfeiçoamento dos mecanismos de Controle Social, de participação popular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma direção, os ventos que sopram da Europa nestes dias, como das praças da Espanha, trazem o olor do Maio Francês dos idos 1968. Este aroma democrático agradável contrasta com a fedentina de creolina exalada do plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco nos últimos dias. O artíficie mor da produção do mau cheiro não se faz de rogado, e proclama: “falem de mim!”, numa uma espécie de “estou me lixando para a opinião pública”, daquele deputado do castelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que a Casa de Joaquim Nabuco não é o quintal do mandato do nobre deputado que gosta que falem dele, mesmo que das suas desvirtudes. Aquela Casa é um dos Poderes da República nesta unidade da Federação. Como Poder, deveria negar-se a se transformar em mero anexo do Poder Executivo, como o fez agora, pois está claro que a força dos votos que rasgaram a Constituição Estadual vieram dos interesses anti-republicanos do Palácio do Campo das Princesas, de onde, tudo indica, saíram o mando e a autoria intelectual da manobra que, se escapar da ilegalidade, não foge de jeito algum da mais vulgar imoralidade política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao tratar a Constituição Estadual como um mero regimento interno de um clubinho de futebol de várzea desorganizado – pois nos organizados as normas são minimamente rígidas, Pernambuco colocou-se em marcha-ré em sua necessária escalada republicana. Aqui não avançamos na independência do Tribunal de Contas; não avançamos no Controle Social sobre a Jurisdição; não avançamos na democratização dos meios de comunicação. Aqui se retrocede na independência dos poderes e na necessária segurança jurídica nos temas da ordem democrática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi por outro motivo que o PSOL dirigiu-se à Assembleia Legislativa no dia da votação da famigerada PEC da re-reeleição. Fomos lá, com nossas bandeiras, nossa coragem e coerência, dar o nosso voto simbólico contra a pouca vergonha que iria ser votada. Aproveitamos a oportunidade para distribuir marmelada aos presentes, num ato de repúdio ao que ali estava acontecendo, uma verdadeira peça circense – com todo respeito a estes espetáculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A luta sobre este tema não pode encerrar-se. Dentro de nossos limites vamos continuar denunciando e buscando os meios possíveis para desfazer este absurdo, pois não podemos aceitar passivamente retrocessos na pouca democracia que temos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Retirado de: Edilson Silva (PSOL-PE)&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://edilsonpsol.blogspot.com/2011/06/pernambuco-republica-de-marcha-re.html"&gt;http://edilsonpsol.blogspot.com/2011/06/pernambuco-republica-de-marcha-re.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-5127467525363677204?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/5127467525363677204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=5127467525363677204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/5127467525363677204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/5127467525363677204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/06/pernambuco-republica-de-marcha-re.html' title='Pernambuco: a República de marcha-ré'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4OYkLbVDdvg/TgpMfiTJs9I/AAAAAAAABxI/tHhWMksfrII/s72-c/alepe1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-4605381340412154285</id><published>2011-06-21T20:46:00.000-03:00</published><updated>2011-06-21T20:46:25.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Sobre o Projeto Venus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nRHVHj6I1Vc/TgEtQHE_zVI/AAAAAAAABxE/0AwxY1-EaTM/s1600/imagem.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-nRHVHj6I1Vc/TgEtQHE_zVI/AAAAAAAABxE/0AwxY1-EaTM/s320/imagem.bmp" width="247" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Projeto Venus é uma organização que propõe um plano factível de ação para a mudança social, um que trabalha por uma civilização global pacífica e sustentável. Ele delineia uma alternativa para lutar por uma situação na qual os direitos humanos não sejam mais proclamações no papel, mas um modo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós operamos de um centro de pesquisas de 21,5 acres [87.007,769 m²] localizado em Venus, Flórida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao se considerar a enormidade de desafios que hoje confrontam a sociedade, pode-se seguramente concluir que há muito passou da hora de re-examinar os nossos valores, de avaliar e refletir sobre algumas das questões fundamentais e suposições que temos enquanto sociedade. Essa auto-análise questiona a própria natureza do que significa ser humano, o que significa ser membro de uma "civilização", e que escolhas podemos fazer hoje para assegurar um futuro próspero para todas as pessoas do planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No presente momento, restou-nos pouquíssimas alternativas. As respostas de ontem já não são mais relevantes. Ou continuamos com nossos costumes sociais e hábitos de pensamento antiquados, sendo que nesse caso nosso futuro estará em perigo, ou podemos aplicar um conjunto mais apropriado de valores que são relevantes para uma sociedade emergente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A experiência nos diz que o comportamento humano pode ser modificado, tanto para uma atividade construtiva como para uma destrutiva. É disso que o Projeto Venus se trata -- direcionar nossa tecnologia e recursos à realidade, para o benefício máximo das pessoas e do planeta, e buscando novas maneiras de pensar e viver que enfatizem e celebrem o vasto potencial do espírito humano. Nós temos à mão as ferramentas para projetar -- e construir -- um futuro digno do potencial humano. O Projeto Venus apresenta uma direção nova e arrojada para a humanidade, que requer nada menos que o reprojetamento de nossa cultura. O que se segue não é uma tentativa de predizer o que será feito -- apenas o que poderá ser feito. A responsabilidade por nosso futuro está em nossas mãos, e depende das decisões que tomamos hoje. O maior dos recursos disponíveis hoje é a nossa própria engenhosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora reformistas sociais e especialistas formulem estratégias que tratam somente os sintomas superficiais, sem tocar a operação social básica, o Projeto Venus aborda esses problemas de forma um tanto diferente. Sentimos que não podemos eliminar esses problemas dentro da estrutura da atual instituição política e monetária. Levaria muitos anos para atingir qualquer mudança significativa. E ela muito provavelmente seria diluída e dizimada até tal ponto que se tornaria indistinguível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Projeto Venus advoga uma visão alternativa para uma nova civilização mundial sustentável, diferente de qualquer sistema social que já existiu. Apesar dessa descrição estar bastante condensada, ele é baseado em anos de estudo e pesquisas experimentais realizados por várias e várias pessoas de várias disciplinas científicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Projeto Venus propõe uma abordagem novinha em folha -- uma que é dedicada à preocupação humana e ambiental. É uma visão atingível de um futuro radiante e melhor, um apropriado para a época em que vivemos, e tanto prático como factível para um futuro positivo para as pessoas de todo o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Projeto Venus clama por uma abordagem direta para o reprojetamento de uma cultura, na qual as velhas imperfeições da guerra, pobreza, fome, dívida, degradação ambiental e sofrimento humano desnecessário são vistas não só como evitáveis, mas também como totalmente inaceitáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das premissas básicas do Projeto Venus é a de que nós trabalhamos para que todos os recursos da Terra sejam patrimônio comum de todas as pessoas do planeta. Qualquer coisa menos que isso irá simplesmente resultar numa continuação do mesmo catálogo de problemas inerente ao sistema vigente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da história, a mudança tem sido lenta. Grupos sucessivo de líderes incompetentes substituíram aqueles que os precederam, mas os problemas sociais e econômicos fundamentais permanecem, porque os sistemas de valores básicos continuam inalterados. Os problemas com os quais estamos defrontados hoje não podem ser resolvidos politica ou financeiramente, pois são altamente técnicos por natureza. Talvez não haja nem sequer dinheiro disponível o suficiente para pagar pelas mudanças necessárias, mas há recursos de sobra. É por isso que o Projeto Venus advoga a transição de uma sociedade com base monetária à eventual realização de uma economia global baseada em recursos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós entendemos que para fazer a transição de nossa atual cultura, a qual é politicamente incompetente, voltada à escassez e obsoleta, para essa sociedade nova e mais humana será necessário um salto quântico tanto de mentalidade como de conduta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema baseado no dinheiro foi desenvolvido há séculos. Todos os sistemas econômicos do planeta -- socialismo, comunismo, fascismo e até o pomposo sistema de livre iniciativa -- perpetuam estratificação social, elitismo, nacionalismo e racismo, principalmente baseado em disparidade econômica. Enquanto o sistema social usar dinheiro ou escambo, as pessoas e as nações buscarão manter-se economicamente competitivos ou, caso não puderem fazê-lo por meio do comércio, o farão através da intervenção militar. Ainda utilizamos os mesmos métodos antiquados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nosso sistema monetário vigente não é capaz de prover um alto padrão de vida para todos, nem pode assegurar a proteção do meio ambiente já que sua principal motivação é o lucro. Estratégias como o downsizing e a poluição deliberada aumentam a margem de lucro. Com o advendo da automação, da cibernetização, da inteligência artificial e do outsourcing, haverá um crescimento contínuo da substituição de pessoas por máquinas. Como resultado, um número menor de pessoas poderá comprar bens e serviços mesmo que nossa capacidade de produzir abundância continue a existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossos atuais sistemas políticos e econômicos antiquados são incapazes de aplicar os verdadeiros benefícios da tecnoligia inovadora de hoje para atingir o bem maior para todas as pessoas e superar as injustiças impostas sobre tantos. Nossa tecnologia está avançando rapidamente, porém nossos designs sociais permaneceram relativamente estáticos. Em outras palavras, a mudança cultural não acompanhou o ritmo da mudança tecnológica. Nós agora temos os meios para produzir bens e serviços em abundância para todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, hoje em dia a ciência e a tecnologia foram desviadas de alcançar o bem maior por razões de interesse próprio e ganho monetário através da obsolescência planejada, às vezes referia como a retenção consciente da eficiência. Por exemplo: o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, cuja função presume-se ser a condução de pesquisas sobre meios de aumentar a produção por acre, na verdade paga aos fazendeiros para que não produzam na capacidade máxima. O sistema monetário tende a conter a aplicação desses métodos que sabemos que serviriam melhor aos interesses das pessoas e do meio ambiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num sistema monetário, o poder de compra não está ligado a nossa capacidade de produzir bens e serviços. Por exempo: durante uma depressão, ainda há computadores e DVDs nas prateleiras das lojas e automóveis nas lojas de carros, mas a maioria das pessoas não tem o poder aquisitivo para comprá-los. A Terra continua sendo o mesmo lugar; são as regras do jogo que ficaram obsoletas e criam conflito, privação e sofrimento humano desnecessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sistema monetário desenvolvido há anos como um dispositivo para controlar o comportamento humano num ambiente com recursos limitados. Hoje o dinheiro é usado para regular a economia não em benefício da população em geral, mas daqueles que controlam a saúde financeira das nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Economia baseada em recursos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os sistemas sociais, independentemente da filosofia política, crenças religiosas, ou costumes sociais, no final das contas depente dos recursos naturais, isto é, ar e água limpos, terra arável e a tecnologia e pessoal necessários para se manter um elevado padrão de vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Expressa de forma simples, uma economia baseada em recursos utiliza os recursos existentes em vez de dinheiro e provê um método equitativo para distribuir esses recursos da maneira mais eficiente para toda a população. É um sistema no qual todos os bens e serviços estão disponíveis sem o uso de dinheiro, cédito, escambo, ou qualquer outra forma de débito ou servidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Terra é abundante em recursos; hoje em dia, nossa prática de racionalizar recursos através dos métodos monetários é irrelevante e contra-produtiva para nossa sobrevivência. A sociedade moderna tem acesso a tecnologias muito avançadas e pode disponibilizar comida, vestimenta, moradia, serviços de saúde, um sistema educacional relevante e desenvolver um suprimento ilimitado de energia renovável e não-poluente como a geotérmica, a solar, a eólica, a das marés etc. Hoje é possível que todos desfrutem de um elevado padrão de vida com todas as amenidades que uma civilização próspera tem a oferecer. Isso pode ser realizado através da aplicação inteligente e humana da ciência e tecnologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para melho entender o significado de uma economia baseada em recursos, considere o seguinte: se todo o dinheiro do mundo fosse destruído, ao passo que o solo arável, as fábricas e os outros recursos permanecessem intactos, poderíamos construir o que quiséssemos e satisfazer qualquer necessidade humana. Não é de dinheiro que as pessoas precisam; antes, é o acesso livre às necessidades biológicas. Numa economia baseada em recursos, o dinheiro seria irrelevante. Seriam exigidos apenas os recursos e a fabricação e distribuição dos produtos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a educação e os recursos são disponibilizados para todas as pessoas sem uma etiqueta de preço, não há limites para o potencial humano. Embora isso seja difícil de se imaginar, até a pessoa mais rica de hoje estaria em situação muito melhor numa sociedade baseada em recursos como proposta pelo Projeto Venus. Hoje a classe média vive melhor do que os reis do passado. Numa economia baseada em recursos todos viveria melhor do que a pessoa mais rica de agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tal sociedade, a medição do sucesso seria baseada na satisfação das atividades do indivíduo, e não na aquisição de riqueza, propriedade e poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escolha é sua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comportamento humano está sujeito às mesmas leis como qualquer outro fenômeno natural. Nossos costumes, condutas e valores são subprodutos de nossa cultura. Ninguém nasce com ganância, preconceito, intolerância, patriotismo e ódio; estes são todos padrões comportamentais aprendidos. Se o ambiente continuar inalterado, comportamentos similares repetir-se-ão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito da tecnlogia necessária para produzir uma economia global baseada em recursos já existe hoje. Se escolhermos nos conformar com as limitações de nossa atual economia baseada em dinheiro, então é provável que nós continuaremos a viver com seus resultados inevitáveis: guera, pobreza, fome, privação, crime, ignorância, estresse, medo e desigualdade. Por outro lado, se abraçarmos o conceito de uma economia global baseada em recursos, aprender mais sobre ele e partilhar nossos entendimentos com nossos amigos, ajudaremos a humanidade a evoluir de seu presente estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Movimento Zeitgeist Brasil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;a href="http://movimentozeitgeist.com.br/sobreoprojetovenus"&gt;http://movimentozeitgeist.com.br/sobreoprojetovenus&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-4605381340412154285?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/4605381340412154285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=4605381340412154285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4605381340412154285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4605381340412154285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/06/sobre-o-projeto-venus.html' title='Sobre o Projeto Venus'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nRHVHj6I1Vc/TgEtQHE_zVI/AAAAAAAABxE/0AwxY1-EaTM/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-1891209197429537708</id><published>2011-06-16T00:33:00.000-03:00</published><updated>2011-06-16T00:33:51.974-03:00</updated><title type='text'>É necessária a erradicação do Capitalismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f4vilKAzBgw/Tfl5f3jpOFI/AAAAAAAABw4/qPg0gBq3F6U/s1600/meszaros_amanda_dutra_labfoto.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-f4vilKAzBgw/Tfl5f3jpOFI/AAAAAAAABw4/qPg0gBq3F6U/s1600/meszaros_amanda_dutra_labfoto.gif" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De passagem pelo Brasil, o filósofo húngaro István Mészáros teve em sua agenda a conferência plenária “Crise estrutural necessita de mudança estrutural”, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nesta segunda-feira (13). Começava com Mészáros, portanto, o II Encontro de São Lázaro, que comemora os 70 anos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. O Salão Nobre da Reitoria foi tomado por uma maioria jovem que recebeu Mészáros com entusiasmo e sonoras palmas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mészáros começa sua fala deixando claro que nada do que ele está propondo pode ser visto como uma “utopia não realizável” e que, para transformarmos este tão-chamado impossível em realidade é primordial que a crise do capitalismo seja avaliada adequadamente. “Sem uma avaliação da crise econômica e social de nossos dias, que já não pode ser negada pelos defensores da ordem capitalista, ainda que eles rejeitem a necessidade de uma mudança maior, a probabilidade de sucesso a esse respeito é insignificante”, diz o filósofo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Natureza da crise&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Mészáros, a crise que o mundo enfrenta é uma “crise estrutural profunda e cada vez mais grave, que necessita da adoção de remédios estruturais abrangentes, a fim de alcançar uma solução sustentável”. Apesar de comumente a crise ser apresentada como ‘atual’, Mészáros discorda que ela tenha se originado em 2007, com a explosão da bolha habitacional dos Estados Unidos. A crise teria começado há mais de quatro décadas e, em 1971, ele já escrevia no prefácio de “Teoria da Alienação em Marx” que as revoltas de maio de 68 e seus desdobramentos “salientavam dramaticamente a intensificação da crise estrutural global do capital”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ser uma crise estrutural, e não apenas conjuntural, esta crise não pode ser solucionada no foco que a gera sem que não haja uma mudança desta estrutura que a criou. Mészáros reforça a diferença entre as crises conjunturais e estruturais, diferenciando-as pela impossibilidade destas realimentarem o sistema, se remodelarem a partir de uma nova forma ainda nas bases do sistema capitalista. Isto, contudo, não significa que as crises conjunturais possam se apresentar até mesmo de forma mais violenta que as crises estruturais. “O caráter não-explosivo de uma crise estrutural prolongada, em contraste com as grandes tempestades, nas palavras de Marx, através das quais crises conjunturais periódicas podem elas mesmas se liberar e solucionar, pode conduzir a estratégias fundamentalmente mal concebidas, como resultado da interpretação errônea da ausência de tempestades, como se tal ausência fosse uma evidência impressionante da estabilidade indefinida do ‘capitalismo organizado’ e da ‘integração da classe trabalhadora’”, diz Mészáros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que esta crise (que não é nova) teria como características que a definem como estrutural? Mészáros aponta quatro aspectos principais: o caráter universal (ou seja, não é reservada a um ramo da produção, ou estritamente financeira, por exemplo); o escopo verdadeiramente global (não envolve apenas um número limitado de países); escala de tempo extensa e contínua (“se preferir, permanente”, adiciona Mészáros, enfatizando que não se trata de mais uma crise cíclica do capital) e, por fim, modo de desdobramento gradual (“em contrates com as erupções e colapsos mais espetaculares e dramáticos do passado”, diz o filósofo). Assim é construído o cenário que qualificaria esta crise como estrutural, com a impossibilidade de solução das “tempestades” dentro da atual estrutura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Capitalismo destrutivo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto levantado por Mészáros – e recebido com manifestações de apoio pela platéia – foi delinear os “limites absolutos” do capitalismo. Um desses limites passa pelo papel do trabalho na sociedade, que é visto como uma necessidade, tanto para os indivíduos que produzem quando para a sociedade como um todo. Uma situação onde o trabalho seja visto como um problema, ou pior, como uma falha, tem em si um limite a ser resolvido. O capitalismo, para Mészáros, “com seu desemprego perigosamente crescente” (ainda que a questão não seja meramente numérica), apresenta no trabalho um dos seus limites.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mészáros chama ainda a atenção para outros males dessa estrutura. A primeira questão apresentada pelo filósofo estaria no foco que o capital vem apontado, os “setores parasíticos da economia”. Para ilustrar o que seria isso, Mészáros aponta para o aventurismo especulativo que a economia tem vivenciado (e que, quando peca em seus resultados, é apontado como um fracasso individual, pertencente a um determinado grupo, quando, para o filósofo, deveria ter o sistema como grande culpado, visto que ele deveria responder por aquilo que produz para se oxigenar) e a uma “fraudulência institucionalizada”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As guerras e o seu complexo aparato industrial militar aparecem como um desperdício autoritário ao qual o capital submete a sociedade. Este ponto é analisado por Mészáros como uma “operação criminosamente destrutiva e devastadora de uma indústria de armas permanente, juntamente com as guerras necessariamente a elas associadas”. Esta produção sistemática de conflitos e estímulo a uma produção militar resultaria no outro limite destrutivo no capitalismo, apesar de não ser apenas resultado deste, que seria a destruição ecológica: “o dinamismo monopolista militarmente embasado teve até mesmo que assumir a forma de duas devastadoras guerras mundiais, bem como da aniquilação total da humanidade implícita em uma potencial terceira guerra mundial, além da perigosa destruição atual da natureza que se tornou evidente na segunda metade do século XX”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criar o futuro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Existe e deve existir esperança”, diz o filósofo. Apesar do retrato de destruição apresentado por Mészáros e vivenciado cotidianamente dentro da própria estrutura capitalista da sociedade, faz-se o esforço de pensar o futuro, não apenas como um desejo sonhador, mas sim como uma tarefa necessária para mudar o sistema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solução para os problemas apontados pelo capital já foram apresentados em momentos históricos anteriores. Mészáros resgata as soluções apresentadas para o capitalismo. Relembrando o liberal John Stuart Mill, Mészáros aponta como inconcebível que o capitalismo chegue a “um estado estacionário da economia”, como defendia Mill, pois faz parte da lógica capitalista a incessante expansão do capital e da sua acumulação. Retomando o ponto do limite da ecologia, fica mais visível o caráter ilusório de um freio para o capital, visto que em 2012 será realizado o Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que pretende engajar as nações em um projeto sustentável de crescimento. As tentativas de criar projeções para as taxas de emissão de carbono, por exemplo, sempre presente nas pautas ecológicas, seriam, para Mészáros, a evidência da incompatibilidade entre o capital e o freio, ainda, entre o capital e o não-avanço destrutivo na natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mészáros ainda aponta como soluções já tentadas na história: a saída social democrata, socialismo evolutivo, o Estado de Bem Estar Social e a promessa da fase mais elevada do socialismo. “O denominador comum de todas essas tentativas fracassadas – a despeito de suas diferenças principais – é que todas elas tentaram atingir seus objetivos dentro da base estrutural da ordem sociometabólica estabelecida”. Pensar a mudança sem erradicar o capital, portanto, seria deixar latente a possibilidade do capital voltar, ser “restaurado”. A mudança, para Mészáros, precisa ser estrutural e radical, como ele bem especificou para a plateia, extirpando o capital pela raiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rombo estadunidense na economia, com um débito alarmante de U$ 14 trilhões, é, para o filósofo, a marca de um desperdício. Ao ver a inquietude dos capitalistas com a China e seus “três trilhões [de dólares] em caixa”, o capitalismo já pensa um “melhor uso” para esse montante. “E qual é o melhor uso? Por de volta no buraco que fizeram nos Estados Unidos?”, questiona Mészáros. Como foi gerado e como se pode assegurar que um rombo desta proporção não se repita na história são perguntas entrelaçadas ao caráter estrutural da crise e, em conseqüência disto, da resposta necessariamente estrutural que ela requer. Crise esta que tropeça em suas intermináveis guerras, devastação da natureza e contínua produção destrutiva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Retirado de: Brasil de Fato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/node/6589"&gt;http://www.brasildefato.com.br/node/6589&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-1891209197429537708?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/1891209197429537708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=1891209197429537708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/1891209197429537708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/1891209197429537708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/06/e-necessaria-erradicacao-do-capitalismo.html' title='É necessária a erradicação do Capitalismo'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f4vilKAzBgw/Tfl5f3jpOFI/AAAAAAAABw4/qPg0gBq3F6U/s72-c/meszaros_amanda_dutra_labfoto.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-592994088122782361</id><published>2011-05-31T00:00:00.002-03:00</published><updated>2011-05-31T00:04:01.339-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Clube da Luta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P8Gz6XUyRdU/TeRafn1qBCI/AAAAAAAABwY/bzieWJSnNVg/s1600/clube_da_luta02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208px" src="http://4.bp.blogspot.com/-P8Gz6XUyRdU/TeRafn1qBCI/AAAAAAAABwY/bzieWJSnNVg/s320/clube_da_luta02.jpg" t8="true" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Nos incomodamos com aquilo que somos, e com o que não gostaríamos de ser. Aprendermos com o que há de bom, mesmo no que vem de quem é ruim - pois, em última análise, todos somos ruins! E todos somos Cristo, e nos lamentamos no Getsêmani, e pedimos que o cálice seja afastado, mas ao mesmo tempo o provamos. E somos, todos, crucificados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso nos é mostrado no que negamos, e no que usamos para escapar do que negamos. O que nos é muito próximo, ainda que oposto, nos incomoda. Afinal, sempre é o que deixamos para trás, ou para frente. É o que negamos ter sido, ou querer ser. O outro parece ser eu. E o verdadeiro eu, durante este processo, parece ser outro. E, por melhor ou pior que seja, no outro, por ser um outro, sempre mostrará uma nova solução, uma nova abordagem, uma outra válvula de escape e expressão para o que somos - e se é outra, não é a nossa. E se não estamos bem com a nossa, e há algo ou alguém que, ao mesmo tempo em que é igual, irmão, espelho, é também tão diferente... Vai incomodar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nos deram espelhos - e vimos um mundo doente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Renato Russo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Supondo que quem aqui esteja já com alguma maturidade para ver coisas fortes, e ver seus valores expostos, é um filme que RECOMENDO sim, e muito! O videoclipe de entrada até poderia (e deveria) ser arrancado, para ser passado em palestras conscienciais ou evolutivas. Você não é sua casa... As palavras são fortes, mas com as cenas, o ritmo, tem um impacto arrasante. Obra prima - a meus olhos leigos - de direção, de profundidade, de exposição das máscaras tão grandes e presentes que construímos verdadeiros personagens violentos em cima delas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na abordagem clássica de Freud, temos um inconsciente, que nos puxa para nossos recalques, traumas, desvios. Por outro lado, temos um superego, que puxa para o sentido contrário, superior. No meio desta briga, desta luta entre um e outro, entre o domar o inferior sem se perder nas contradições com o superior, estamos no terceiro, o do meio, o ego que somos nós. E, querendo ou não, uma hora vivenciamos estes pólos - que o digam as sombras dos pedófilos. Como no filme, a negação sucessiva leva o personagem à implosão. E daí, ele só sairá vivenciando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Só a experiência própria é capaz de tornar sábio o ser humano&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sigmund Freud)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começa aí a história do filme, nos recalques, nos três homens em um - o que se nega, o que se queria ser em oposição - e um ser, perdido e em conflito, no meio. O que todos vêem e, na verdade, ninguém vê. O que se processava por dentro vem à tona. E se o que há dentro são conflitos, negações e violências... Este conflito de inconsciente e superego pode não ser pacífico. Inclusive para os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O pensamento é a ação ensaiando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sigmund Freud)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como o que se ensaia vai ao palco, o superego Brad Pitt vai trazendo à tona, de forma quase religiosa, quase neurótica. A neurose bem fundamentada traz filosofias, crenças e máximas que tem a força de um dogma religioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É possível atrever-se a considerar a neurose obsessiva como o correlato patológico da formação de uma religião, descrevendo a neurose como uma forma de religiosidade individual, e a religião como uma neurose obsessiva cultural."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sigmund Freud; Atos obsessivos e práticas religiosas - 1907&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, a religião fundamentalista traz em si tantas crenças, filosofias e máximas que só é possível compreendê-la como neurose.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A religião é comparável com uma neurose da infância&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sigmund Freud)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jung aperfeiçoou depois os conceitos Freudianos, estendendo este inconsciente - que em Freud era individual - para o akáshico do inconsciente coletivo, adicionando sincronicidades e conceitos quase espirituais, religiões orientais, mitos e arquétipos. Não adianta olhar para fora, apenas. Nem para si só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O sonho é a tentativa de satisfazer um desejo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sigmund Freud)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Jung vai além, e o filme também:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Carl Jung)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, embora mais rico, e (ainda bem) menos sexual que Freud, os elementos do conflito estão ali, presentes da psiquê do ego encarnado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, corremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carl Jung&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Digo: evolua, mesmo se você desmoronar por dentro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Clube da luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, é preciso movimentar. E não adianta fugir. A sombra estará ali, como ensina Jung. Tudo é movimento, como ensinam os hindus. É preciso esvaziar a taça para receber o novo. Ganha quem perde, tudo passa. Mas passa mais rápido para quem não se apega, para quem enfrenta - até um dia descobrir que apenas se enfrenta. Om Namah Shivaya.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Somente após uma desgraça conseguirá despertar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nada é estático&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tudo é movimento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E tudo esta desmoronando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e ela acaba um minuto por vez&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso primeiro perder a religião, que em Freud é ainda a oitava inferior (que não pode ser negada, pois não se pode transcender de fato aquilo que não se viveu), o fundamentalismo, o sinônimo de neurose:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Já uma vez antes, como crianças de tenra idade, nos encontramos em semelhante estado de desamparo, em relação a nossos pais. Tínhamos razões para temê-los, contudo estávamos certos de sua proteção. Com relação à distribuição dos destinos, persiste a desagradável suspeita de que a perplexidade e o desamparo da raça humana não podem ser remediados. Isto justifica o anseio do homem pelo pai e pelos deuses, que mantém sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os homens com a crueldade do destino, particularmente a demonstrada pela morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que a vida lhe impôs. Assim se criou a RELIGIÃO, da necessidade que tem o homem de tolerar o desamparo, e construída com o material das lembranças do desamparo de sua própria infância, na continuação de um protótipo infantil universal."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Sigmund Freud; O Futuro de uma Ilusão)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então você não terá mais religião - nem neurose. Neste momento, tudo estará em você:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Deus existiu sempre? Que é sempre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Onde é que estava Deus quando se criou a si próprio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E como é que alguém se cria a si próprio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Do nada, passando do nada ao ser?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas se estava contido no nada, então o nada não existia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(José Saramago)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O personagem do Clube da Luta descobre isso, vive a sua neurose como religião, mas sua neurose quase religiosa fala da não-religião quase neurótica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocorre que, se tudo estiver em você, é necessário uma nova análise, pois "tudo" é muito mais do que disseram que você era. Se tudo está em você, você é Deus, e esta divindade também está em você. Perdemos tudo. Até a fé. E, na descrença, a encontramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Renato Russo)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tyler diz que as coisas que nos pertencem acabam tomando conta de nós. Só depois de perder tudo é que ficamos livres para fazer qualquer coisa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas neste momento, só resta o Deus que há em nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E sobrevivi,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ser muito mais que o ser fugaz das tramas que criei&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje sou muito mais&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do que acharam que eu deveria ser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que estar aberto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É estar bem longe da ferrugem a corroer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito deixei para trás o meu primeiro passo rumo ao infinito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aonde o vento me levar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada nem ninguém me impedirá de experienciar!!!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Naviterra; Não Olhar Para Trás)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após esta negação, sobrevivemos. E, no nada, encontramos o tudo. É hora de uma outra oitava para vivenciar o mesmo religioso, psicológico. Somos mais que um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tudo o que aprendi levou-me, passo a passo, a uma inabalável convicção sobre a existência de Deus. Eu só acredito naquilo que sei. E isso elimina a crença. Portanto, não baseio a Sua existência na crença... eu sei &amp;nbsp;que Ele existe&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Carl Jung; Entrevistas e Encontros)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, mesmo chegando nesta esfera superior, ainda assim a necessidade prática citada por Freud continua presente, como estará presente provavelmente em qualquer outra oitava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência interna. E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Carl Jung; Entrevistas e Encontros)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que era conflito se torna religião, mas é ela quem nos levará para o autoconhecimento, também. Pode ser que arrancar a árvore arraigada ao solo seja traumático - mas apenas onde as raízes forem muito profundas. Afinal, não há nada de errado em ser uma árvore - a não ser quando esta morre e seca a cada dia por agora desejar caminhar. Neste momento, Freud e Jung são aplicáveis. A experiência do filme é sexual também, é violenta também, é de negação do passado também. Com a correta ressalva de que, no fundo, é menos sexual do que parece (a não ser que tenhamos, como sugerido por Jung a respeito de Freud, recalques nesta área, e aí vejamos erros no sexo de todos), e mais COLETIVO do que a ciência cartesiana poderia admitir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Freud nunca se interrogou acerca do motivo pelo qual precisava falar continuamente sobre sexo, porque esse pensamento a tal ponto se apoderara dele. Nunca percebeu que a 'monotonia da interpretação' traduzia uma fuga diante de si mesmo ou de outra parte de si que ele teria talvez que chamar de 'mística'. Ora, sem reconhecer esse lado de sua personalidade, era-lhe impossível pôr-se em harmonia consigo mesmo. (...) Ele tornou-se vítima do único lado que podia identificar, e é por isso que o considero uma figura trágica: pois era um grande homem e, o que é principal, tinha o fogo sagrado."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Carl Jung)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme também avança. Neste nível Junguiano, as ilusões do filme começam também a interferir em comunidades. O que era apenas religião pessoal torna-se manifestação arquetípica, passa a ter vida própria. O inconsciente e o super ego não mais se confrontam em quatro paredes, mas se relacionam, convencem os outros, lideram, arregimentam. Afinal, somos todos um só, não somos? O que seria louco até mesmo dentro de nós - se nós nos enxergássemos - passa a ser aceitável em um mundo externo também em busca de identidade. E embora parta do sexual, como na análise Freudiana, o filme aqui começa a trazer intuições, sincronicidades, como se todo um fluxo levasse o personagem ao seu "destino". Somos todos um só, os vários que somos relacionam-se com o coletivo. E se tudo é coincidência, nada mais é coincidência. O filme fica mais Junguiano, coletivo, ao extrapolar os conflitos do ego/eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A dialética ego/eu acontece primeiro através do pensamento analítico (reflexão). Quando este se esgota, a energia psíquica reflui do Eu para o Ego. Então nasce uma Intuição&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Carl Jung)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como da tese e da antítese se faz a síntese - como ensinava Marx - o filme vai além do lado "mal e bom" da psicanálise, e se torna de certo modo Gestáltico (matar o pai) ou talvez altamente Lacaniano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não há outra metalinguagem senão todas as formas de canalhice, se designarmos assim as curiosas operações que se deduzem do seguinte: de que o desejo do homem é o desejo do Outro. Toda canalhice repousa nisto, em querer ser o Outro - refiro-me ao grande Outro - de alguém, ali onde se delineiam as figuras em que seu desejo será captado."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Jacques Lacan)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, Lacan é também o mal-humorado que, ao não querer "baba-ovos", acaba reverenciando sua origem - sem perceber que se tornara a origem de novos. É o mesmo que, ao matar o mestre que é, acabou por matar o Pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Aí, Freud se contradiz. Tudo indica - aí está o sentido do inconsciente - não só que o homem já sabe tudo que tem que saber, mas que esse saber é perfeitamente limitado a esse gozo insuficiente que constitui que ele fale&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jacques Lacan)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ao contrário da Gestalt, ao mesmo tempo, contraditoriamente descobre que volta, oroboros, ao mestre que teve. E lá está, como sempre, o mesmo Pai, renascido das cinzas como outro animal da mitologia que Jung estudou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vocês podem ser Lacanianos, eu sou Freudiano&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Jacques Lacan)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito pré-conceito contra este filme, porque, não sei se você já leu nos sites, é um filme violento; o nome já choca; o videoclipe (sen-sa-cio-nal!!!) de entrada do filme choca ainda mais que o nome; o filme como um todo choca mais e mais ainda que o clipe; as pessoas são despeitadas com o Brad Pitt; cutuca as pessoas na sua luta de ID x Super-ego; questiona valores hipócritas e acomodados, e, mais grave ainda (pasme!): Um maluco já matou gente na sessão deste filme, metralhando vários, no shopping Morumbi!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curioso é que, independente da sessão que ele escolheu para fazer isso ser a do Clube da Luta, na verdade o psicopata em questão simulou, em detalhes, os atos do filme "Pânico" (Este sim um tipo de filme umbralino, não raro mediúnico-negativo). Curiosamente, muito "espiritualista" assiste e gosta - curioso isso de virar a cara para os conscienciais e pegar os de terror, que geram o que a consciência critica, revela e resolve... Mas a sociedade vai torcer o nariz para o Clube da Luta, e locar o Pânico 2, 3 e cia. Assediadores agradecem. Eles também acham esta coisa de questionar, discernir e remover hipocrisias algo "muito violento".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que quem chegou até aqui, após passar por Humor, Cinema, Consciência, Freud, Jung e Lacan - vendo em tudo uma só coisa - merece sim ver o filme, se ainda não viu. Para você, que conseguiu ler, eu também RECOMENDO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal, você já sabe que:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Você abre a porta e entra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está dentro do seu coração&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine que sua dor é uma bola de neve que vai curar você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a última gota pra você&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor do que isso não pode ficar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que acaba um minuto por vez&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto não é um seminário&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem um retiro de fim de semana&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De onde você está não pode imaginar como será o fundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente após uma desgraça conseguirá despertar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente depois de perder tudo, poderá fazer o que quiser&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada é estático&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo é movimento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo esta desmoronando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor do que isso não pode ficar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ela acaba um minuto por vez&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é um ser bonito e admirável&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você é igual à decadência refletida em tudo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos fazendo parte da mesma podridão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos o único lixo que canta e dança no mundo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é sua conta bancária&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem as roupas que usa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é o conteúdo de sua carteira&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é seu câncer de intestino&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é o carro que dirige&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não é suas malditas calças&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você precisa desistir&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você precisa saber que vai morrer um dia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes disso você é um inútil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que serei completo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que nunca ficarei contente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que não vou me libertar de suas regras rígidas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que não vou me libertar de sua arte inteligente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que não vou me libertar dos pecados e do perfeccionismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo: você precisa desistir&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo: evolua mesmo se você desmoronar por dentro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor do isso não pode ficar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é sua vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e ela acaba um minuto por vez&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você precisa desistir&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou avisando que terá sua chance"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Tyler Durden; Clube da Luta)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/02/clube_da_luta.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/02/clube_da_luta.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-592994088122782361?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/592994088122782361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=592994088122782361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/592994088122782361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/592994088122782361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/05/clube-da-luta.html' title='Clube da Luta'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-P8Gz6XUyRdU/TeRafn1qBCI/AAAAAAAABwY/bzieWJSnNVg/s72-c/clube_da_luta02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-153448164686634809</id><published>2011-05-20T00:18:00.002-03:00</published><updated>2011-05-20T00:30:08.550-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><title type='text'>A crise da cultura educacional</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fmYDQ6ZIWcw/TdXeXPcJyOI/AAAAAAAABwM/CfS7nYXeW4Q/s1600/OgAAALGThd5G_kuOSPpW7V-IY0ypT8VBUj5Tw5WSvjCTM3GgFBRb7osVG1sl-Xa6239DpMYPIfN39nYgfdDBOaf_Nt4Am1T1UDrRZ3ViT26WzbVDPzhFELUJPCLh.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180px" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-fmYDQ6ZIWcw/TdXeXPcJyOI/AAAAAAAABwM/CfS7nYXeW4Q/s320/OgAAALGThd5G_kuOSPpW7V-IY0ypT8VBUj5Tw5WSvjCTM3GgFBRb7osVG1sl-Xa6239DpMYPIfN39nYgfdDBOaf_Nt4Am1T1UDrRZ3ViT26WzbVDPzhFELUJPCLh.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Como já falei aqui no blog em outros textos, o Brasil está vivendo uma séria&amp;nbsp;crise cultural. Já frizei várias vezes a questão da produção musical no país como umas das causas dessa alienação da juventude. Mas essa semana durante uma reunião com os professores do curso de Direito da minha universidade vi&amp;nbsp;que tal crise se alastra de uma forma tão grande que chega à própria vida universitária. Os jovens que nessa idade&amp;nbsp;deveriam atingir o grau máximo da busca pelo conhecimento estão se tornando cada vez mais acomodados. Tal fato está gerando uma crise dentro das próprias universidades onde cada vez mais os estudantes estão se desinteressando pelo próprio curso e pelos estudos. No caso de Direito, tal problema possui uma série de fatores que vão desde a metodologia do curso até a própria formação da personalidade dos estudantes, que cada vez mais estão se tornando vítimas da grande mídia. Quando falo de cultura e da mídia, aponto para a chamada indústria cultural, que cada vez mais absorvemos de uma maneira tão imperceptível que estamos nos tornando cegos para o mundo ao nosso redor, prejudicando cada vez mais nossos senso crítico e formação de opinião própria, e como consequência gera a chamada anestesia política, cada vez mais presente entre os jovens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que tenho notado, é que cada vez mais a juventude está mais desinteressada em compreender o mundo em que vivemos. Educação virou sinônimo de aprender o assunto dado em sala de aula. E só. Não buscamos mais o aprendizado além do que o professor nos ensina em sala de aula. É tanto que a procura por programas de extensões, monitoria e pesquisa vem diminuindo gradativamente. A Universidade está perdendo espaço enquanto agente de produção científica para se tornar um templo da mercadoria educacional. Principalmente as universidades privadas viraram reféns das perspectivas mercadológicas. No curso de Direito por exemplo, está havendo uma desvalorização da produção científica como um todo, para focar nas procuras do mercado pelos técnicos em Direito. A formação do curso não está destinada a tornar os futuros bachareis em administradores públicos, em juízes, promotores ou advogados que compreendam os fenômenos que estão acontecendo na sociedade, mas em meros operadores do Direito (expressão hoje em dia divulgada enquanto uma automação do advogado enquanto mero aplicador da Lei), que estão sendo formados para suprir a demanda do mercado jurídico. Nas Universidades agora, o curso voltou-se totalmente para o Direito Privado, para o Direito das Empresas, o Direito das relações de contrato, o Direito Penal que apenas pune. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há mais o diálogo e a construção da Teoria do Direito enquanto uma reflexão dos problemas sociais. O Direito Constitucional, Filosofia do Direito, Sociologia Jurídica, hoje são matérias que perderam espaço gradativamente, seja na diminuição do currículo da matéria dos Direitos Fundamentais, que são vistos em poucas semanas, ou na própria abordagem da Teoria do Direito enquanto uma construção pautada no velho Positivismo Jurídico, onde hoje em dia é cultuado como a estrutura oficial do Direito no Brasil, onde a Lei deve ser observada e aplicada enquanto lei. Não se pensa mais os problemas da sociedade. Os alunos viraram meros repetidores do conhecimento dado em sala aula, fruto do currículo direcionado pelas perpectivas do mercado. Lamentavelmente, agora, a Universidade está perdendo espaço para os cursinhos, pois em nome dessa onda de "necessidade" por empregos estáveis, há um inchaço no curso de Direito, criando várias faculdades sem um mínimo de comprometimento para a formação do estudante. Apenas um meio de formar bachareis para realizarem seus sonhos de um bom emprego com salários gordos enquanto que a faculdade enche os cofres com o dinheiro desses mesmos estudantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No país está havendo uma mercantilização do ensino como um todo. O ensino está sendo privatizado. Você paga para estudar, para conseguir um bom emprego e com isso um bom salário. No país, universidade privada é sinal de boa estrutura, logo ensino de qualidade. Não é atoa o bombardeamento da mídia em relação à defasagem da estrutura das universidades públicas. Há um interesse das empresas em direcionar a classe estudantil a estudarem nessas instituições privadas, pois ao mesmo tempo, são essas empresas que investem nessas universidades com suas altas mensalidades, pois terão um retorno garantido, ao&amp;nbsp;contrário das universidades públicas. Da mesma forma, essa onda de cursinhos e congressos, é um mero reflexo dessa privatização do ensino. Os estudantes gostam da grandeza. Tal fenônemo é a projeção que almejam futuramente de serem alguém. O ensino não é mais um diálogo para formação do conhecimento entre o estudante e o professor, mas agora o despejo do "saber" dos grandes "mestres" que dão ao ser "sem luz" (aluno),&amp;nbsp;o conhecimento. Com isso temos os grandes congressos em formato talk show onde os grandes nomes de tais áreas, como Direito, onde vão os grandes ministros e desembargadores, se mostrarem ao público, que os admiram por tal status. Eles falam, os demais escutam, e na semana que vem ninguém se lembra mais do que aprenderam. Há um grande negócio por trás de tais congressos e cursinhos, não é atoa que a maioria dessas empresas que organizam são ligadas a grandes universidades privadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso o estudante está contribuindo cada vez mais para essa perpertuação da ignorância, onde todos fingem que aprendem, os professores fingem que ensinam, e no fim do curso, todos recebem seu canudo como a prova de que adquiriam conhecimento. Mas esse conhecimento servirá à quem ou para quê? A prova de tal perspectiva mercadológica é o inchaço de várias áreas como no caso de Direito, saturado de alunos de porta de sala de aula, que estão nem aí para uma verdadeira formação profissional, somente atrás de um canudo para serem "alguém na vida". Hoje em dia não há a valorização do educação do país, e tal parcela de culpa também cabe aos estudantes. A juventude hoje não está mais dando valor ao conhecimento. Tal fato também é fruto da falta de cultura do jovem na sociedade de hoje. Cada vez mais nos tornamos imbecis. Buda diz que somos o que pensamos. Para mim somos o que pensamos, ouvimos, consumimos, cantamos, bebemos, comemos, enfim, o que fazemos de nossas vidas. E sinceramente, cada vez mais a juventude está se tornando estúpida. Estúpida porque estamos perdendo uma oportunidade única de vivermos intensamente tal fase que nunca mais voltará. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu por exemplo, considero minha formação completa, estudo e faço monitoria na universidade, tenho conhecimento de mundo, toco um instrumento, ouço música, tenho meus perfis de rede sociais, tenho o blog, participo do Movimento Estudantil, saio com meus amigos para festas, organizo outras, e só por isso não sou careta. Entretanto tenho consciência de um dever que possuo enquanto jovem de valorizar minha própria formação pessoal. Eu vejo a responsabilidade que tenho comigo mesmo de fazer tudo isso pois julgo mais que necessário para ter minha formação profissional mais que completa. Vivo cada uma dessas experiências de modo intenso, pois sei que isso fará totalmente a diferença futuramente. Entretanto olho para a maioria dos meus amigos e os próprios estudantes lá no curso e na universidade o que vejo é pura ignorância. Ignorância no sentido lato, pois ao mesmo tempo que eles não buscam aprimorar a própria formação pessoal, são vítimas desse sistema de formação da personalidade do indivíduo. Hoje em dia não é o jovem que forma sua personalidade, mas a mídia. É incrível como está havendo uma nivelação por baixo da personalidade do jovem. O que temos hoje em dia é o universitário sertanejo baladeiro que tá nem aí para o curso, para apenas se formar e ganhar dinheiro para curtir sua balada no fim de semana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca se necessitou tanto de uma transmutação de valores da juventude. A falta de cultura no meio jovem é drástica. É lamentável a que em uma fase tão áurea da vida, a juventude&amp;nbsp;se perca em sua formação enquanto indivíduo. A formação profissional não é somente fruto dos estudos em sala de aula. Isso é apenas a metade. A outra metade é composta da formação cultural do indivíduo. O que ele entende por música, por arte, por cultura em geral, assim como sua consciência crítica em relação aos acontecimentos sociais. O nível da "cultura jovem contemporânea" está cada vez mais refém das próprias perspectivas do mercado cultural como já coloquei no blog. Hoje em dias as baladas só tocam o que a mídia promove como a nova onda do Sertanejo, Swingueira e&amp;nbsp;o novo estilo brasileiro jovem de viver. Num misto de playboys e patricinhas que vão para a balada no fim de semana beber, dançar música sertaneja e depois música eletrônica, estamos criando uma verdadeira cultura de culto ao fútil e ao inútil. Não há mais uma perspectiva além das oferecidas pelo mercado. Tal nível de imbecilidade pode ser percebido pelas relações mostradas nas redes sociais. E isso reflete diretamente na educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando aonde eu queria, tal culto à nova cultura jovem está tornando o estudante cada vez mais alienado cuja razão de ir para a faculdade é chegar com seu carro tocando a música do momento para fazer a social com os amigos e mais tarde irem para a balada. É claro, há também a ideia de que se você estudou, passou por média e concluiu seu curso você está com seu "dever acadêmico" cumprido. A própria juventude criou essa ideia de responsabilidade estudantil como um mero meio de cumprirem seus deveres básicos. Entretanto nos esquecemos que a formação vai muito além da matéria vista em sala de aula, pois a educação universitária é composta pelo chamado "tripé", ensino, pesquisa, e extensão. Tais atividades, que podem ir desde um grupo de estudo, diretório acadêmico ou até a própria pesquisa propriamente é o que determina a qualidade do ensino na universidade. Entretanto ao mesmo tempo que tais perspectivas de mercado abafam estes meios de produção científica, os estudantes, reflexos de tais perspectivas, alimentadas juntamente com essa indústria cultural, estão por desvalorizar tais atividades, e como consequência desqualificando cada vez mais o ensino no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que deve ficar bem claro é que tal mudança metodológica no ensino e na educação como um todo, também passa pela ação coletiva dos estudantes. Entretanto tal formação cultural dos mesmos está por minar as possibilidades de mudanças nessas estruturas do ensino. Tal falta de cultura gera uma verdadeira anestesia política. Podem notar que a maioria dos estudantes que realizam tais atividades são justamente aqueles com um mínimo de consciência política, no sentido lato, de compreenderem a importância de tais atividades. Da mesma forma como tais estudantes muitas vezes também fazem parte do próprio movimento estudantil, que em regra, tem a missão de buscar melhorias no ensino do país. Entretanto esse mesmo movimento estudantil é maculado pela mídia e pela consciência coletiva dos estudantes como um sistema corrompido e inutilizado para seus fins, de modo que com tal visão, torna-se impossível mover um só dedo para mudar qualquer coisa dentro desse mar de lama em que a educação no país se encontra. É incrível como falta um senso de união coletiva entre os estudantes. E não é a união política ideológica que estou falando, mas o mesmo senso de responsabilidade acadêmica que falei anteriormente, pois a massa estudantil está condicionada pela mídia a apenas consumir o que ela produz. Logo, o estudante vira um mero consumista também da educação, ao invés de lutar por melhorias na mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso gera as graves crises de meio de semestre onde ao longo do período os estudantes deixam de ir para as aulas, estão nem aí mais para as provas, e quem dirá para o ensino como um todo. Se no começo do curso eles só querem saber de festas e de passar de período, quanto mais no fim do curso que eles só estarão interessados em se formar para conseguirem o mais rápido possível um emprego. Formou-se uma imagem na cabeça dos estudantes que a universidade é apenas um meio de passar em concursos, e estes por vez, um meio de se garantir um bom emprego. Tal mentalidade imbecil é cada vez mais alimentada na mídia por esse estilo "fácil e feliz" de se viver. Até que se mude tal tipo de pensamento social, a educação no país estará entregue às moscas. Os estudantes precisam entender tal responsabilidades deles na própria formação e na formação dos futuros estudantes que entrarão nas faculdades. O ENEM foi um grande avanço na reforma educacional no país, da mesma forma como a reforma da educação básica com o tempo integral será algo que fará toda diferença no futuro. Mas pouco se fala em uma reforma do ensino superior concreta, e isso inclui sua relação com o ensino básico. O tempo integral nas universidades é o que faz toda a diferença nas universidades da Europa e dos EUA. Embora a realidade do Brasil seja outra, tais questões da reforma da cultura educacional no país devem ser consideradas, da mesma forma como a questão da função cultural da mídia, que cada vez mais imbeciliza a sociedade a classe estudantil no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O país precisa de uma reforma cultural drástica, antes que nossa educação seja destruída pelos próprios estudantes, que cada vez mais estão descomprometidos com a própria formação pessoal, quanto mais para se tornarem profissionais que possam transformar a realidade social em que vivemos. Hoje em dia a juventude se anestesia politicamente através desse consumismo cultural, entretanto, os problemas que ela enfrenta hoje em dia é fruto dessa mesma falta de cultura promovida por ela. Se a juventude não mudar e buscar repensar seu modo de se vestir, ouvir música, consumir, sair com os amigos e até mesmo estudar, iremos entrar numa grave crise social que vai desde a própria educação até o mercado de trabalho, gerando um verdadeiro país de tolos, onde entraremos numa ditadura da mídia e dos interesses privados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-153448164686634809?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/153448164686634809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=153448164686634809&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/153448164686634809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/153448164686634809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/05/crise-da-cultura-educacional.html' title='A crise da cultura educacional'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fmYDQ6ZIWcw/TdXeXPcJyOI/AAAAAAAABwM/CfS7nYXeW4Q/s72-c/OgAAALGThd5G_kuOSPpW7V-IY0ypT8VBUj5Tw5WSvjCTM3GgFBRb7osVG1sl-Xa6239DpMYPIfN39nYgfdDBOaf_Nt4Am1T1UDrRZ3ViT26WzbVDPzhFELUJPCLh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-7346776848893138458</id><published>2011-05-13T21:15:00.001-03:00</published><updated>2011-05-13T21:17:05.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Nossos Hitlers (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TKBZQg5qJws/Tc3J6JUcE-I/AAAAAAAABwI/zbZTrzJAiHI/s1600/hitler-bispo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-TKBZQg5qJws/Tc3J6JUcE-I/AAAAAAAABwI/zbZTrzJAiHI/s1600/hitler-bispo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Continuando nosso aprendizado com o "professor" Hitler, podemos tirar ainda mais lições do que NÃO se deve fazer pra ter paz e diálogo no mundo. Desta vez gostaria de comentar sobre a ideologia dele. O cara cresceu num ambiente corturbado, com a República cambaleando em toda a Europa. Ditadores surgiam aqui e ali para ocupar o vácuo de poder, como Benito Mussolini (Itália), Francisco Franco (Espanha) e António Salazar (Portugal). Isso pra ficar só no ocidente da Europa, porque no Brasil tínhamos o famoso ditador Getúlio Vargas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comunismo se alastrava velozmente por toda a Europa. Seu ponto principal era a perda da propriedade privada, o que fazia tremer (obviamente) toda a burguesia e agradava sobremaneira a massa cada vez maior de desempregados e trabalhadores em condições degradantes. Vários partidos arregimentavam essa massa febril, e um deles era o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, cujos "trabalhos" consistiam em ir prum bar e jogar conversa fora, falar mal do governo, essas coisas. Resumindo bastante, Hitler chegou, arrebatou todo aquele pessoal e, com um gigantesco senso de oportunidade (e muito cinismo) conseguiu equilibrar em suas fileiras pensadores de esquerda (nacional socialista, lembram?) sustentando idéias de direita, porque ambos os lados (Hitler e os comunistas) tinham ódio da burguesia. Tanto é que a ala esquerdista pediu aliança com os Nazi (acrônimo pra NAtionalsoZIalistische) quando o caldo estava esquentando, e aí entrou o oportunismo desse gênio do mal, que fez uma aliança (em segredo) com os industriais e burgueses, prometendo que, se subisse ao poder, as propriedades privadas não seriam estatizadas. Assim, ele conseguia ter em suas mãos, contribuindo monetariamente para o partido (e, mais importante, dispostos a fazer o que Hitler mandasse) gente de todas as camadas sociais, desde o perigoso (pro Governo) desempregado até o mais alto (e influente) industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de ter sido propositadamente dúbio na condução do Partido (e propositadamente vago em seus discursos, afinal, essa era uma de suas técnicas de controle de massa), Hitler sempre deixou claro suas idéias anti-semitas, anti-eslavos (ou seja, todo o povo da URSS), anti-marxistas e um desejo férreo de expandir as terras do povo alemão para o leste (ou seja, em direção à URSS, que ele chamava de Espaço Vital). Uma olhada no Programa de Governo do Partido mostra que "o Partido, como tal, defende o ponto de vista de um Cristianismo construtivo, sem todavia se ligar a uma confissão precisa." Muito longe da idéia Marxista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que deve deixar muita gente curiosa (ao menos eu fiquei, na escola) é "Como permitiram que Hitler invadisse tantos países, antes do mundo se juntar contra ele?" Pois é. Só vim descobrir no livro Diplomacia, de Henry Kissinger. Hitler já assumiu o poder pra poder controlar a expansão Comunista. Isso era assunto interno da Alemanha, ok. Só que, pro resto do mundo, ele foi visto como um MURO de proteção contra a "Invasão Vermelha". Hitler aproveita-se dessa condição e começa a tomar territórios, como o Sarre (francês), se rearma (violando o Tratado de Versalhes), anexa a Áustria e a Tchecoslováquia à Alemanha, tudo isso por vias diplomáticas (mas com muita intimidação física) e com vista-grossa das duas grandes potências européias, Grã-Bretanha e França. Tudo porque ELES achavam que Hitler estaria do lado deles contra o comunismo - e não era bom tom desagradar um aliado. Num OUTRO golpe de gênio, Hitler assina com a URSS um tratado de não-agressão e juntos atacam a Polônia, aliada dos capitalistas! O que não os torna aliados. Hitler recusou-se expressamente a ser aliado da URSS, pois qualquer lida no livro dele (Minha Luta) mostra que eles estão em lados opostos. A imagem que melhor ilustra o acordo são dois ditadores demagogos dando-se as mãos, e com um punhal escondido na outra, pronto pra tacar nas costas de quem se virasse primeiro. Era proveitoso para Hitler, que evitava lutar em duas frentes, e era proveitoso pra Stalin, que queria assim enfraquecer as superpotências Inglaterra e França. Só aí começa oficialmente a 2ª guerra mundial! Quando pisaram no calo deles!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem, mas isso é só um introdutório histórico pra falar de algo que tem me preocupado recentemente, que é a reedição da batalha direitismo x marxismo. Ora, o frio só existe porque temos o quente. O escuro só existe porque conhecemos o claro. Da mesma forma, um sistema político só se reafirma enquanto ideologia quando existe um nêmesis, um inimigo. E o que tenho visto ultimamente é a perseguição de um certo setor da Igreja Católica a um inimigo invisível, que é o Marxismo Cultural. Você é a favor do aborto? Marxista. Não importam suas razões, é Marxista e vai pro inferno. Reforma Agrária? Inferno! Tanto é que o Papa trouxe de volta a imagem secular e ultrapassada de que o Inferno é algo real: é pra abrigar todos os novos Marxistas que nem sabem que o são!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já sabia que o Ratzinger (agora Papa Bento XVI), quando ainda era Cardeal, "silenciou" o frei Leonardo Boff por fazer parte da Teologia da Libertação. Porém, o Marxismo nela é utilizado como instrumento, não tendo fim em si mesmo. "Na teologia da libertação o marxismo nunca é tratado em si mesmo, mas sempre a partir, e em função dos pobres", segundo Boff. O sentido último da teologia não é Marx, mas Deus. Nada que vá contra um Papa João Paulo II que, no primeiro contato com a população mais pobre do Brasil, no Morro do Vidigal, tirou seu anel de ouro do dedo e o deu de presente aos moradores da favela. Ao receber um grupo de trabalhadores no Morumbi, entre os quais se destacava Luiz Inácio Lula da Silva, então o líder sindical do ABC, o papa abraçou um metalúrgico que havia sido torturado pela ditadura. Defendeu a liberdade sindical no discurso que fez no estádio e insistiu no respeito aos direitos hunmanos, encampando a luta do episcopado contra o autoritarismo. E o Papa João Paulo II estava longe de ser Marxista ou admirador do comunismo. Era apenas humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora temos um Papa que foi criado no regime totalitarista de Adolf Hitler. Com a máquina de propaganda nazista funcionando a força total. Imagine-se naquela época, aprendendo na escola sobre a superioridade da raça alemã sobre os judeus e eslavos de forma "científica", ouvindo o endemoniamento do Marxismo nas rádios, participando (obrigatoriamente) da Juventude Hitlerista, sofrendo lavagem cerebral. Não é algo que a pessoa venha a gostar. Não duvido que ele não tenha gostado. Eu não gostaria, mas, se estivesse lá, seria impossível não ser influenciado de alguma forma, especialmente na infância e adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então Habemus Papam, e surge (ou ressurge) um movimento com força total de perseguição ao marxismo dentro do seio da Direita Católica. Coincidência? Eu preferiria que sim, mas a entrevista com o Padre Paulo Ricardo só confirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"cancaonova.com: O que o Papa Bento XVI significa em todo esse contexto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padre Paulo Ricardo: O Papa Bento XVI, quando era professor na Alemanha, sofreu bastante com esse tipo de movimentação do marxismo cultural, porque este movimento não está presente apenas na Igreja do Brasil, mas também na Alemanha. E muitos teólogos tentavam adaptar o Evangelho ao marxismo, de modo que foram eles que mais criaram problemas para ele. Quando ele foi eleito cardeal em Roma, logo começou a combater a teologia da libertação marxista, tentando mostrar justamente que se tratava de um desequilíbrio e de uma traição ao Evangelho. Agora que é papa, nós vemos claramente que Deus se manifestou ao escolher este homem para ajudar a Igreja do Brasil e do mundo inteiro a sair desta situação de querer ler o Evangelho através de uma visão sociológica e de uma agenda política que não tem nada a ver com o Cristianismo. Então, podemos dizer que a eleição de Bento XVI é a virada. Ele é, de alguma forma, o homem da providência e nós agradecemos a Deus por ter nos dado esse homem providencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(calafrios)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cancaonova.com: Como esta ideologia comunista mais afeta nossa vida de Igreja e influencia nosso pensamento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padre Paulo Ricardo: Ela afeta justamente pelo fato de que a teologia da libertação, aqui no Brasil e na América Latina, tem como ideal a implantação de uma sociedade parecida com aquela que os socialistas e comunistas esperavam, ou seja, uma sociedade igualitária, em que as pessoas sejam todas iguais. Por meio dessa teologia, esse tipo de leitura da Bíblia e da realidade bastante socializante e materialista foram entrando aos poucos em nossa maneira de ver o mundo e da visão da Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cancaonova.com: Como combatê-la e se dar conta de que se trata de uma 'ideologia marxista', mesmo que disfarçada? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padre Paulo Ricardo: A primeira coisa é compreendermos que, através da ideologia marxista, se tende a ler tudo a partir da sociologia. Então, quando, por exemplo, encontramos uma pessoa que começa ler a Bíblia e em todas as suas passagens tira alguma aplicação social, esse é um indício, um sinal bastante claro de que, talvez, ela esteja seguindo esse tipo de pensamento marxista. Sabemos que a Sagrada Escritura tem uma lição social, mas nós não podemos extrair dela apenas uma mensagem social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Tenha medo. Tenha muito medo...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então temos que extrair o que da Bíblia? O dízimo? A devoção? A hóstia? Se Jesus vivesse hoje seria acusado de Marxista pela Igreja Católica, tenho absoluta certeza, porque Jesus não seria hipócrita de, vindo hoje, com toda a sua glória, sentar-se num Trono da Basílica de São Pedro e ditar normas desassociadas da vivência do povo, sem uma relação social especialmente com o mais fraco social (notem que Jesus não fez distinção de rico ou pobre no Evangelho, pois foi comer na casa dos Publicanos Levi e Zaqueu, que eram ricos mas eram odiados/desprezados socialmente pelo povo judeu. E o sermão da Montanha? Será um monte de imagens metafísicas ou lições práticas de comportamento social?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a Igreja Católica, suposta "representante de Deus da Terra", não é pelos pobres, quem será pelos pobres? Por isso que as Igrejas Evangélicas ganham tanto terreno enquanto a Católica perde mais e mais fiéis. João Paulo II quando esteve aqui procurou "combater os excessos do marxismo" e não extirpar qualquer idéia de cunho social. Rejeito completamente o controle do Estado sobre o patrimônio, e a desapropriação indébita, mas o Estado deve atuar no sentido de "repartir o pão"... aliás, de onde vem essa expressão, mesmo???&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Mateus 23:13)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por que combater a Teologia da Libertação? Por que não torná-la mais cristã e menos marxista? Por que secar um rio turbulento, mas que sacia a sede de muitos que sentem sede? Por que não construir um dique? Por que não a conversa, o acordo? Talvez a resposta esteja novamente no livro Hitler vol 1, quando Hitler, antes de ter o poder, teve de lidar com idéias contrárias dentro do seu Partido, especialmente na ala esquerdista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tanto do ponto de vista institucional como do psicológico, o movimento estava definitivamente transformado numa organização totalitária, pois Hitler soubera, a partir deste ataque como de todos os conflitos do passado, reforçar sua posição e ganhar prestígio. Otto Strasser, esse sim comunista e muito influente na ala esquerda do Partido, questionou Hitler se o modelo de produção continuaria inalterado caso ele chegasse ao poder. Hitler respondeu: "Mas naturalmente. Você acha que sou bastante louco pra destruir a economia?" Começou aí a cisão. Tinha explanado suas idéias de direção absoluta a alguns jornalistas escolhidos dentro do partido, pintando em largas pinceladas uma imagem de hierarquia e da organização reinantes na Igreja Católica. De acordo com esse modelo, afirmara ele, o partido deve erigir sua pirâmide de dirigentes sobre "um largo alicerce de diretores de consciência políticos (...) que ficam entre o povo, os quais transpõem os estágios de Kreisleiter e Gauleitier para chegar ao senado e finalmente ao seu Führer-papa". Como relatou um dos participantes, não recuou diante da comparação entre Gauleitiers e bispos, entre futuros senadores e cardeais, e, em perturbadores paralelos, transpôs, sem qualquer escrúpulo, as noções de autoridade, obediência e fé, do domínio espiritual para o domínio leigo. Sem qualquer ironia, terminou seu discurso observando "que não queria disputar ao Santo Padre de Roma seu direito à infalibilidade espiritual - ou seja, eclesiástica - nas questões de fé. Não entendo muito dessas coisas. Mas, com mais razão ainda, creio que entendo de política. Espero, portanto, que o Santo Padre igualmente não discuta minhas pretensões. Proclamo assim, pra mim e para meus sucessores na direção do Partido dos Trabalhadores Alemães Nacional-Socialista, o direito à infabilidade política. Espero que o mundo se habitue a isso tão rápida e resolutamente como se habituou à instância do Santo Padre."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ninguém mais o contestou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/04/nossos_hitlers_1.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/04/nossos_hitlers_1.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-7346776848893138458?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/7346776848893138458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=7346776848893138458&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/7346776848893138458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/7346776848893138458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/05/nossos-hitlers-parte-2.html' title='Nossos Hitlers (Parte 2)'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TKBZQg5qJws/Tc3J6JUcE-I/AAAAAAAABwI/zbZTrzJAiHI/s72-c/hitler-bispo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-2725655532206867843</id><published>2011-05-09T00:06:00.001-03:00</published><updated>2011-05-09T00:10:32.976-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Nossos Hitlers (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QGnw0omlZDk/TcdbHGE9LxI/AAAAAAAABwE/HBa77Yhqk4c/s1600/article-1223777-00937A7D00000259-755_468x347.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226px" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-QGnw0omlZDk/TcdbHGE9LxI/AAAAAAAABwE/HBa77Yhqk4c/s320/article-1223777-00937A7D00000259-755_468x347.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Hitler foi um gênio do mal. Uma das personalidades com maior magnetismo pessoal que já se viu (assim como diziam que Rasputin o era) e que, mesmo após mais de 60 anos de sua morte, ainda suscita debates apaixonados entre estudiosos da 2ª guerra. Evita-se comentar da personalidade de Hitler como se evita falar do demônio, mas as pessoas esquecem que a melhor maneira de honrar as 50 milhões de vidas que tombaram no mundo todo por causa dele é APRENDER com a história e evitar que ela se repita. E pra isso é preciso estudar, especialmente, Hitler. O Triunfo da vontade (Der Triumph des Willens), título do documentário que ele mesmo mandou fazer, em 1934 (1 ano após sua ascensão ao poder, por vias legais), bem que poderia ser a frase que melhor define sua trajetória. Vontade era tudo o que este pintor medíocre tinha quando ingressou no partido nazista, e com ela conseguiu arregimentar milhões de pessoas dispostas a dar as suas próprias vidas por um louco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que isto tem a ver com o Saindo da Matrix? Tudo, pois as técnicas de persuasão, propaganda e controle de massa que Hitler e seu Ministro de Propaganda, Josef Goebbels, aperfeiçoaram estão sendo usadas até hoje, de grandes comícios nos EUA até às igrejinhas de favelas brasileiras. Você pode se achar imune a essas coisas, mas lembre-se que o culto povo alemão, de todas as classes sociais, caíram nisso. Não só ele, como também os EUA e Inglaterra admiraram Hitler antes da guerra, inclusive com cópias descaradas dos desfiles Nazistas na política nacional, e o Manchester Guardian o chama de "O Maior Estadista do nosso tempo". E os estacionamentos de alguns Templos suntuosos aqui no Brasil estão sempre lotados de carros importados...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi por isso que selecionei trechos do excelente livro Hitler vol. 1, do respeitado biógrafo Joachim Fest, cujas pesquisas serviram de base para o roteiro do filme "A Queda - As últimas horas de Hitler". Parafraseando Sergio Barcellos, na orelha do livro, "mostrar como foi possível o surgimento de Hitler numa sociedade civilizada como a alemã é o maior serviço - e um alerta - que o autor presta à história dos povos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No livro vemos claramente como Hitler cultivou pacientemente o caos e insuflou (indiretamente, claro) a violência no país, para que ele surgisse como a cura, a ordem, a paz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Seu talento de domínio psíquico obedecia a um sistema cada vez mais estudado e é justamente essa ampla instrumentação técnica que diferencia os triunfos dessa fase dos sucessos dos anos anteriores. O triunfo de Hitler repousava essencialmente, como antes, no fato de que ele levava sempre as coisas ao extremo limite, mas era mais radical, não só em suas paixões mas também em seus cálculos racionais. Num discurso em agosto de 1920, tinha já definido sua tarefa da seguinte maneira: por uma questão de lucidez objetiva, "despertar, estimular e provocar o instintivo". Aí já se encontrava uma idéia, uma das noções que constituíam o segredo de seu sucesso junto às massas nessa época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só as condições infinitamente graves da crise econômica ditariam ao seu estilo de agitador os métodos friamente calculados e postos em prática para obter essa "capitulação" psíquica que constituía a meta de sua propaganda. Na planificação de suas campanhas, cada detalhe, como escreveu Goebbels, era "organizado em detalhe" e nada era deixado ao acaso: a estrada, a acumulação dos comícios, a amplitude das reuniões, a mistura de público dosada com precisão, ou o aparecimento, sempre retardado, do orador, que surge bruscamente sob efeitos de luzes destinados a criar a tensão diante de uma multidão esfomeada, preparada para a vertigem, com cortejos de bandeiras, marchas militares e Heils extasiados. Desde o dia em que Hitler, nos primeiros tempos do partido, organizara um comício matinal e, apesar da sala lotada, tivera "profunda tristeza de não conseguir obter nenhuma ligação nem estabelecer o menor contato" com seus ouvintes, só organizava comícios à noite. Tal como para o horário, ele dava muita importância à sala. "O encanto misterioso" da sombria casa do festival de Bayreuth, ou "o raio crepuscular artificial e no entanto cheio de mistério das igrejas católicas" eram, como ele próprio disse, os modelos quase únicos de salas que muito facilitavam psicologicamente a tarefa do doutrinador, "atentando contra o livre-arbítrio do homem".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas na verdade", observou ele no tom declamatório de suas declarações essenciais, "cada uma dessas reuniões representa uma luta entre duas forças opostas"; e como pregavam idéias belicosas, para o agitador todos os meios de domínio eram lícitos. Cada uma dessas considerações devia servir para "excluir o pensamento", criar uma "paralisia sugestiva", provocar "um estado receptivo de devotamento fanático". Como a sala, o horário, a música marcial e o jogo de luzes, o próprio comício era um instrumento de combate psicotécnico: "quando o indivíduo", observou Hitler, "saindo de seu local de trabalho ou da grande empresa onde se sente pequeno, vai pela primeira vez a um comício (no caso religioso, substitua por culto, Igreja, Templo, etc.) e tem ao seu redor milhares e milhares de pessoas da mesma opinião que ele; quando é levado por três ou quatro mil pessoas, numa embriaguez sugestiva extremamente eficaz; quando o sucesso visível e a aprovação de milhares de pessoas lhe confirmam a exatidão da nova doutrina, e pela primeira vez despertam nele a dúvida quanto à veracidade das convicções que alimentou até então, ele próprio se submete à influência encantatória do que chamamos sugestão coletiva. A vontade, a nostalgia, mas também a energia de milhares de pessoas acumulam-se em cada indivíduo. O homem que entra com dúvidas e hesitações numa reunião desse gênero deixa-a inteiramente convencido; tornou-se um membro de uma comunidade".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas idéias e máximas demagógicas, nas quais se vangloriava de traduzir "a avaliação exata de todas as fraquezas humanas", pareciam-lhe garantias de um sucesso quase "matemático." Todas essas reflexões, toda essa paixão psicológica voltavam sem parar aos comícios que "inculcavam no homenzinho miserável a orgulhosa convicção de pertencer, mesmo se nada mais fosse do que um verme, a um imenso dragão cujo sopro queimará um dia o mundo burguês detestado".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desenrolar da manifestação obedecia a uma ordem tática e litúrgica imutável pela qual Hitler visava cada vez mais realçar sua personalidade. Enquanto as bandeiras, as marchas militares e os gritos de esperança punham as massas num estado de agitação desenfreada, ele próprio ficava sentado num quarto de hotel, uma central do partido, nervoso, recebendo a curtos intervalos informações sobre a atmosfera da sala. Só se levantava quando a paciência do povo ameaçava esgotar-se, e quando a excitação inteligentemente levada ao máximo corria o risco de baixar. Apreciava os longos corredores que aumentam a tensão e usava em geral a entrada dos fundos nos locais de comício. A Marcha Badenweiler fornecia-lhe uma música pessoal, reservada à sua entrada em cena, e os acordes dessa melodia, anunciando-o de longe, faziam silêncio na sala e determinavam as pessoas a se levantarem, com o braço estendido no vazio - subjugadas duplamente em sua existência manipulada e glorificada. ELE estava, finalmente, lá. Vários filmes da época mostram-no andando sob o feixe de projetores no meio de alas tempestuosas esoluçantes, "uma via triunphalis de corpos humanos vivos", em geral com mulheres nas primeiras fileiras e, como descreveu Goebbels com ênfase, ele próprio solitário, fechado, tomado por esse desejo de violação psíquica. Proibia as introduções ou as saudações que só faziam desviar a atenção de sua pessoa. Ficava alguns instantes diante do estrado, apertando mecanicamente as mãos, mudo, ausente, o olhar agitado mas prestes a deixar-se encher de energia e a erguer-se pela força contida no grito das multidões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As primeiras palavras tremiam, amortecidas e tateantes, no silêncio denso. Às vezes esperava vários minutos, num silêncio que beirava o insuportável. O começo ficava monótono, banal. Limitava-se em geral à lenda de sua ascensão: "Quando em 1918, combatente anônimo que eu era no front..." Com esse início formal, prolongava a tensão até o discurso propriamente dito, mas principalmente servia-se dele para sentir o público, colocar-se na mesma freqüência. Uma interjeição pode nessa hora inspirar-lhe diretamente uma resposta, uma observação incisiva, até que os primeiros aplausos ressoem ansiosamente esperados, dando-lhe um contato, uma espécie de embriaguez, e "ao cabo de um quarto de hora mais ou menos", como notou um observador contemporâneo, "começava o que só a velha imagem primitiva pode descrever: o espírito baixava nele". Com ferozes movimentos explosivos, forçando imprudentemente sua voz agora metálica, projetava as palavras para fora de si. Às vezes, levado pelo furor da exortação, cerrava os punhos diante do rosto crispado e fechava os olhos abandonando-se aos transportes de sua sexualidade deslocada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora seus discursos fossem cuidadosamente preparados e seguissem estritamente as notas que sempre tinha diante de si, eles verdadeiramente tomavam corpo numa comunhão estreita com a massa. Parecia a um de seus partidários da época que ele respirava as sensações de seus ouvintes, e que essa sensibilidade pouco comum, que lhe era própria e difundia em torno dele uma aura feminina indiscutível, permitia essas fusões orgíacas com o seu público, que "se reconhecia nele", no sentido bíblico da palavra. Nem a intuição psicológica, nem a habilidade de sua representação lhe teriam conferido tal poder mágico se ele não tivesse compartilhado as emoções mais secretas da multidão e reunido em sua pessoa, de modo exemplar, as psicoses dessa massa. Diante de sua tribuna de orador, era a própria massa que ele encontrava, celebrava e idolatrava; era uma troca de patologias, a reunião de complexos de crise individuais e coletivos, na festa da repressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É pois verdadeiro, como se afirma freqüentemente, que Hitler só dizia em cada comício o que o público queria ouvir. Certamente não era o falador oportunista dirigindo-se à multidão, mas deixava-se impregnar de todos os sentimentos supersticiosos, de dominação, de angústia, de ódio, e integrava-os para transformá-los imediatamente em dinâmica política. O jornalista americano H.R. Knickerbocker observou, depois de um comício em Munique: "Hitler falou no circo. Era um evangelista falando num comício, o Billy Sunday da política alemã. Seus convertidos marchavam com ele, riam com ele, sentiam com ele. Com ele, riam dos franceses. Com ele, vaiavam a república". Nessas fusões, Hitler chegava a "viver sua própria neurose como uma verdade geral e a fazer da neurose coletiva a caixa de ressonância de sua própria obsessão". Era unicamente por esse motivo que dava tanta importância a seus efeitos. Tinha necessidade dos aplausos para desenvolver plenamente sua força retórica. Uma atmosfera de resistência na sala irritava-o. Contam que muitas vezes, ante um público hostil, Hitler perdia imediatamente o fio, interrompia o discurso e deixava a sala de mau humor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O entusiasmo das massas era-lhe necessário também no plano puramente físico, porque esse entusiasmo que vislumbrara um dia mantinha-o agora em estado de tensão e o levava para frente. Ele mesmo disse que no meio da embriaguez tornava-se "outro homem". Mas esse gênio indomável que o fazia sair de todas as depressões só o atingia nos comícios, quando elevava seus lugares-comuns ao nível de axiomas de profeta e parecia verdadeiramente transformar-se nesse Führer ao qual procurava assemelhar-se, não sem dificuldade, na vida cotidiana. O fundo de sua natureza era a apatia. Vivia às voltas com lassidões "austríacas", e parecia constantemente tentado a contentar-se com idas ao cinema, com os Mestres Cantores, docinhos do salão de chá do Carlton, ou conversas intermináveis sobre arquitetura. A confusão enfática em volta dele dava-lhe o impulso necessário a esse ato de violência permanente, que lhe inculcava vontade de agir e perseverança, ao mesmo tempo que agressividade arrogante e também uma incomum resistência psíquica durante as campanhas e viagens exaustivas pela Alemanha. Era a droga de que precisava constantemente sua existência feita de esforços e de solicitações extremas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando de sua segunda viagem através da Alemanha, depois de um discurso em Görlitz, descobriu o efeito mágico produzido pelo avião iluminado no céu noturno, rodando acima de milhares de indivíduos hipnotizados. Utilizou então esse expediente várias vezes para criar essa atmosfera de devotamento e submissão na qual se colocava como um ídolo e um deus. Hitler descia como um salvador sobre a multidão em ebulição que esperava pacientemente horas e horas, e a arrancava desse entorpecimento e desse desespero, para levá-la ao que ele próprio chamava uma "histeria motriz". Goebbels chamou essas manifestações de "serviços religiosos de nosso trabalho político", e uma professora de Hamburgo falou, em abril de 1932, depois de um comício eleitoral ao qual tinham assistido 120 mil pessoas, de imagens de uma "credibilidade arrebatadora" que mostravam Hitler "como o salvador, o libertador, o redentor que nos tiraria de uma miséria imensa"; Elisabeth Förster-Nietzsche, irmã do filósofo, exprimiu a mesma idéia após uma visita de Hitler a Weimar: "Ele dava a impressão de ser um homem mais importante no sentido religioso do que no sentido político."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram mais esses atributos metafísicos do que todos os elementos ideológicos que lhe deram o favor da multidão e os triunfos dessa fase; o sucesso de Hitler junto às massas foi sobretudo um fenômeno psico-religioso; ele exprimia menos as convicções políticas do que os estados psíquicos. Por certo, Hitler podia ligar-se a um amplo sistema de maneiras tradicionais de pensamentos e reações; à disposição alemã para as situações autoritárias, para as idéias irreais; à profunda necessidade de submissão, ou às relações peculiares com a política. Mas em geral o acordo cessava logo após esses pontos de contato bem gerais. Não foi um anti-semitismo alemão particularmente desenfreado que fez ressoar as palavras coléricas de Hitler, mas seu recurso eficaz à velha carta demagógica do inimigo visível; e não foi o espírito guerreiro peculiar aos alemães que ele mobilizou, mas os sentimentos de amor-próprio e de orgulho nacional por muito tempo ignorados. Se as massas o seguiram também não foi por ter ele excitado a cobiça imperialista desenfreada da nação brandindo as imagens da planície ucraniana, mas porque inculcou-lhes o orgulho de participar de novo da história. Apesar de todos os recordes de tiragem, o Mein Kampf teve um público espantosamente reduzido, e isso mostra já a indolência ideológica persistente que o programa concreto de Hitler sempre encontrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ascensão do Partido Nazi também não foi, como muitas vezes se pensou retrospectivamente, a grande conjuração dos alemães contra o mundo sob o signo de objetivos imperialistas e anti-semitas. Os discursos de Hitler, nos anos de sua grande popularidade, só contêm curiosamente um número reduzido de intenções concretas e negligenciam até suas obsessões ideológicas, o anti-semitismo e o espaço vital. Alguns meses antes da 2ª guerra mundial Hitler falou abertamente da tática pacifista que adotara durante anos, e assegurou que as circunstâncias o haviam forçado a fingir uma vontade de paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu sucesso persistente mostrava quanto o nacional-socialismo era um movimento místico e pouco ideológico, que não estava baseado num programa, mas num Führer. E só graças a esse Führer é que esse magma de idéias confusas tomava um relevo e saía de seu estado quimérico e vago. Sua tática de agitador consistia sobretudo em difamação e prognósticos visionários: acusar o presente com ódio e prometer um futuro poderoso. Tática usada à exaustão pelos políticos até hoje, inclusive pelos candidatos à Presidência da República. A gente estava tão desesperada na Alemanha - observou Harold Nicolson, no início de 1932, em seu diário - que estava pronta a "aceitar qualquer coisa que tivesse o aspecto de uma alternativa".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hitler escreve no Mein Kampf, com espantosa sinceridade: "A alma da massas só se mostra acessível senão a tudo o que é integral e forte. Da mesma maneira que a mulher é pouco atraída por raciocínios abstratos, experimentando indefinível atração sentimental por uma atitude cabal e se submetendo ao forte enquanto domina o fraco, também a massa prefere o mestre ao suplicante, e sente-se mais segura graças a uma doutrina que não admite constestações, do que outra que emprega uma tolerância liberal. A tolerância provoca-lhe um sentimento de abandono: não tem o que fazer com ela. Mas desde que se exerça sobre essa massa um impudente terrorismo intelectual, que se disponha da sua liberdade humana, isso lhe passa despercebido, e ela não pressente nada de errado na doutrina. Não vê senão as manifestações exteriores, fruto de uma força deliberada e de uma brutalidade a que essa mesma massa se submete sempre..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Convém notar a semelhança com a "cartilha" de um certo Bispo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/v9-4_hOe9-0/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/v9-4_hOe9-0&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/v9-4_hOe9-0&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais interessante disso tudo é notar que, nas religiões, seitas, cultos e esoterismo / esquizoterismo o culto ao Führer (o ser aglutinador, infalível, o Messias que vem nos salvar da nossa mediocridade e em quem deve-se depositar toda a nossa confiança sem questionamento) assume as mais diversas faces, mas está sempre presente, de forma tão eficaz quanto nos anos 30.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/04/nossos_hitlers.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/04/nossos_hitlers.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-2725655532206867843?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/2725655532206867843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=2725655532206867843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/2725655532206867843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/2725655532206867843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/05/nossos-hitlers-parte-1.html' title='Nossos Hitlers (Parte 1)'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QGnw0omlZDk/TcdbHGE9LxI/AAAAAAAABwE/HBa77Yhqk4c/s72-c/article-1223777-00937A7D00000259-755_468x347.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-8277589932936511943</id><published>2011-05-01T20:54:00.003-03:00</published><updated>2011-05-01T21:59:15.645-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O trabalho não dignifica o homem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CtxjEtM3KzU/Tb3z8KU9jXI/AAAAAAAABv4/o1jBF-t-7GA/s1600/escravo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-CtxjEtM3KzU/Tb3z8KU9jXI/AAAAAAAABv4/o1jBF-t-7GA/s320/escravo.jpg" width="219px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Hoje no dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador, é preciso que a população realmente entenda a função do trabalho dentro da nossa sociedade. Todo esse sistema de produção assim como seus meios possuem todo um fundamento na sustentação de uma rede de estratificação social. A nossa sociedade é claramente dividida entre aqueles que produzem, que administram os bens da produção, e os que não usufruem de tal realidade. Ao mesmo tempo que é claro que a teoria de produção liberal está ultrapassada, o discurso de crítica marxista precisa ser adaptado à atual realidade, que nos mostra cada vez mais a necessidade de se abolir o sistema monetário, ao mesmo tempo que é necessária a construção de um modelo de Economia onde a produção não seja mais administrada segundo o mercado, mas segundo as necessidades do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;É aí aonde entra a chamada Economia Baseada em Recursos, mas entrarei nessa questão mais à frente. Primeiro precisamos entender como chegamos aos dias de hoje nesse sistema de produção baseado no mercado. Primeiramente precisamos ter em mente que toda organização social que temos no Ocidente teve seu início de fato na Idade Média através da Revolução Mercantil. Com a organização das transações inter-feudos, foi necessário a criação de valores de troca das mercadorias, com isso criaram-se os valores monetários. Para administrar a grande quantidade de moedas em circulação, foram criados os bancos, que a partir daí tiveram total controle sobre a movimentação de moedas no mundo. Pelo fato dos burgueses precisarem dos bancos e não o contrário, os mesmos tomaram as rédeas da administração das moedas. Com isso criaram os juros, que eram administrados pelos próprios bancos e a cada vez mais com o aumento de produção dentro dos Estados recém formados, os reis e os bancos, juntamente com a Igreja tomaram conta do monetarismo medieval.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a ascensão da Era Iluminista, vários filósofos europeus teorizaram sobre o Liberalismo, formando todo o conjunto de doutrinas econômicas que vingam até hoje. Juntando toda a produção filosófica com uma tradição social incitada pela Igreja Católica e Protestante, criou-se toda uma cultura ao trabalho, aonde o mesmo "dignificava o homem". Tal afirmativa advinha dos estudos medievais da filosofia aristotélica cujo filósofo grego entendia o "trabalho" como um meio de agradar aos deuses, pois "criava recursos, gerava uma consideração social do próprio homem". Isso o fazia "independente", "afamado", e com isso a "alma", ao desejar riquezas, nos impulsionava a "trabalhar". É claro que o contexto aristotélico continha uma alta carga de metáforas e simbolismos referentes ao homem que busca o conhecimento. Entretanto por meio dessa interpretação contextualizada da era medieval, tal "doutrina" tornou-se um meio de manter todo aquele sistema de produção social que continuaria a existir ad infinitum enquanto que os mesmos senhores e burgueses administrassem os bens de produção. A força da tradição europeia reforçou todo esse sistema de classes que mais tarde seria oficializada dentro da cultura Ocidental. Com o advento da Revolução Industrial a situação se tornou mais caótica, uma vez que os burgueses viraram donos das fábricas, e sem uma legislação que ordenasse toda a produção econômica, cada vez mais os trabalhadores se viram reféns das ordens dos seus patrões. Sem ter como competir contra a produção em massa das indústrias, por meio da produção manufaturada, os artesãos não tinham opção senão aderirem ao sistema industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com cada vez mais os trabalhadores sendo oprimidos pelos rígidos regimes de produção, aliado com a violência praticada pelos patrões contra aqueles que ousassem se organizar em cooperativas para buscarem melhores condições de trabalho, surgiram vários filósofos para criticarem o sistema de produção Ocidental. Os maiores deles sem dúvidas são Karl Marx e Friederich Engels. Esses dois filósofos alemães se valendo das obras e fundamentos do Liberalismo, teceram todo um estudo crítico sobre a realidade e os problemas enfrentados pelo sistema capitalista de produção, enfatizando uma necessidade de transformação do mesmo, antes que ele se tornasse autofágico. As obras Marxistas e Engelsianas não são uma produção Comunista, termo do expectro político extraído das suas obras, mas um sistema filosófico de análise histórica dos acontecimentos do mundo. A obra O Capital destrinchou toda a rede de produção capitalista, desde os meios de produção, o destino dela, e seus instrumentos de realização, permitindo que a população tivesse acesso à toda lógica de produção a qual ela era submetida. Juntamente com tal crítica, foram traçadas diretrizes de transformação de tal sistema baseadas no coletivismo. A partir da lógica da união dos trabalhadores, advinda do próprio sistema de produção, seria possível organizar toda uma transformação no sistema de produção capitalista ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com tal ideia baseada nas recém criadas organizações sindicais, vários grupos políticos marxistas difundiram a ideia da organização trabalhadora por meio do Partido Comunista. Originalmente uma entidade mundial de união da massa trabalhadora, o Partido Comunista tornou-se um órgão institucionalizado, que cada vez mais refletia os interesses de transformação social locais. Com a efetivação das revoluções comunistas na Europa, o Partido passou a figurar a imagem do Estado, antes tido, segundo os moldes europeus como um legitimador da opressão da sociedade. É preciso lembrar que a teoria Marxista enfatiza que a revolução se daria através de potências industrializadas, como a Inglaterra, França, Alemanha, e não em países que ainda viviam em um modo de produção feudal, como a Rússia. A ruptura se daria segundo as condições de administração dos bens produzidos, que no caso do Estado Russo, não possuía grandes bens de produção, apenas bens particulares da nobreza e da pequena burguesia. Além do mais, a teoria da Revolução Marxista, se dava segundo o contexto social da época em que foi escrito, segundo os moldes de produção e exploração Imperialista impostos pela Europa. Com a ascensão dos regimes totalitários as 1ª e 2ª Guerra, toda a lógica da crítica, parou no tempo, assim como as ideias para adaptar tal teoria à nova realidade enfrentada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário entender que ao mesmo tempo que a Europa entrava em guerra, os EUA, via em sua pequena economia ascendente uma oportunidade única no mercado mundial. Com a ascensão de várias correntes filosóficas na Economia americana, os Estados Unidos se tornariam o berço do novo pensamento econômico ocidental, cuja lógica agora estava na constante produção de bens necessários à realidade do mercado juntamente com as necessidades do Estado. Com isso criava-se uma lógica econômica baseada na troca de favores entre o Estado e as indústrias através da realidade em que viviam. Com a 1ª e 2ª Guerra, juntamente com a Crise de 29, criou-se toda uma lógica de consumismo, aliada à propaganda, cujo sistema de produção estava baseado numa simples troca de produtos por meio da importação e exportação. Tal teoria da balança econômica foi o grande motor propulsor para que os Estados Unidos desse um salto em poucas décadas para se tornar a maior economia do mundo. Agora os maiores financiadores dos bancos eram as grandes empresas que produziam em uma quantidade absurda para reconstruir a Europa, cujo marco foi a criação do FMI, para financiar todos os empréstimos das potências europeias que queriam se juntar à reconstrução de todo sistema de produção ocidental junto aos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Partindo da mesma lógica, a URSS criou um modo de produção no qual a industrialização era o motor da produção nacional. A única diferença era que o Estado administrava os bens de produção e não os grandes empresários capitalistas. Entretanto o governo Comunista ainda estava dentro do sistema monetário internacional, cuja lógica produtora se baseia na produção para o mercado para equilibrar a balança comercial. Como cada vez menos a URSS exportava, seu saldo ficava negativo, e aos poucos a economia comunista foi afundando em sua histórica crise que a desestruturou de vez. Não existe governo Comunista em um modo de produção capitalista. Todo o problema do modo de produção ocidental está justamente na ideia do monetarismo, onde ao se dar valor aos bens de produção, cria-se limites e restrições à produção, sendo esta, refém do mercado, onde somente quem contribuir para o sistema, ou seja, trabalhando, poderá adquirir essa moeda de troca, para poder movimentar os bens. O sistema de trabalho é baseado em um darwinismo social aonde sempre haverá desemprego, miséria, exploração, para que outros possam usufruir de seus lucros. A lógica do sistema capitalista de produção é excludente, nem todos podem fazer parte dele, mas ao mesmo tempo você deve fazer parte dele para sobreviver, e o mesmo sobrevive dessa aceitação da população através desse "contrato social".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Nós somos explorados como mera peça de produção dentro desse sistema onde ao mesmo tempo somos o fator de sobrevivência dele. E vale salientar que toda a regulamentação do trabalho e produção por meio da Lei é reflexo de uma tentativa de legitimação das relações de conflitos existentes entre o trabalhador e o empregador. É um meio de legitimar todo o sistema de produção e exploração existentes por meio do monetarismo. É importante dizer também que toda a crítica Marxista não tem mais valor algum dentro do contexto histórico em que vivemos. Agora existe o Neocorporativismo, aonde o Estado perde espaço por meio da interferência das grandes empresas. O Neoliberalismo cada vez mais influencia os ordenamentos e decisões jurídicas, cuja esfera pública se vê cada vez mais inundada pelos interesses privados, à ponto de se buscar concretizar a corrente Neoconstitucionalista como um meio de garantir os direitos fundamentais da população frente aos ataques constantes do mote do "desenvolvimento econômico". E por fim, mesmo já sendo discutida nos textos-mãe do pensamento Marxista, a questão do Meio Ambiente e as relações econômicas por meio da Globalização devem ser reanalisadas segundo o novo contexto acadêmico presente: A potencialidade da tecnologia moderna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Como já coloquei várias vezes aqui, para mim a solução para todos os problemas sociais atualmente está na Economia Baseada em Recursos. Tal corrente de pensamento, difundida principalmente através do Movimento Zeitgeist nos mostra a que ponto de evolução tecnológica a humanidade chegou. A produção dos bens através da tecnologia é um fato ao mesmo tempo fantástico quanto real. Somos capazes de produzir alimentos necessários às necessidades humanas em todo mundo, ao mesmo tempo que podemos preservar o meio ambiente de tal impacto exploracional através das novas tecnologias já desenvolvidas. Entretanto, tal fato é impedido pelos interesses privados de se manter tal sistema de produção excludente baseado nas necessidades da economia de mercado. No sistema da Economia Baseada em Recursos, a produção se dá com base nas necessidades locais, não havendo excedentes a serem desperdiçados, assim como há a extinção da lógica da demanda e da oferta. Com isso se destroi toda a razão desse sistema de aquisição dos bens através da troca monetária, uma vez que os próprios bens não seriam valorados, mas sim adquiridos segundo a necessidade de cada um, uma vez que os meios de produção seriam propriedade da humanidade, e não de um determinado grupo. Com isso acabam-se as corporações, empresas e qualquer tipo de instituição econômica que tenha por fim regular os bens de produção e seus meios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;No centro disto tudo está o homem, motor da produção. É preciso frizar que chegamos a um ponto de evolução tecnológica que por meio da inteligência artificial é possível que as máquinas administrem as próprias máquinas, não necessitando mais o homem trabalhar. Diferente do sistema capitalista, tal falta de trabalho não cria uma realidade de miséria advinda da não participação do homem desse sistema de produção, mas justamente da participação do homem através desse sistema de produção autogerível, aonde o mesmo é capaz de usufruir dos bens de produção sem fazer parte dele como um agente de produção explorável. Com isso não há mais patrões nem empregados, explorados, nem exploradores. Fora isso, precisamos entender que toda essa lógica econômica é baseada nas relações de enriquecimento das nações. Sem essa necessidade de lucro e angariamento de bens, não haveria necessidade de existirem os Estados enquanto divisões políticas, uma vez que o sistema político seria baseado em uma tecnocracia, e não em políticas partidárias demagógicas, cujos discursos são baseados na legitimação de um sistema advindo da produção de mercado. Vale salientar que tal extinção nacional se daria no âmbito político e não social, cujas culturas se manteriam, e mais, teriam uma oportunidade única de diálogo e contato social, gerando de fato uma globalização efetiva, cuja essência de longe está nesse motivo econômico o qual vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Por fim existe uma questão muito importante que diz respeito ao próprio Direito. A maioria dos crimes que são cometidos são de ordem econômica, cuja razão está em adquirir parte dos bens de produção dessa sociedade. Por terem um valor monetário, muitas pessoas, ou por não terem a capacidade de estarem dentro desse sistema de produção e consumo ou muitas vezes por pura corrupção, buscam meios ilícitos de se apoderem desses bens. Uma vez não tendo mais tal ideia de valor e essas mesmas primeiras pessoas tendo acesso a esses bens a redução dos crimes teriam uma queda drástica, da mesma forma os crimes por corrupção uma vez que não haveria um sistema político como o conhecemos hoje. Com isso o Direito Penal torna-se obsoleto gerando como consequência um minimalismo legal assim como um abolicionismo das penas uma vez que os crimes que fossem cometidos seriam de ordem psicológica, e como tal, seriam tratados devidamente por esse caminho. Com tal extinção dos crimes, do trabalho e da miséria humana, os seres humanos poderiam investir nas suas relações sociais quanto na aprimoração social, cujo trabalho seria substituído pelo ócio criativo. Tal produção humana, não se daria através da força bruta, mas a partir do conhecimento. Quanto mais o homem estudasse, mais ele compreenderia a necessidade de viver e cooperar com esse tipo de sociedade cujos efeitos apenas o beneficiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tal salto humanista na história do mundo é uma realidade muito próxima como os documentários do Movimento Zeitgeist nos mostram. Mas antes de tudo, é preciso que a população tenha acesso à essas informações e seja capacitada a pensar o mundo de forma crítica. A teoria Marxista peca em parar no tempo do Sindicalismo e do Partidarismo Revolucionário, cuja realidade do mundo se mostra cada vez mais distante de tais ideias como são concebidas em si. A reforma das teorias está em adaptá-las à nova realidade, e a crítica se mostra reestruturada segundo as ideias do Movimento. O músico Serj Tankian do grupo System of a Down nos diz que "uma revolução para ser eficaz deve começar com cultura". Primeiramente é preciso que haja uma revolução na mente da sociedade, para que a mesma enxergue os problemas que ela mesmo constroi e legitima, e que com isso, ela entenda que somente por meio da ação individual é que se pode alcançar uma transformação coletiva. Por meio de alguns pontos específicos, o Movimento Zeitgeist propõe uma mudança radical na estrutura de produção baseada no trabalho humano. Dentre algumas propostas de enfraquecimento do sistema monetário estão o boicote aos bancos, que compõem o sistema da Reserva Federal e do FMI, o boicote à grande mídia, que reflete os interesses das grandes corporações, ao exército, que também representam os interesses dos governos, que estão aliados às grandes empresas, etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tal transformação social e política se dará gradualmente, uma vez que as necessidades do mundo implicam cada vez mais numa grande transformação do sistema de produção. É preciso que o mundo acorde para essas necessidades, antes que o mesmo sucumba perante elas. Para complementar o entendimento geral que expus aqui no texto recomendo que assistam os documentários O Pesadelo de Darwin, Zeitgeist Addendum, e Zeitgeist Moving Foward, o último documentário do Movimento lançado este ano. Fora isso, há um texto no blog explicando toda a lógica do sistema da Economia Baseada em Recursos. O trabalho não dignifica o homem, apenas o tortura, como o instrumento chamado "tripálium", que era utilizado para forçar os escravos a produzirem mais. De seu nome veio a palavra trabalho. Não é atoa que os gregos viam no trabalho uma atividade de escravos. Entretanto a atividade intelectual era cultuada como um meio de livrar o homem de seus problemas. Portanto busquemos no conhecimento e na evolução da mente um meio de acabarmos com a exploração e a miséria humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A Sociedade Baseada em Recursos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://oiluminador.blogspot.com/2010/12/sociedade-baseada-em-recursos.html"&gt;http://oiluminador.blogspot.com/2010/12/sociedade-baseada-em-recursos.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-8277589932936511943?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/8277589932936511943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=8277589932936511943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8277589932936511943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8277589932936511943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/05/o-trabalho-nao-dignifica-o-homem.html' title='O trabalho não dignifica o homem'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-CtxjEtM3KzU/Tb3z8KU9jXI/AAAAAAAABv4/o1jBF-t-7GA/s72-c/escravo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-943760775975944530</id><published>2011-04-27T23:08:00.001-03:00</published><updated>2011-04-27T23:10:43.732-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Uma ode ao Estado Laico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Carta do Deputado Jean Wyllys&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7Vm0WighhC8/TbjMj1hJ3lI/AAAAAAAABvs/UdSNUs8hiTM/s1600/24_PHG_pais_jean_wyllys.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204px" i8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-7Vm0WighhC8/TbjMj1hJ3lI/AAAAAAAABvs/UdSNUs8hiTM/s320/24_PHG_pais_jean_wyllys.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma Ode ao Estado Laico&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o Cristianismo. O Cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-943760775975944530?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/943760775975944530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=943760775975944530&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/943760775975944530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/943760775975944530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/04/uma-ode-ao-estado-laico.html' title='Uma ode ao Estado Laico'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7Vm0WighhC8/TbjMj1hJ3lI/AAAAAAAABvs/UdSNUs8hiTM/s72-c/24_PHG_pais_jean_wyllys.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-728478737605838458</id><published>2011-04-19T23:16:00.010-03:00</published><updated>2011-04-20T00:30:14.970-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Seja feita a Tua Vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-69r1Edms-y8/Ta5CR2Ql6FI/AAAAAAAABvg/0G7czqy5kHY/s1600/3443416542_a821a181fe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="243px" i8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-69r1Edms-y8/Ta5CR2Ql6FI/AAAAAAAABvg/0G7czqy5kHY/s320/3443416542_a821a181fe.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mais uma vez nos aproximamos da Semana Santa e o que eu mais vejo no mundo é a incapacidade do ser humano de buscar entender um pouco mais do que ele consegue enxergar. Não é atoa que cada vez mais&amp;nbsp;o Cristianismo está se tornando religiosamente fanático. Cada vez mais crescem as denominações pentencostais, neopentencostais, carismáticas, renovadoras, católicas, evangélicas, alternativas pregando uma espiritualidade seca, sem sentido de uma prática real. Uma espiritualidade passiva. Parece que quanto mais o ser humano evolui, mais ele busca meios de involuir. Hoje em dia, ser cristão tornou-se o sinônimo de literalmente virar um cordeiro nas mãos de Deus, onde "tudo é do Pai", e "sozinho ninguém pode mais nada". Os cristãos viraram tão dependentes de Deus que se esqueceram de viver sua própria mensagem. E quando falo Deus, me refiro à figura de Jesus. Não que haja&amp;nbsp;diferença no meio cristão, mas cada vez mais as pessoas estão se esquecendo da mensagem de Jesus, para se prender à imagem dele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que quanto mais se ora, quanto mais se pede por fogo, água, Espirito Santo, as pessoas se afastam da mensagem de transformação pessoal e emancipação pregada por Jesus. Tudo o que ele falou está sendo escanteado diariamente nos cultos e missas, em troca de uma fé baseada na incapacidade de ação do homem. Cada vez mais está se criando um conformismo espiritual, a ponto de tudo ser justificado enquanto "vontade de Deus". É claro, quando as tragédias são naturais, é porque "Deus quis", e quando não são, é porque é "falta de Deus". Isso está criando uma massa cristã alienada a ponto das pessoas não mais buscarem compreender os problemas do mundo e até mesmo os seus próprios problemas&amp;nbsp;e entregando-os nas mãos de Deus, como se Ele fosse nosso empregado que resolvesse tudo para nós através de uma simples ligação para o céu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Semana Santa chegou, e aqui em Pernambuco estreou mais uma temporada do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Como já explanei na série de textos sobre "A Filosofia na Paixão de Cristo", o espetáculo possui uma roupagem exclusiva, cuja mensagem de Jesus ganha um contexto atual de transformação da nossa realidade, onde a figura de Jesus passa a representar o próprio homem na mítica "jornada do heroi". Os problemas enfrentados, assim como os diálogos apresentados refletem a realidade que vivemos hoje, de modo que podemos nos ver no personagem principal, cuja razão da mensagem vai além do dogmatismo religioso pregado nos cultos e missas da Semana Santa. Numa das cenas mais impressionantes do espetáculo, Jesus é tentado no Horto das Oliveiras pelo demônio. Mas a ação encenada nesta cena, possui peculiaridades incríveis, desde as imagens apresentadas até o texto do&amp;nbsp;diálogo, que possui uma série de reflexões e metáforas cujo desfecho nos leva&amp;nbsp;a conclusões totalmente diferentes dos sermões proferidos nos púlpitos das igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já coloquei no texto da série sobre o espetáculo, a&amp;nbsp;primeira diferença da peça encenada em Nova Jerusalém é a imagem do demônio, cujo personagem se mostra enquanto uma figura abstrata, sem forma. Na cena da Tentação no Horto, o demônio representa a consciência de Jesus que o atormenta em relação às mudanças no mundo, cuja realidade não se alterará mesmo com a passagem de Jesus pela Terra. Nesta cena, Jesus vê-se atormentado pelas suas próprias conclusões, advindas de suas reflexões sobre o futuro da humanidade. Tal diálogo, mostra o duelo do "bem x mal" que existe dentro de nós. O demônio representa a dúvida, o medo do incerto, a desconfiança em relação à nós mesmos. Quando Jesus o confronta, ele não está enquanto o Jesus homem, mas sim como o Jesus Messias, a promessa do homem evoluído, entendido, seguro de si. Entre esses diálogos, mostra-se a imagem do Jesus sofredor. Aquele que sofre diante da perenidade da vida, e por&amp;nbsp;compreender de fato os problemas do homem.&amp;nbsp;Ele representa o mesmo em seu estado de evolução. Tal evolução é marcada pelo confronto da projeção da nova ideia a ser aceita pela&amp;nbsp; mente, o que gera o sofrimento&amp;nbsp;pela necessitade de&amp;nbsp;destruir a velha ideia. Tal "transmutação de valores" gera o sofrimento, a angústia no homem pelo mesmo perceber que nada é permanente. Ao ver tal efemeridade da realidade, Jesus entra em um estado de agonia,&amp;nbsp;gerado por suas reflexões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tal cena mostra ao mesmo tempo o conflito interno que existe no homem para se abrir a novas compreensões, e ao mesmo tempo as consequências dessa evolução. Ao mesmo tempo,&amp;nbsp;a cena vai traduzindo a mensagem&amp;nbsp;que Jesus pregava na&amp;nbsp;época: Somente o homem pode mudar por si mesmo. É tanto que o Sermão da Montanha é uma parábola sobre a evolução da mente humana e a autoafirmação do homem enquanto um ser independente. Como já expliquei, a figura do Pai, de Deus, se mostra metaforicamente como a "origem de tudo", ou seja, a fonte, o ponto de partida de criação de nossas concepções de mundo. Sendo Deus uma fonte pura por excelência, todo pensamento advindo dessa fonte criará concepções corretas das coisas, uma vez que "o espírito de Deus pairava sobre as águas", e "Deus disse: haja luz". A água é o conjunto metafísico dos fenômenos que ao mesmo tempo estão misturados num mar de&amp;nbsp;interpretações esperando serem aceitas pela nossa mente. A mente enquanto o "Espírito Santo", um espírito puro, está inserida na realidade do mundo, repleto de fatos. Quando Deus cria a luz, o pensamento, ele aceita determinadas ideias para criar o "mundo", o conjunto de compreensões que aceitamos para nós. Este é o Pai/Fonte, do qual Jesus vinha/ fazia parte. O Pai e ele são um, uma vez eles fazem parte de dois planos que se unem, o plano metafísico das ideias,&amp;nbsp;representado por Deus, e o plano das ideias materializadas, representado por Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;No momento da Tentação no Horto, a mente de Jesus passa por um turbilhão de questionamentos. O mesmo se isola para meditar sobre seu futuro e o da humanidade. Mesmo esquecendo o contexto filosófico metafórico da passagem bíblica, a&amp;nbsp;própria imagem histórica de Jesus nos remete a figura do sábio filósofo grego, cuja razão de viver é buscar o conhecimento para compartilhar com os homens, e com isso, ao mesmo tempo que ele evolui, dá a chave da evolução aos seus semelhantes. Naquele momento Jesus caiu na real, vendo o desfecho de seus atos, que culminariam na sua morte. Com isso ele se questiona sobre seu próprio pensamento e busca compreender uma realidade futura de acordo com suas ideias. Tal imagem não é diferente do discurso de Sócrates em seu leito de morte, cujo personagem é diversas vezes comparado à Jesus devido à essência de seus ensinamentos beberem da mesma "fonte". Voltando ao sentido filosófico, Jesus pede que "o Pai afaste dele o cálice de amargura". O cálice representa a realidade qual todos nós bebemos diariamente, o qual nos atormenta, pois a realidade é dura. Entretanto Jesus aceita que seja feita a vontade do Pai. Em outras palavras, Jesus mesmo sofrendo por tal realidade, compreende que não podemos escapar dela, pois o mundo é fatídico. Por mais difícil que seja a realidade, precisamos enfrentá-la, e não nos fecharmos em ilusões cujo conteúdo alienatório serve para nos afastar da realidade. Tal pedido de "afastar o cálice" pode ser materializado nos dias de hoje desde&amp;nbsp;o fato de buscarmos escapismos como as&amp;nbsp;drogas, até mesmo a própria religião que cada vez mais afasta o homem da realidade criando um mundo onde Deus nos conforta num plano metafísico idealizado para evitarmos o nosso sofrimento real e psicológico, advindo do enfrentamento com a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tal pedido feito por Jesus, toma forma a partir da nossa representação nos dias de hoje,&amp;nbsp;quando buscamos escapismos pessoais para não enfrentarmos nossos problemas. Mas Jesus tem duas opções: fugir da realidade (ou literalmente, fugir dos soldados), ou enfrentá-la (e cumprir com seu "destino"). E a partir daí, segue&amp;nbsp;um dos&amp;nbsp;mais belos diálogos do espetáculo da Paixão de Cristo. Ao aceitar enfrentar a realidade, Jesus entra no plano metafísico dele mesmo, onde suas ideias e seu mundo de compreensões são enfrentados por seus questionamentos. Jesus entra em conflito com sua mente, duvidando e questionando-se. Aí entra a figura do demônio, o lado negro da mente. Nossa auto-deterioração moral, advinda da nossa natureza perene de ser humano. O demônio surge da terra, pois nossas dúvidas advém da nossa ignorância, cujo conjunto de compreensões se dá através de conclusões grosseiras, baixas, terrenas, enquanto que nossa mente em estado de compreensão plena se encontra em um plano superior, elevado, nos céus. Não é atoa que o inferno fica embaixo da terra, uma vez que nossa ignorância&amp;nbsp;tem como consequência&amp;nbsp;o nosso sofrimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo que o&amp;nbsp;demônio representa a&amp;nbsp;involução da nossa mente, ele&amp;nbsp;busca através da dúvida questionar as coisas. O questionamento é algo que destroi&amp;nbsp;nossas&amp;nbsp;concepções. Se elas forem corretas, elas se transformarão em erradas, se elas forem erradas, estarão em potência de se corrigirem. Tal imagem do demônio apresentada aqui não&amp;nbsp;possui um sentido propriamente&amp;nbsp;ruim. Ele representa um instrumento de transformação. Nossa mente,&amp;nbsp;da mesma forma que cria, destroi. O demônio simplesmente representa o lado destrutivo da mente. Destruição no sentido de remodelar nossas concepções. Ele não significa a destruição deteriorante, mas&amp;nbsp;a desconstrução de&amp;nbsp;toda a estrutura já concebida dentro de nossa mente. No caso desta cena, enquanto parte da mente de Jesus, o demônio o atormenta, pois destroi todo o conjunto de compreensões de Jesus,&amp;nbsp;pondo-os em xeque. Mas ao mesmo tempo, os projeta a serem repensados&amp;nbsp;através da "mente pura" de Jesus, isto é, através da&amp;nbsp;imagem do Jesus Messias, que busca a evolução. Tudo&amp;nbsp;vive em um dualismo constante, cuja natureza é una. O demônio faz parte do lado divino de Jesus, da mesma forma&amp;nbsp;como todos nós temos luz e trevas dentro de nós. Só é preciso que escolhamos a qual lado vamos ceder, ao lado criativo ou destrutivo. Jesus enquanto&amp;nbsp;a&amp;nbsp;figuração do homem&amp;nbsp;no estado de reflexão, se alterna enquanto destruidor de suas próprias concepções e ao mesmo tempo&amp;nbsp;criador de novas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;No começo desse diálogo&amp;nbsp;Jesus entende que tudo depende somente dele. Somente ele pode agir para mudar algo no mundo. Ele só beberá ou deixará de beber da realidade somente agindo, ou não agindo. Tudo é fruto de nossa interação com o mundo, e somente isso pode transformá-lo. O homem é livre para escolher agir, nada o proíbe ou o impera a fazer. Com isso, Jesus compreende que tudo é somente responsabilidade do homem, neste caso, dele mesmo. Da mesma forma como ele cria, ele destroi. Da mesma forma como ele destroi, ele pode reconstruir. Isso é um tiro no pé da concepção tradicional da passividade cristã diante do mundo. Ela é diferente do desapego proposto por Jesus quando ele diz para "deixarmos o dia de amanhã cuidar dele mesmo". Até mesmo nessa passagem, Jesus nos ensina a agirmos no agora, e não nos tornarmos passivos diante de uma realidade idealizada por nós, esperando por milagres enquanto o mundo gira ao nosso redor.&amp;nbsp;Em seguida,&amp;nbsp;o demônio nos apresenta um diálogo que ao mesmo tempo mostra o limite do homem enquanto um ser mortal diante dos problemas do mundo, e nos apresenta Jesus sob esta mesma perspectiva, na figura do homem mortal. Em tal cena, Jesus se questiona sobre seus próprios atos, reconhecendo seus limites. Tal sofrimento, é fruto desse impacto com a realidade. O demônio fala da realidade humana que não mudou. Ainda existe pobreza, ainda existe miséria, ainda existe sofrimento, pois mesmo que o homem (Jesus)&amp;nbsp;tente mudar isso, tal fato&amp;nbsp;será constantemente presente na realidade dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Nesse momento começa um embate entre a realidade apresentada através da dúvida estabelecida pela reflexão de Jesus e as conclusões de seu próprio pensamento. Enquanto que o demônio apresenta a triste realidade do homem, Jesus o confronta segundo seu pensamento exposto no Sermão da Montanha. O demônio fala que "os dias do homem, agora como eram&amp;nbsp;antes, continuam cheios de trabalho, dores e amargura". Ao mesmo tempo que o demônio mostra o lado negro da realidade, Jesus o vai afastando através da reafirmação de suas ideias difundidas no Sermão da Montanha. Tais ideias, possuindo um conteúdo de auto-aprimoração do homem, que o levará à sua independência, dão razão aos questionamentos feitos pelo demônio, e com isso, o derrotando-o. É quando o demônio ataca Jesus com um questionamento crucial. Jesus se fez profeta quando a população queria um Messias libertador. Esperavam aquele que tomasse as dores do mundo e resolvesse seus problemas, típico do pensamento de hoje em dia em relação à figura de Jesus. É incrível como a ignorância humana é cíclica. Ela bebe de uma fonte grosseira, errônea, cuja finalidade é a aquietação da mente, buscar figurar personagens que acabem com os problemas do homem, quando na verdade o ele é capaz de resolvê-los por si mesmo. Essa é a figura do profeta, aquele que apenas mostra o caminho, pois ele é "auto-realizado", possui a autoridade, através de suas ideias, e por elas, é capaz de dar essa capacidade aos outros de evoluírem. Basta que nós trilhemos tal caminho. É incrível, como ainda hoje as pessoas se utilizam de Jesus enquanto uma muleta para que ele resolva seus problemas, quando o mesmo nos deu todo conhecimento e capacidade para tal. "Nos deu o poder de nos tornarmos filhos de Deus", de compartilharmos da mesma fonte, para termos acesso ao conjunto de compreensões corretas das coisas que nos dá uma nova vida, uma nova compreensão de mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;É quando o demônio, enquanto aquele que destroi tudo o que é sólido, faz um apelo ao erro. Manda que Jesus dê aos homens o que eles querem: O fácil, o cômodo, o errôneo, o grosseiro. Em outras palavras, tal imagem nos mostra, o real sentido da tentação. O homem, representado pela figura de Jesus, buscar o caminho mais fácil, acomodar-se diante da realidade em vez de enfrentá-la, e com isso,&amp;nbsp;alienando-se diante do mundo. Nesse momento, Jesus inverte toda a lógica refletida por ele. Ao afastar o "cálice", Jesus ao mesmo tempo está vencendo a realidade, materializando suas ideias como um meio de transformá-lo. Após colocar suas ideias em xeque, ele as reafirmou, compreendendo que é necessário que o homem se auto-afirme enquanto um ser independente, através da prática de seus pensamentos corretos. Com isso, Jesus supera a difícil realidade através de sua própria mensagem, destruindo o demônio. Tal cena representa&amp;nbsp;a transformação do&amp;nbsp;homem evoluído, convicto de suas ideias, que é capaz de transcender os problemas do mundo através de sua ação, e com isso sendo capaz de transformá-lo. A queda do demônio representa o fim de toda dúvida destrutiva, que impede que o homem seja um agente transformador da realidade. Tal dúvida representada pelo demônio, é a apatia presente na sociedade, a aquietação quando evitamos&amp;nbsp;buscar resolver nossos problemas&amp;nbsp;e os colocamos&amp;nbsp;nas mãos de Deus como uma solução. É a nossa inconformidade com a realidade em que vivemos em vez de buscarmos aceitá-la enquanto fatídica, e com isso criamos escapismos psicológicos advindos de nosso sofrimento por conta da efemeridade do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Jesus cede à vontade do Pai. Não à vontade humana, falha, acomodada, mas à vontade divina, superior. Com isso, Jesus figura o homem que parte para a ação, e não para a passividade advinda desse seu comodismo, fruto de sua ignorância. Nesse momento, o Jesus homem sofredor assume a figura do Jesus&amp;nbsp;Cristo Messias, que liberta o homem de sua ignorância. Com isso temos a imagem do&amp;nbsp;homem que&amp;nbsp;torna-se&amp;nbsp;auto-realizado, capaz de libertar-se de sua ignorância. Voltando um pouco à história bíblica, o demônio relembra a Jesus de seu destino, no qual ele será crucificado e morrerá. Mas Jesus, que nesse momento alcançou a Iluminação (assim como na vida várias vezes entendemos plenamente as coisas), aceita a realidade, pois a compreende, e com isso a enfrentará. Quando Jesus diz "seja feita a Tua Vontade", o demônio repete a mesma coisa, apontando para Jesus. Tal epílogo da cena da tentação é uma das conclusões mais tremendas que já vi. Ao apontar para Jesus, o demônio enquanto o lado corrosivo da mente de Jesus cede à iluminação. A confirmação da frase dita por Jesus simboliza todo o conjunto de fatos refletidos por ele durante a Tentação. O final da cena nada mais é do que a certeza de que tudo apenas depende de nós. Quando Jesus aceita a vontade do Pai, ele nada mais está fazendo do que ser um agente ativo na realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tal Vontade do Pai, não é a passividade compreendida pelos cristãos, mas a afirmação da necessidade de que apenas o homem pode mudar sua realidade. Quando o demônio aponta para Jesus ao confirmar a frase, ele nos mostra tal fato. Sendo Jesus e Deus uno, temos toda a clareza das metáforas e simbolismos envolvendo esses dois personagens. Jesus enquanto o homem evoluído, tem plena consciência de que somente ele pode mudar a realidade do mundo, através da prática do suas ideias corretas. Tal simbolismo é de uma natureza absurda, pois nos revela toda a razão simbólica e real da vida e pensamento de Jesus. Após tantos parágrafos, chego aonde eu queria. A mensagem de Jesus é de libertação, no sentido do homem se tornar auto-suficiente. Em nenhum momento Jesus nos prende à ele. Pelo contrário, o fato de nos "unirmos" à ele, nada mais figura a acepção de suas ideias por nossa parte. E através dessa "comunhão" somos capazes de agirmos por conta própria e superarmos nossos problemas. Seja em um sentido macro ou micro, Jesus nos dá a capacidade de transformamos a realidade. Seja a nossa realidade pessoal, ou a realidade do mundo em que vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Em uma época em que cada vez mais as pessoas entendem menos a mensagem deixada por Jesus, se apegando mais aos rituais do que ao conteúdo transformador de seus ensinamentos, é preciso que busquemos o real sentido da Páscoa. A razão da morte de Jesus possui um simbolismo de transformação pessoal, onde a pessoa precisa morrer, destruir suas antigas concepções grosseiras, advindas de sua ignorância, para ressurgir em um novo corpo, um corpo glorioso, cuja forma é figurada através das novas ideias superiores, que são capazes de fazer o homem ascender aos mais altos dos céus, o conjunto de compreensões mais elevadas. Tal atitude é feita de modo consciente, tendo a pessoa total vontade através de seus atos, tornando tal "sacrifício" perfeito. A vida e os ensinamentos de Jesus são mais do que um tratado religioso sobre o destino da humanidade. É uma alegoria&amp;nbsp;sobre a&amp;nbsp;evolução da mente, cujo homem é condenado a realizar. Tal destino de Jesus, é fruto de sua escolha, cujo desfecho da história, todos nós sabemos. Mas o sentido que hoje compreendemos está longe de ter alcançado uma compreensão superior. É preciso que vivamos essa Páscoa com o sentido de ressurgirmos através de nós mesmos. De entregarmos nosso corpo, por vontade própria para sacrificarmos o conjunto de nossas ideias erradas, advindas de nossa ignorância, e com isso fazermos surgir um novo homem. Um homem evoluído, um homem ressuscitado, que por meio de suas ideias corretas, se torna eterno, voltando à origem pura de sua evolução, a fonte das ideias que dele se materializou esse novo homem, através de Sua vontade.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Paixão de Cristo de Nova Jerusalém:&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;"Tentação no Horto"&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/W_DSsvQNlyA/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W_DSsvQNlyA&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/W_DSsvQNlyA&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-728478737605838458?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/728478737605838458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=728478737605838458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/728478737605838458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/728478737605838458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/04/seja-feita-tua-vontade.html' title='Seja feita a Tua Vontade'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-69r1Edms-y8/Ta5CR2Ql6FI/AAAAAAAABvg/0G7czqy5kHY/s72-c/3443416542_a821a181fe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-6407352605998123452</id><published>2011-04-08T17:02:00.001-03:00</published><updated>2011-04-08T17:04:36.658-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Realengo, Tropa de Elite, Ônibus 174</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Gh6d582z2EE/TZ9qG8yqzZI/AAAAAAAABvc/FmzJfFuAMyw/s1600/Carta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Gh6d582z2EE/TZ9qG8yqzZI/AAAAAAAABvc/FmzJfFuAMyw/s320/Carta.jpg" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Há dois dias atrás eu postei um texto intitulado "A noite escura da alma". Curiosamente esse texto trata de um problema muito comum à mente das pessoas que é ficarem se lamentando e se perguntando do por quê de seus problemas e&amp;nbsp;dos problemas do mundo, como se isso fosse uma pergunta cuja resposta seria o simples fato de Deus ou qualquer fenômeno superior ou&amp;nbsp;sobrenatural pudesse explicá-los ou pelo menos justificá-los enquanto fruto da nossa ignorância. Com tais perguntas parece que nós exorcizamos o sentimento de pesar que paira em nós, nos confortando com uma resposta positiva em relação à vida e seus problemas. Essas semanas estive cheio de atividades, inclusive estou nos&amp;nbsp;tempos&amp;nbsp;da Kali Yuga, em outras palavras, semana de provas da faculdade. Infelizmente não tive tempo de postar nada desde meu último texto sobre os&amp;nbsp;vários problemas sociais no país. E quando menos espero, ontem me acordo com a notícia do massacre na escola do Realengo no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que esse último texto do blog caiu como uma luva para o que aconteceu e o que vou escrever em seguida. Ontem tirei o dia para finalmente assistir os filmes Tropa de Elite 2 e Última&amp;nbsp;Parada 174, que conta a história do&amp;nbsp;famoso sequestro do ônibus no Rio&amp;nbsp;de Janeiro que terminou&amp;nbsp;numa tragédia. O que mais me chamou atenção nesses dois filmes é justamente a análise social por trás de fatos que envolvem a mentalidade comum da nossa querida sociedade brasileira. O que aconteceu no Rio ontem, assim como no caso do Ônibus 174 foram verdadeiras tragédias, no qual uma pessoa perturbada agiu violentamente para com um determinado grupo social. Por mais que o sentimento inicial seja de revolta, é preciso entender o contexto geral de todos esses fatos que rondam nosso dia a dia. A análise no filme Última Parada 174 nos&amp;nbsp;revela claramente todo o traço psicológico e histórico do personagem principal, Sandro Barbosa do Nascimento,&amp;nbsp;nos explicando todas as razões de seus atos. Da mesma forma, ontem, o atirador Wellington Menezes de Oliveira, nos deixou uma "carta&amp;nbsp;suicida" como&amp;nbsp;prova de seu passado de modo que podemos&amp;nbsp;compreender seus atos. Disponibilizo a carta na imagem deste texto. Leiam após terem lido o texto por completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de nos afundarmos em nossa ignorância e condenarmos a pessoa simplesmente por seus atos, precisamos compreender suas verdadeiras razões por trás daqueles atos. Nos dois casos, fica claro que ambos estavam em uma desordem psicológica o que os levou a cometerem tais atos. É interessante notarmos que no filme, o personagem Sandro tem um passado marcado pela violência: viveu em um meio sem expectativas futuras, viu sua mãe ser morta quando jovem, cresceu no meio do tráfico, e presenciou a morte de seus amigos no episódio da Chacina da Candelária. Juntando tudo isso a problemas futuros que ele enfrentaria, o mesmo explodiu em um acesso de fúria canalizando todo seu ódio para o sequestro do ônibus e seu trágico desfecho. É interessante que muitas pessoas diziam que os atentados que ocorrem nas escolas americanas e do mundo afora jamais aconteceriam no Brasil. Mas aconteceu. A única explicação para esse fenômeno no país é o mesmo para todos os outros massacres ocorridos ao longo da história. Segundo psicólogos, Wellington Menezes provavelmente sofreu bullying na escola onde estudou, o que mais que justifica o fato dele ter invadido sua ex-escola para atirar nas crianças, "justificando" o fato de que elas eram consideradas "impuras" pelo atirador. Está mais que claro a relação desse ato violento ser canalizado em um determinado grupo social, neste caso, crianças, na escola onde o atirador estudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, o atirador em sua carta, cita várias vezes a palavra impureza, sangue, e afins, o que indica que o mesmo era portador do vírus HIV. Sem falar que o mesmo era filho adotivo, cuja mãe morreu quando era jovem, pois o mesmo pede para ser enterrado junto à mãe. Some-se tudo isso à tortura psicológica sofrida quando ele era jovem, o que para uma mente já transtornada, vai se adicionando cada uma dessas agressões até chegar a um ponto onde a pessoa perde seu equilíbrio e passa a justamente contra-atacar na mesma moeda em relação ao grupo que&amp;nbsp;o atacava. Tal inversão psicológica é mostrada no filme "The Wall" do Pink Floyd, onde antes, o personagem Pink, atormentado por seus problemas, passa a dominá-los através da violência, criando um mundo particular, onde ele se sente o ditador, embora esteja fechado entre as paredes dos seus problemas. No caso do filme, o personagem consegue se libertar de seu passado. Já nesses dois casos, os protagonistas estando em um estado cuja conclusão do fato só se dará através da morte, como se ele participasse de uma peça de teatro e a apoteose fosse justamente a sua redenção, eles vão até o fim com seus ideais, de modo que nada poderá pará-los. Como no caso de Columbine, nem Sandro, nem Wellington parariam, uma vez que eles tinham projetado em suas mentes apenas as suas mortes como solução final do fato. E justamente por isso somente parariam enquanto estivessem mortos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No filme Tropa de Elite 2, no começo, o capitão Nascimento diz que "a guerra é uma válvula de escape". A guerra aí está para o sentido de violência. A violência de fato é uma válvula de escape para os problemas pessoais e sociais. Para o filósofo francês Michel Foucault, estamos constantemente envolvidos em mecanismos de dominação, onde nos alternamos entre o dominador e o dominado. No caso de pessoas com disturbios psicológicos, elas vivem por muito tempo em microssistemas de dominação, sendo humilhadas, sofrendo caladas, apenas absorvendo os fatos vividos por elas, até que chega um momento onde ocorre uma explosão de revolta, advinda de uma depressão emocional forte. Isso acarreta os famosos descontroles que podem ser apenas uma crise de histeria, como no caso dos pais inconformados pela morte de seus filhos, ou no próprio ato do atirador em se "vingar" daqueles "personagens" que o atormentaram quando ele era criança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, no meio disso tudo, existem dois problemas cruciais que determinam&amp;nbsp;o desfecho de tais histórias: A mídia e a sociedade.&amp;nbsp;Uma coisa que o filme Tropa de Elite 2 mostra muito bem é a lógica do sistema enquanto dependente dele mesmo para funcionar. A questão da violência e do próprio desarmamento está vindo à tona mais uma vez. Em entrevista para a imprensa, o Secretário de Segurança Pública&amp;nbsp;do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse que o massacre deve reascender o debate sobre&amp;nbsp;o desarmamento. Fatos como esse geram uma comoção pública de uma maneira perigosa. A população em face desse impacto emocional, fica vulnerável a discursos maquiavélicos elaborados com a única função de introduzir tal pensamento na sociedade para com isso perpertuar a lógica do sistema. Não me impressiona que em casos como o do Ônibus 174 ou esse massacre, a população volte a defender absurdos como Pena de Morte ou Armamento. Tal comportamento de desejo de vingança reflete a ignorância jurídica e social que a população brasileira possui, mais precisamente da classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como ao mesmo tempo que a mídia promove a violência policial como solução absoluta contra a violência, a população bebe dessa fonte de informação e ao mesmo tempo cobra para que essa onda de violência se perpertue. É como que se com a morte do bandido a violência tivesse acabado. Por meio desses fenômenos imediatos, a sociedade cria uma imagem de uma história que teve início, meio e fim com a morte do criminoso. Mas todos sabemos que essa história está longe de ter um fim. A violência é um fenômeno típico das relações humanas. Entretanto, tal fenômeno é fruto de um problema social. O que não pode ocorrer é uma perpetuação dessas práticas através de um culto à violência por meio da população. Uma cena que retrata muito bem o sentimento atual da população brasileira é quando o Capitão Nascimento entra em um restaurante um dia após ter acabado com uma rebelião em Bangu 1. Mesmo tento realizado um massacre no presídio, os cidadãos presentes no restaurante o recebem como um heroi. Nascimento representa o Estado, que simboliza todo o conjunto de violência imposta à população, que ao mesmo tempo que protege, agride a sociedade com sua coação por meio da polícia, do Direito e de suas instituições. A reação dos presentes no restaurante é a mesma reação alienada da população que acha que com a violência do Estado, com a morte do criminoso, a sociedade está protegida para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fazer parte da maior massa "crítica" da sociedade,&amp;nbsp;é que temos com a perpetuação desse tipo de pensamento a chamada "classe merda". Seus protagonistas são os chamados "cidadãos de bem". Aquele típico cidadão defensor da moral e dos bons costumes, que não tem uma mínima noção do que é Direito. Que se brincar nunca abriu a Constituição para saber que a pena de morte é algo inconstitucional e que nunca poderá ser implantada no país, mas mesmo assim vota em político que a defende, pois acredita que bandido bom é bandido morto. Sua noção de Direitos Humanos é que os mesmos servem para defender criminoso. É aquele tipo de cidadão que possui uma opinião massificada, vítima do sistema mostrado em Tropa de Elite 2, onde a mídia junto com a política se juntam num verdadeiro crime organizado, onde por meio da formação leviana da opinião das massas, através de um discurso agradável de proteção social,&amp;nbsp;conquista boa parte da população para que elas apoiem tal sistema corrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal discursão sobre o desarmamento ou pena de morte apenas tem por fundamento um discusso demagogo que busca desviar a atenção da verdadeira função do Estado que é criar políticas públicas concretas de combate à violência e não soluções imediatistas que em nada impedirão que existam outros Sandros sequestrando ônibus ou Wellingtons invadindo escolas. Estado tem que garantir a segurança nas escolas públicas, visto a vulnerabilidade de tais instituições frente ao crime. Da mesma forma&amp;nbsp;o Governo deve buscar políticas públicas que combatam o bullying nas escolas, prática ainda muito presente nas escolas brasileiras, e que foi o maior propulsor dos atos de Wellington. Da mesma forma é preciso que a mídia mude seu modo sensacionalista de cobrir os casos, pois transformam um fenônomeno social em um verdadeiro fato histórico. Nas próximas semanas veremos toda a lógica inversa mostrada em Tropa de Elite 2, onde esses programas policiais ao&amp;nbsp;elogiarem e apoiarem tais atos de repressão por parte do Estado, apenas o estão apoiando o Governo atual como uma tática publicitariamente politiqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tal cobertura da mídia vai explorar os mínimos detalhes, deturpando os fatos de um modo absurdo. Não que seja a intenção, mas as projeções sociais farão com que o próprio atirador se torne um mártir.&amp;nbsp;Já estão correndo rumores nas mídias que&amp;nbsp;Wellington era muçulmano em face de seu culto&amp;nbsp;à violência militarista misturando com uma espiritualidade rendentora!&amp;nbsp;Em primeiro lugar, ele era Testemunha de Jeová, uma vez que pela linguagem da carta, a crença no perdão de Jesus assim como a concepção de impureza exclui a possibilidade dele ter alguma ligação com o Islã. E em segundo lugar,&amp;nbsp;nenhuma religião não tem nenhum fundamento nas razões de seus ataques. Seus atos foram frutos de seus distúbios causados em sua infância por meio do bullying sofrido naquela escola. É incrível como a mídia criou uma imagem preconceituosa ligando automaticamento o Islã com a violência causada pelos grupos políticos do Oriente Médio. Com isso, também consegue desviar as verdadeiras razões do ataque para bodes expiatórios. No fim das contas, Wellington se tornará mais um assassino cuja a sociedade se livrou por meio de sua morte. O debate sobre a pena de morte e o desarmamento tomará conta dos diálogos da população, alimentado por opiniões massificadas repetidas diariamente nos programas policiais. E a mídia explorará tal fato até a última gota, ou até que aconteça outro fato tão trágico quanto este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que a sociedade busque analisar os fatos ocorridos, não por meio do clima de emoção e revolta instaurados pelo caso, mas compreendo principalmente as razões pelas quais ele cometeu tal crime. O que não podemos fazer é ainda legitimarmos a violência do Estado&amp;nbsp;como um meio eficaz de combater o crime e a violência social. Devemos ter noção que Direitos Humanos não é para proteger bandido, mas para garantir a integridade de todos os seres humanos, criminosos ou não. Por isso não se pode ter pena de morte, pois é dever do Estado garantir o direito fundamental de todos, o direito à vida.&amp;nbsp;Não será com pena de morte ou armando a população que o Estado vai garantir a segurança de todos. Apenas com políticas públicas sérias que será possível combater a violência. Mas tal política não deve ser isolada. O combate à violência passa desde a ação policial até a conscientização educacional para com a população, assim como por meio da assistência social e psicológica que garanta a estabilidade emocional do indivíduo. Mas como diria o filme Tropa de Elite 2, "enquanto as condições do sistema estiverem aí, ele vai resistir". Nenhum problema social está isolado. Tudo é parte de um imenso jogo de interesses que indiretamente repercutem nas várias esferas sociais, desde as classes altas, passando pela classe média, até a classe baixa. Na cena final do filme, Nascimento diz que entra governo e sai governo e os mesmos problemas continuam. O sistema é muito maior do que pensamos. Não é atoa que os traficantes e policiais matam tanto nas favelas. Não é atoa que existam ainda favelas. Para mudar as coisas vai demorar muito. E enquanto não mudar, ainda vai morrer muito inocente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-6407352605998123452?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/6407352605998123452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=6407352605998123452&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6407352605998123452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6407352605998123452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/04/realengo-tropa-de-elite-onibus-174.html' title='Realengo, Tropa de Elite, Ônibus 174'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Gh6d582z2EE/TZ9qG8yqzZI/AAAAAAAABvc/FmzJfFuAMyw/s72-c/Carta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-6069067125792462325</id><published>2011-04-06T16:04:00.001-03:00</published><updated>2011-04-08T11:37:35.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><title type='text'>A noite escura da alma</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VvXnDt0i2_Q/TZ8dqK1lr4I/AAAAAAAABvY/LUXXxbsHGG4/s1600/zen-art-cameradawktor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-VvXnDt0i2_Q/TZ8dqK1lr4I/AAAAAAAABvY/LUXXxbsHGG4/s320/zen-art-cameradawktor.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Encontrei uma expressão Chan (Zen chinês) que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Grande dúvida, grande iluminação.&lt;br /&gt;Pequena dúvida, pequena iluminação.&lt;br /&gt;Nenhuma dúvida, nenhuma iluminação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição nos ensina que existem três pre-requisitos para a prática verdadeira: Grande Dúvida, Grande Fé e Grande Determinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Grande Dúvida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria das pessoas chegam à prática espiritual motivada por um sofrimento que deu origem a um questionamento. Quase sempre, a pessoa está fazendo uma pergunta do tipo "Por que está acontecendo 'x'?" ou "Por que eu?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas destas pessoas nem dão continuidade num centro de prática séria, e vão embora depois de uma, duas - algumas - visitas. Outras pessoas, depois de algumas sessões de meditação, sentindo algum alívio do problema imediato que as trouxeram até o zazen, já relaxam os seus questionamentos. Talvez até se tornem associadas, até venham a se considerar "praticantes". Mas a verdade é: não chegaram a fazer a pergunta essencial, não se abriram para a "Grande Dúvida" e, assim, ainda não entraram realmente no caminho espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas poucas pessoas, ao passar por uma situação de dificuldade, acabam aprofundando as perguntas iniciais ("Por que eu?", "Por que está acontecendo 'x'?") para começar a questionar: "Quem sou eu?", "Qual é o significado da minha vida?", "Qual o sentido da vida e da morte?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas são perguntas da "Grande Dúvida" - o início da caminhada espiritual. A tradição Rinzai Zen usa os 'koans' para provocar a Grande Dúvida. Quanto mais intensamente se vivencie a Grande Dúvida, tanto maior será a "iluminação" obtida. Acredito que, na nossa realidade de seres humanos, as nossas "iluminações" são, na verdade, "pequenas iluminações", pois a diferença entre "ter uma ou algumas experiências de iluminação" e "se tornar uma pessoa iluminada", ou "se tornar uma pessoa que manifeste plenamente a sua iluminação", é igual a diferença entre água e vinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os mestres também nos ensinam que aquela pessoa que se acha "iluminada", não é. Ainda nos ensinam que a prática deve ser constante e pelo resto da vida - e próximas vidas, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, sempre que acreditamos que encontramos uma resposta à "Grande Dúvida", é importante que recoloquemos a pergunta e sigamos além, além da resposta atual, além da nossa compreensão deste momento, sempre além, sempre nos aprofundando mais e mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande perigo aqui está em achar que encontramos "A Resposta" e que a "Grande Dúvida" já acabou. Vamos cair numa complacência, arrogância - talvez até nos posicionando como prontos para liderar outras pessoas, mas, na realidade, estamos nos iludindo e iludindo os outros. De certa forma, a nossa caminhada espiritual foi abandonada. O nosso Zazen se tornou um zazen de conforto, um zazen de consumo. Sempre podemos encontrar mais um pedaço da resposta à "Grande Dúvida".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, vamos dizer que você está com o seu questionamento "à flor da pele". Entrou no caminho espiritual e iniciou uma prática. Aí surge a questão da fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Grande Fé&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo elemento essencial a uma boa prática é uma "Grande Fé". Fé na prática, fé nos ensinamentos, fé no professor - um ser humano, com falhas humanas, que tem mais experiência no Caminho e algum tanto de "iluminação" manifestada. E, mais ainda, fé na sua possibilidade de poder manifestar a sua própria iluminação, de encontrar a "resposta" de sua Grande Dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inicialmente, pode ser que parte desta fé você encontre depositando fé nos outros. Você gostou e confia no seu Professor de Dharma. Ou admira um praticante budista e confia nele. Mas os seres humanos são literalmente isto - seres humanos, sujeitos a falhas. Podem nos desiludir. Mais ainda, uma das funções dos Professores de Dharma é de "puxar o tapete" debaixo de nossos pés. Podem até nos provocar, fazendo com que manifestemos a nossa "sombra", na esperança de que possamos "iluminar" este aspecto nosso que foi trazido à luz. Nestas horas, podemos até nos sentir "traídos" pelo Professor, enquanto não estamos compreendendo o que ele está tentando nos ensinar. Portanto, temos que ir além desta fé inicial, depositada em seres humanos externos à nos mesmos. De um lado, temos que amadurecer e aprofundar a nossa fé no Professor e outros seres humanos, temperando-a com fé nos ensinamentos e no próprio Dharma - passo-por-passo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os ensinamentos, que foram transmitidos já durante 2.600 anos - podemos depositar fé neles? Podemos, mas isto também tem suas limitações, pois a transmissão dos ensinamentos depende da comunicação e das palavras, sempre sujeitas às mais variadas interpretações. Transcrições de diálogos entre grandes mestres e os seus alunos não nos transmitem o contexto, o cenário, todos os detalhes que fizeram com que aquelas palavras fossem as mais apropriadas para aquele aluno naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Zen encontramos inúmeros exemplos de professores que, num momento dizem uma coisa e, em outro momento, dizem exatamente o contrário. Será que estão mentindo? Será que são loucos? Ou será que estão simplesmente falando exatamente aquilo que é mais apropriado para aquele momento, aquele contexto, aquele aluno - para convidá-lo a tomar o próximo passo de aprendizagem? Como alunos do Zen, existem momentos que podemos nos desesperar com um professor que parece estar se contradizendo. Como é forte, nestes momentos, o sentimento de "mas você não falou 'x' antes? Por que está falando 'y' agora? Qual é a verdade, 'x' ou 'y'?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço uma mestra moderna que faz isto o tempo todo. Será que ela é louca? Não acho, não. Acho que ela está simplesmente me desafiando a mergulhar para dentro e encontrar a MINHA verdade - e desafiando outras pessoas com quem ela faz a mesma coisa a fazer o mesmo mergulho para dentro. Não é um processo fácil. Mas certamente me oferece a oportunidade de me aprofundar na fé verdadeira que preciso cultivar - a Grande Fé. Fé na minha própria Natureza Buda, fé no Universo, fé no Dharma, fé na minha prática, fé em mim mesma. Fé para atravesar a noite escura da alma - ou as noites escuras da alma. É aí que entra o terceiro pre-requisito da prática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Grande Determinação&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem a Grande Determinação, não vamos conseguir atravessar a noite escura. Se falhar a nossa determinação, vamos acabar "voltando para trás" em lugar de completar esta etapa da jornada. Não vamos chegar até o raiar do novo dia, aquele pedaço de Iluminação que seria resultado de nosso questionamento, fé e determinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a nossa determinação for fraca, vamos falhar. Se a nossa determinação depende de outras pessoas para nos apoiar, vamos falhar. Pois a noite escura da alma é exatamente isto. É um momento em que nos sentimos totalmente sós - a nossa dúvida nos consumindo, a auto-confiança cambaleada, a nossa fé no limite - só vemos escuridão e é somente a nossa determinação que nos segura no caminho. Afinal, o momento mais escuro da noite é o momento anterior ao nascer do Sol. E é a mesma coisa na jornada espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se iniciamos a jornada com uma pequena dúvida, a noite escura vai ser "pequena" e o raiar do Sol também. Mas se o nosso primeiro passo foi baseado numa GRANDE Dúvida, a noite escura vai ser igualmente GRANDE. A crise - mistura de perigo com oportunidade - vai ser GRANDE. Para atravessar esta noite escura, vamos ter que descobrir, dentro de nós, fé da mesma grandeza e, por fim, GRANDE Determinação - talvez aquela determinação que diz: "mesmo que perca tudo, não arredo o pé daqui", "mesmo que eu tenha que morrer tentando, não desisto", "mesmo que estejam todos me chamando de louco, não saio deste caminho", "mesmo que todos os meus amigos me abandonem, não abro mão". Talvez a vida vá nos exigir uma entrega total, a "morte simbólica", morte do ego, morte para tudo que pensávamos que importava. Mas, na realidade, a vida está nos convidando a passar pela morte dos condicionamentos - nos convidando à Libertação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio da noite escura da alma passamos por uma fase de ficar só enxergando as perdas, as "mortes". Talvez percamos contato com a nossa fé. Talvez nos entreguemos ao medo. Talvez não resistamos às pressões e voltemos correndo, tentando voltar à nossa zona de conforto anterior, voltar à harmonia conhecida, voltar às amizades e relacionamentos antigos que não queremos arriscar perder, buscando apoio externo na falta de nosso próprio apoio interno. Quantas e quantas pessoas fraquejam neste ponto, justo quando estão quase lá, quase vencendo esta fase da jornada. Que tristeza! É como se vendessem a alma, caissem em "tentação".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isto que todas as tradições espirituais falam da dificuldade da jornada. Todas as tradições espirituais têm a sua forma de descrever o processo de passar pela "noite escura da alma". Algumas tradições xamânicas ou indígenas usam "jornadas interiores" indo ao encontro da morte e renascimento simbólicos, desmembramento e "re-membramento" simbólicos, para facilitar esta passagem. A tradição budista nos fala da determinação de Buda quando ele sentou embaixo da figueira, decidido a não se levantar dali até que encontrasse a resposta, a Iluminação. Fala, em linguagem simbólica, dos ninhos que pássaros construiram em seu cabelo, das teias que as aranhas teceram, das plantinhas que cresceram entre os dedos dos seus pé - tudo para nos ajudar a imaginar uma determinação tão firme, inquebrantável, que permitisse que ficasse lá - sentado em meditação - o tempo suficiente e com a "imobilidade" - firmeza de propósito - suficiente para atingir a Iluminação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de momentos de dúvida (dúvidas que pareciam bastante grandes para mim, na época), onde toda a minha fé foi posta à prova e onde parecia que a minha determinação não ia agüentar - e lembro-me dos raiares do Sol que vieram no final daquelas noites escuras da alma. Não posso dizer que eu tenha atingindo qualquer GRANDE Iluminação, mas com certeza, sinto que posso dizer que cheguei em algumas pequenas iluminações, de acordo com a minha capacidade de ter uma dúvida, de cultivar a fé e de achar dentro de mim mesma a determinação de prosseguir até a hora do Sol nascer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como será que isto vai acontecer? Como será o momento da virada, de uma pequena iluminação? Vai ser o seu momento, único, totalmente diferente dos meus momentos - e nem para mim um momento será igual ao outro. Só posso compartilhar que, para mim, a virada vinha muitas vezes quando eu finalmente parava de lutar contra os acontecimentos e me entregava totalmente. Sabia que a gente tem todo o direito de espernear e reclamar tudo que quiser neste universo? Só que o Dharma simplesmente vai continuar procurando nos ensinar. Então não precisa se sentir culpado por passar por uma fase de "briga com o universo" antes de chegar numa entrega! Outras vezes, a virada veio quando finalmente percebi a "comédia dos absurdos" numa situação e caí nas gargalhadas, de corpo e alma. De qualquer forma, a virada vinha quando algo dentro de mim mudou. A mudança nunca vinha de fora, só de dentro. Este que é o detalhe importante: a mudança tem que vir de dentro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite passa. O novo dia nasce. A Luz retorna. Portanto, se você estiver atravessando uma noite escura da alma, não abra mão de sua fé, não vacile na sua determinação. Não tente voltar ao "conforto" ou "harmonia" ou "segurança" anterior. Se, no seu coração você sabe que está ouvindo a voz de sua Natureza Buda, prossiga firme. Mergulhe, deixe que a Grande Dúvida lhe "consuma" até os ossos, até a medula, até restar somente o grande Vazio. Estique a sua fé, mantenha a sua determinação - e atinja mais um pedaço da Iluminação. O importante é de sempre manter-se firme na busca de Sabedoria e Compaixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você está com mais Sabedoria e Compaixão, mais Paz e Tranqüilidade no "dia seguinte", saberá que atravessou a noite. Mas, se está com alguma raiva, algum mal-estar, alguma inquietação, saberá que ainda não terminou a travessia ou, pior, saberá que desistiu no meio do caminho e voltou para trás. Mesmo assim, não perca esperanças, não se critique, não se julgue. Você fez o seu melhor. Aprenda com o processo. Veja onde "falhou", onde "errou" e comece de novo. A vida sempre nos oferece novas oportunidades. Temos todo o tempo do universo para nos iluminar - kalpas e kalpas estão à nossa disposição!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, não tenha medo. A noite passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que os méritos de nossa prática se estendam a todos os seres e que possamos todos nos tornar o Caminho Iluminado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gassho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/02/a_noite_escura.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/02/a_noite_escura.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-6069067125792462325?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/6069067125792462325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=6069067125792462325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6069067125792462325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6069067125792462325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/04/escura-da-alma.html' title='A noite escura da alma'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VvXnDt0i2_Q/TZ8dqK1lr4I/AAAAAAAABvY/LUXXxbsHGG4/s72-c/zen-art-cameradawktor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-8409919647530643366</id><published>2011-03-26T10:20:00.001-03:00</published><updated>2011-03-26T13:50:41.911-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>O Senhor dos Anéis: Parábola sobre a Humanidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-7mMIZvssbvw/TY4ZV7EUAEI/AAAAAAAABvM/lHx5R1EVF1g/s1600/Aragorn.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-7mMIZvssbvw/TY4ZV7EUAEI/AAAAAAAABvM/lHx5R1EVF1g/s320/Aragorn.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A segunda melhor trilogia do cinema, O Senhor dos Anéis é mais do que uma odisséia cinematográfica, é um retrato óbvio da humanidade e parte de nossa realidade maior. Baseado na obra de J.R.R. Tolkien, os três filmes dirigidos por Peter Jackson conseguiram transmitir algo mais do que a maioria dos filmes blockbusters conseguem: uma sinceridade incrível, que acaba não apenas interagindo com os espectadores, mas criando uma empatia profunda. Apesar de haver várias diferenças em relação aos livros originais, Jackson conseguiu absorver a ideia por detrás da obra de Tolkien, além de introduzir um pouco de seus próprios conceitos, enriquecendo ainda mais o filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente você, querido leitor, já deve ter assistido ao filme (até nas Plêiades se brincar já o fizeram!), então não precisaremos nos focar no enredo. São mais de 9 horas de uma história rica em detalhes, imaginação e coração, que passam voando. Então há muitas e muitas coisas a serem ditas e o faremos na medida do possível. Mesmo assim muitas serão perdidas, mas cada um poderá encontrá-las e tirar suas próprias conclusões, como sempre (detalhe que O Retorno do Rei é o único terceiro filme de trilogias que é considerado o melhor de uma série).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso saber que Tolkien não era apenas alguém com grande imaginação, mas era um grande estudioso e filósofo, que usou de seu talento como escritor para contar não apenas uma história fictícia, mas uma parábola da humanidade. O Senhor dos Anéis foi escrito depois de O Hobbit e O Silmarillion, sendo que este último ele não conseguiu publicar em vida. Acabou servindo mais como um livro de referência para ambientar e dar uniformidade a toda a história de O Senhor dos Anéis. Isso nos faz entender que O Senhor dos Anéis foi muito bem pensado antes de ser escrito, portanto não foi algo à toa. Isso é importante para sabermos que a história é mais do que uma simples fantasia, é algo relacionado com uma realidade maior e mais palpável. Todos os romances são baseados na realidade, em maior ou menor escala, e este não foi diferente. Importante citar que Tolkien era um cristão fervoroso, então podemos identificar várias alegorias ao cristianismo em maior ou menor escala, embora não o façamos nesta análise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história todos conhecem. Milhares de anos antes, anéis de poder foram entregues aos líderes de diversas raças por Sauron. Todavia, este criou o Um Anel para controlar todos os outros e seus portadores. E as guerras começaram, com Sauron sendo destruído - apenas seu corpo - quando Isildur lhe corta os dedos, lhe arrancando assim o Um Anel. 2500 anos depois, Bilbo Bolseiro, um Hobbit, o encontra e o anel fica sob sua guarda. Todavia o espírito de Sauron sobrevivera e o anel acorda, querendo voltar para seu mestre. Sauron sai em busca de seu tesouro e Frodo, agora em posse do anel, parte numa jornada até a Montanha da Perdição, em Mordor, para destruí-lo, sendo esta a única maneira de fazê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma sociedade é criada (A Sociedade do Anel), com Homens, Hobbits, Anões e Elfos, liderados por Gandalf, o cinzento, para esta jornada. Todavia Sauron consegue corromper e controlar Saruman, o branco, até então amigo de Gandalf, e este tem total controle sobre Orcs e bárbaros. Os antigos reis humanos, agora corrompidos e obcecados pelo Um Anel, também são controlados por Sauron. A jornada tem altos e baixos, com comemorações e lamentos, e se torna cada vez mais complicada, especialmente quando a sociedade acaba desfeita. E o filme se desenrola. Veja o trailer da trilogia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Terra Média&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte principal da Terra-Média nada mais é que a Europa há muito tempo esquecida. Se fizermos cálculos e comparações geológicas, veremos que ambas se sobrepõem. O próprio Tolkien enfatizou e muito este fato de a Terra-Média fazer parte de nosso passado, exatamente 600 mil anos atrás. Em O Silmarillion temos sua história sendo contada desde o início dos tempos e podemos encontrar coisas interessantes que "coincidem" com nosso passado e com fatos que ocorreram há muito tempo, ou mesmo, nos séculos atuais. Númenor é um exemplo clássico, em que esta ilha acabou afundando, nos levando diretamente à queda de Atlântida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, apesar de Tolkien dizer que o mundo em o Senhor dos Anéis é o nosso, as datas são postas de maneira a parecerem distantes demais para podermos simplesmente cogitar identificá-las em nossa história verdadeira. Isso nos serve especialmente para não focarmos apenas no nosso passado, mas nas alegorias que nos são mostradas também sobre o nosso presente. E elas são muitas. O fato de Tolkien ter se inspirado também em diversos contos (alguns mais reais do que se pode admitir) antigos nos auxilia a pôr mais veracidade em nossos entendimentos pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Homens&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos encontrar a descrição da humanidade em duas raças, a primeira a própria raça dos Homens. Em completa decadência e sem nenhuma esperança, os Homens são tidos como degenerados, corrompíveis e sem futuro, fadados à sua própria destruição. Seus reinos, Gondor e Rohan são apenas resquícios do que um dia foi grandeza e podemos notar isso pelos seus próprios regentes. Em Rohan encontramos Théoden, agora um ancião sob a manipulação de Saruman e Gríma Língua-de-Cobra. Aqui nos é mostrada a fraqueza de nossos governantes, totalmente influenciáveis e fantoches nas mãos de terceiros. E apenas Gandalf consegue libertá-lo, todavia sua consciência ainda guardando resquícios do pessimismo de sempre em encarar o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vamos para Gondor encontramos as Minas Tirith, a cidade branca, uma das maravilhas do mundo. Todavia as aparências enganam e a queda do homem aqui é compreendida quando encontramos seu regente atual: Denethor, com seus problemas familiares e total usurpação do trono. Vemos então a complexidade de suas relações quando Faramir, filho caçula, é renegado em favor de Boromir, seu primogênito. A falta de união da humanidade é sentida quando Denethor não aceita a ajuda de Rohan. E embora Gandalf insista que todas as esperanças devem ser depositadas nos Homens, todos têm completa convicção de que eles são fracos, dispersos e sem um líder de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que temos hoje em dia, querido leitor, uma humanidade sem sentido, dispersada, cada um por si. Sem grandes líderes, sem grandes ideais, sem grandes esperanças. Foi-se o tempo em que havia algum propósito nesta vida. A humanidade enfrenta sua queda, caindo em sua involução. As belezas do mundo não são o bastante para trazer alguma luz aos Homens, apenas uma falsa sensação de equilíbrio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nazgûl&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cavaleiros negros já tinham sido reis dos Homens. Sempre em busca de poder, acabaram sendo corrompidos pelos 9 anéis que lhes foram concedidos, ficando então obcecados por mais e mais poder. Sua busca pelo Um Anel é tão intensa que não dormem, não comem, não pensam em nada a não ser em sua busca. Vemos neles a nossa elite mundial. Homens e mulheres em busca do poder, do controle e da supremacia, não medindo esforços para alcançarem seus objetivos. Fazendo acordos para adquirir tecnologias e conhecimento, e por conseguinte, mais poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa elite sempre deteve o conhecimento. No século passado conseguiram a tecnologia. Ambos vindos de fora e em troca de nossas almas. Tanto conhecimento quanto tecnologia são os 9 anéis do poder. Ambos corromperam nossos líderes e os tornaram pessoas sem coração, frios e automáticos, não dando valia à vida e ao mundo ao redor. Os Nazgûl não se cansam jamais. Nossa elite tampouco. Eles representam simplesmente a corrupção do nossos "líderes", depois mostrada com Boromir, sucessor de Denethor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elfos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Elfos podem ser considerados nossos vizinhos de fora ou seres mais evoluídos, daqui ou não. Os Elfos foram os primeiros seres a falar com vozes e nenhuma criatura terrestre antes deles cantou. E justamente eles se chamam Quendi, "os oradores", porque eles ensinaram as artes faladas a todas as raças da Terra. São os nossos irmãos mais velhos. Guias elevados e iluminados nos auxiliando em nossas jornadas. Vemos isso claramente nas figuras de Elrond e Galadriel. Ambos estão sempre presentes para trazer alguma luz aos Homens e Hobbits, todavia não pertencem mais à Terra-Média, que já não consegue mais abrigar suas luzes. Isso é muito imporante, querido leitor, pois os Elfos representam mestres ascensos. Sua beleza, calma, sabedoria nos olhares e completa integração com suas próprias luzes. Podemos ver isso, por exemplo, quando a Sociedade do Anel chega à Lothlórien e encontra Galadriel. Perceba a luminosidade de seus corpos (Também notem que se comunicam por telepatia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sendo então essa representação de mestres ascensos que já transcenderam seus corpos, os Elfos acabam partindo das praias cinzentas rumo ao oeste para terras imortais. Este é um caminho inevitável, pois a Terra-Média já não pode mais suportar seus corpos, por isso devem partir. É o mesmo que acontece quando uma pessoa chega a um nível vibratório, ou quando o planeta estanca, mais elevado que o mundo onde habita, é necessário partir para abrigar sua luz. Obviamente aqui esta representação é limitada e na forma puramente material de sua existência. Mas de qualquer forma é evidente. Isso também nos serve para visualizar que mesmo na elevação, ainda não há total perfeição. A perfeição mesmo só existe na fonte de tudo o que é. E os Elfos nos mostram isso. Note o momento em que Galadriel se vê tentada pelo anel, mas consegue manter-se firme. Isso, querido leitor, é para nos mostrar que as trevas não rodeiam somente a nós, neste mundo pesado e distorcido, mas também pode chegar a lugares mais elevados. A diferença é a forma como lidamos com ela. Mantendo-se na luz, completamente entregues a ela, as sombras não nos atingem. Esse é o ponto. A dualidade não é exclusiva deste mundo. Não se pode cair nesta limitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anões&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Anões podem ser compreendidos como os elementais da terra. São geralmente ferreiros ou mineradores, inigualáveis até mesmo pelos Elfos em algumas de suas artes. Portanto detém sabedoria em lidar com seu elemento, a terra. Embora seu papel na trilogia se detenha apenas a Gimli, o fato de sua citação abre algumas brechas para conjecturas a seu respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hobbits&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem são os Hobbits? Somos nós mesmos, querido leitor. Ou melhor, como deveríamos ser. Os Hobbits são uma raça sem preocupações, vivendo isolada, mas totalmente independente, bastando-se a si mesma. Festejam, divertem-se, bebem e compartilham. Vivem descalços, uma forma de mostrar desapego. Há certa inocência primordial em seus olhos e risos. O Hobbits são a esperança do mundo, mesmo não tendo qualquer tipo de pensamento direcionado a isso. Os quatro pequeninos da Sociedade só têm como único objetivo terminar suas missões e voltar para casa. O Condado, tão discreto, é sua paixão e eles respeitam seu lar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também representam o poder latente em cada um, independente de seu tamanho ou limitações. São eles, pequeninos e frágeis, quem salvam o mundo. São eles, desconhecidos da maior parte da Terra-Média, que realmente conseguem chegar a Mordor. São eles que seguem em frente, sempre, em busca de concluir o que estão destinados a fazer. São a raça humana que deveria existir. O companheirismo presente entre Frodo, Sam, Merry, Pippin e Bilbo mostra que a ligação entre eles é forte e pode sobreviver a todas as adversidades. Ao nos transmitir como referência a fragilidade que seu tamanho nos passa, Tolkien está dando um cutucão na nossa humanidade: "Eles são pequeninos e salvaram o mundo. Qual a sua desculpa?". Essa dicotomia foi responsável pela cena mais emocionante da trilogia, quando Aragorn diz a eles: "vocês não devem se curvar a ninguém" e quem se curva é ele, o Rei. Isso nos remete ao taoísmo com a frase "Aquele que diminui, cresce", ao cristianismo (Mateus 5:3) e nos mostra a grandeza dos Hobbits, tanto quanto a de Aragorn.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Orcs&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A origem dos Orcs nunca foi totalmente definida por Tolkien, mas sugere-se que seja a distorção de Elfos e Homens, introduzindo características animalescas e brutais. No Silmarillion diz-se que os Orcs são uma distorção dos Elfos, conseguida através de torturas e mutilações. Já a tropa-de-elite dos Orcs, os Uruk-hai, são uma mistura de Orcs com humanos. Podemos também considerá-los uma espécie de involução da humanidade. Acredito que essa seja a principal característica dos Orcs, porque são uma caricatura bizarra dos humanos com a força dos Elfos, mas sem graça ou inteligência, apenas massa de manobra pra seus comandantes, sem serem verdadeiramente bons ou maus. É interessante lembrar que Tolkien lutou na 1ª guerra, onde a maioria das batalhas acontecia em trincheiras lamacentas (no filme os Orcs nascem da lama, da sujeira), tanto que Tolkien escreveu certa vez vez: "Na Grande Guerra (a 1ª) éramos todos Orcs". Muitas pessoas vêem neles uma alegoria dos reptilianos, mas como os Orcs não são muito inteligentes, podemos então descartar esta possibilidade, embora ainda seja interessante. Se usarmos da involução para identificá-los, podemos tirar algumas conclusões, a começar por seu fascínio por carne, inclusive sendo adeptos do canibalismo. À medida que o respeito à vida vai perdendo força, o ser acaba não se restringindo a mais nada, isso valendo ao consumo de carne de seres pensantes. Isso também pode ser entendido como sendo nossa involução, já que temos cérebros reptilianos. Sendo assim, quanto mais perdemos nossa humanidade, mais atitudes reptilianas nos afloram, independente do nosso grau de inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ents&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui Tolkien vai fundo e nos mostra que a natureza toda está cheia de vida, inclusive as vegetações. Ao transformar árvores em seres pensantes, Tolkien apenas nos mostra de forma indireta que a própria Terra é uma consciência viva, e que o respeito pela natureza precisa ser exercido corretamente, pois depois de muita degradação, ela, cansada, vai se levantar. Vemos isso quando os Ents se deparam com o desmatamento causado por Saruman, partindo então para a vingança. É interessante ver esse tema, tão atual e importante hoje, sendo escrito nas décadas de 40 e 50. O conceito de ecosistema está lá, na interação harmoniosa entre as espécies que foi sendo perdida por conta da ganância, do orgulho e das guerras. Uma hora, querido leitor, a natureza vai dizer basta. Nosso planeta está ascendendo e vai chacoalhar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gandalf&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gandalf tem um papel fundamental em toda a história, pois ele é o farol da comitiva do anel. Ele é um espírito angelical, um Istari, escolhido para ser um conselheiro dos Homens. Sua missão era a de guiar e trazer esclarecimento sobre a verdade no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a 3ª Era da Terra-Média foi realizada uma reunião entre os Valar (espíritos superiores - outra representação de mestres ascensionados, aqui todavia mais literalmente) sobre o que fazer com relação à Terra-Média, pois os Valar ainda se preocupavam com o destino de Arda (mundo). A conclusão da reunião foi enviar seres de sua elevada ordem para combater na Terra-Média. Só que estes não poderiam se apresentar na sua forma de poder e esplendor que apresentavam em Valinor (terra imortal), então teriam que ir em corpos mortais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gandalf e Saruman são representações das sementes estelares, querido leitor. Espíritos mais evoluídos e antigos de outros mundos que encarnaram em corpos humanos para realizarem suas missões. E, como acontece em nosso mundo, alguns acabam se perdendo, como Saruman, por exemplo. Já Gandalf - que por sinal é meu personagem favorito da série - mantém-se fiel do começo ao fim ao seu propósito. Ainda em corpo humano, no começo está limitado. Ele é o cinzento. Quando desperta de vez, tornar-se Gandalf, o branco e finalmente descobre quem é. Percebemos isso quando ele reaparece depois do confronto com Balrog e é chamado de Gandalf. "Gandalf? Costumavam me chamar assim..." Isso é porque descobriu que não era Gandalf, mas um espírito evoluído e aquele era apenas um corpo e um nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mago é o conselheiro, aquele que esclarece e discerne sobre os principais assuntos e verdades do mundo. Essa é sua missão, a de trazer um pouco de luz aos corações dos Homens, aqui representados também pelos Hobbits. Ele entende a importância de cada um naquele processo, sabendo que todos têm o mesmo peso na balança. Sabe do potencial dos Hobbits e sabe da liderança de Aragorn. É o sábio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Frodo: É uma pena que Bilbo não tenha se livrado dele (Sméagol) quando teve a chance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Gandalf: Pena? Foi a pena que segurou a mão de Bilbo. Muitos que vivem merecem morrer e alguns que morrem merecem viver. Pode resolver essa situação, Frodo? Não seja tão apressado em julgar os outros. Nem os mais sábios conseguem ver o quadro todo. Meu coração diz que Gollum ainda tem um papel a cumprir para o bem e para o mal. A piedade de Bilbo pode governar o destino de muitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Frodo: Queria que o anel nunca tivesse sido dado a mim. E que nada disso tivesse acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Gandalf: Assim como todos que testemunham tempos como este, mas não cabe a eles decidir. O que nos cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado. Há outras forças em andamento neste mundo além das forças do mal. Bilbo estava destinado a encontrar o anel, e assim você estava destiná-lo a tê-lo. E este é um pensamento encorajador."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aragorn&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele é a esperança viva, o líder prometido dos Homens. Aquele que vai reinstalar a ordem no mundo. Ao longo da história muitos líderes surgiram e agora o mundo dos Homens carecia de algum. Isso é exatamente o que acontece em nossa época, querido leitor. Como grande parte dos grandes líderes, Aragorn a princípio se recusa a desempenhar o papel que nasceu para fazê-lo. Mas seu espírito o move para essa direção. Aos poucos ele, mesmo sem perceber, começa a agir como um verdadeiro comandante, um verdadeiro Rei. A esperança depositada nele por Gandalf, que, por ser um sábio, consegue enxergar a verdade em Aragorn, nunca foi à toa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas motivações são a restauração de Gondor e seu amor por Arwen, embora tenha desistido dela por sua natureza imortal. Mesmo diante das piores circunstâncias, porém, ainda assim consegue manter a mente fria e o coração firme para enfrentar todas as dificuldades. Ainda que não se esforçando para tanto, acaba recebendo o reconhecimento de todos ao redor por suas habilidades de comando. Ao liderar os exércitos da aliança, prova não apenas sua capacidade de liderança, mas também sua atitude de um verdadeiro rei, ao ser o primeiro na linha de ataque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em nosso mundo já não há mais líderes como outrora. E aqueles com potencial para tanto não são guiados corretamente. Isso é complicado, querido leitor, mas nós estamos aqui justamente para isso, para mostrarmos o caminho aos que vierem. Tudo o que aprendemos e vivenciamos nesta transição planetária não é em vão. Viemos para trazermos o vento da mudança. Assim como Aragorn, que não se sentia um líder, muitos estão estancados por falta de uma luz no caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Sempre há esperança"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Aragorn)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Frodo e Sam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tolkien e Jackson tiveram um cuidado especial na representação dos dois. Frodo é aquele que carrega o fardo, cuja missão é ir até as últimas consequências. Ele representa a pureza sendo corrompida. Ao longo da jornada o anel exerce influência aguda em seu coração, mudando sua personalidade e comportamento, tirando suas forças e seu alento de viver. Na Montanha da Perdição, ele fraqueja e sucumbe ao poder do anel. Ele é a humanidade perdendo a inocência e caindo das trevas do Ego: "O Anel é Meu!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam, ao contrário, é a pureza e inocência da humanidade mantendo-se firme mesmo diante das trevas. É o poder de nunca desistir, de nunca perder o foco, de seguir mesmo diante de nossos piores monstros. Sam representa o fio da esperança que os Homens não têm. A amizade de ambos, que para os mais limitados cabeçudinhos soou como "colorida", é na verdade a prova de que a união supera qualquer barreira e que sustenta nossas pernas, nos mantendo em pé. A humanidade dissipada não tem forças. Frodo e Sam representam a humanidade unida, os seres humanos apoiando-se mutualmente e confrontando seus demônios sem nunca fraquejarem. É uma lição muito forte que nos é dada no filme, e que poucos conseguiram assimilar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Eu fiz uma promessa, sr. Frodo. Uma promessa. 'Não o deixe, Samwise Gamgee'. E não vou deixá-lo. Nunca pensei nisso."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(Sam)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto Frodo fica mais fraco à medida que se aproximam de Mordor, Sam fica cada vez mais forte, servindo de apoio, de muleta e de ar para seu amigo. Aqui vemos então, querido leitor, que quando a união se estabelece, sempre há alguém para cobrir as lacunas que por ventura surjam. Sempre há alguém para terminar o que não se conseguiu. Na união há um equilíbrio que mantém a vida em ordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Sam: É como nas grandes histórias sr. Frodo. As realmente importantes. Eram cheias de perigo e escuridão. E às vezes nem se queria saber o final. Por que como o fim poderia ser feliz? Como o mundo poderia voltar a ser o que sempre foi quando tanta coisa ruim acontecia? Mas no final é algo que passará, essa sombra, até mesmo a escuridão acabará. Um novo dia virá. E quando o sol nascer ele brilhará ainda mais. Essas eram as histórias que ficavam com a gente, que significavam alguma coisa, mesmo quando eu era pequeno demais para entender por quê. Mas eu acho, sr. Frodo, que eu entendo. Agora eu já sei. As pessoas daquelas histórias tiveram muitas chances para desistir, mas não desistiram. Elas foram em frente porque estavam se agarrando a alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Frodo: A que estamos nos agarrando, Sam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sam: Que há algo de bom neste mundo, sr. Frodo. Algo pelo qual vale a pena lutar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sméagol/ Gollum&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se por um lado os Nazgûl representam a Elite global, nossos "líderes" corrompendo-se pelo poder, e os Orcs, como uma involução, animalidade, Sméagol representa a fase incompleta da distorção, em que os sentimentos humanos e a dualidade ainda estão presentes em certo equilíbrio de forma explícita. Gollum é o lado negativo, preso aos vícios sentimentais da raiva e do rancor, e obcecado pelo anel. Sméagol, ao contrário, apesar de ainda estar ligado à presença do anel, mantém um pouco de sua humanidade, demonstrando até certa amizade e bondade. Sméagol / Gollum representa o conflito interior humano. O altruísmo e o egoísmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, é uma batalha dura que Sméagol trava consigo mesmo. É a batalha dos egos. Gollum pode ser considerado o Ego de Sméagol. Ele incita, sussurra no ouvido e engana sua mente. Todavia, aqui também é mostrado que quando confrontado, o Ego pode ser expulso. Por algum tempo, quando o exterior não o influenciava negativamente, Sméagol conseguiu se controlar. Mas sua fraqueza em relação ao externo acaba fazendo com que Gollum acordasse e tomasse novamente controle. Ele é a humanidade moderna, cheia de conflitos egóicos e dependência do exterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nossa busca por nós mesmos sempre acaba infrutífera quando damos mais atenção ao que vem de fora do que ao que vem dentro. O Ego (o lado sombrio do Ego, pra ser mais preciso) só existe quando nosso foco é exterior, pois é para isso que ele serve, para servir de intérprete do que o externo nos envia. Sméagol se rende a Gollum quando pensa ter sido traído por Frodo ao ser capturado por Faramir. Veja, querido leitor, que Sméagol está presente em toda a humanidade, em todos os seus confrontos interiores, em todas as suas dúvidas. Sua complexidade se ajusta perfeitamente à nossa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Meu precioso..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Gollum)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sauron&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Senhor do Escuro obviamente representa o Mal puro, o outro lado da Dualidade. Ao forjar os anéis do poder, sua intenção sempre fora a de controlar todas as raças por meio deles, criando para si mesmo o Um Anel. Após ter perdido o corpo, seu espírito continuou vivo e se fortalecendo, instalando-se novamente em Mordor. Sauron representa o controle absoluto na matéria, responsável por segurar os cordões e manusear seus fantoches em seu jogo de poder. E ele é representado como, querido leitor? O Olho Que Tudo Vê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;"Eu vejo você"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Sauron)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é coincidência, querido leitor. Já falamos que Tolkien sabia muito bem o que estava fazendo. O fato de o olho ser reptiliano também é bastante sugestivo. E sem querer insinuar nada, mais dê uma olhada: Sauron - Saurós - Sauro - Lagarto - Réptil. Curioso, não? Mas o fato é que o olho representa o poder, advindo da visão ilimitada do terceiro olho. Isto é, a visão é o conhecimento. Conhecimento é poder. Desta forma, quem usa apenas o terceiro olho e se esquece do coração, acaba se viciando. A visão é o poder, o coração é o amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"Três Anéis para os Reis - Elfos sob este céu,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Sete para os Senhores - Anões em seus rochosos corredores,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nove para Homens Mortais, fadados ao eterno sono,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalizando&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos citar várias outras coisas como Éowyn quebrando barreiras ao ser a primeira mulher num exército, a citação de Saruman: "uma Nova Ordem irá nascer", a árvore branca em Minas Tirith (referência à Árvore do Conhecimento e mais um monte de coisas), mas cada um consegue encontrar algo de interessante. A trilogia O Senhor dos Anéis é uma grande viagem para um mundo que conseguimos nos identificar facilmente. Não só uma grande viagem pela história da humanidade como ecoa em nosso inconsciente coletivo, acessando memórias que certamente se encontram nos Arquivos Akáshicos. E, assim como o livro, nos remete à nossa própria história. Merece ser assistido várias e várias vezes, pois em cada uma, se descobre algo novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2011/01/o_senhor_dos_aneis.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2011/01/o_senhor_dos_aneis.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-8409919647530643366?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/8409919647530643366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=8409919647530643366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8409919647530643366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8409919647530643366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/03/o-senhor-dos-aneis-parabola-sobre.html' title='O Senhor dos Anéis: Parábola sobre a Humanidade'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-7mMIZvssbvw/TY4ZV7EUAEI/AAAAAAAABvM/lHx5R1EVF1g/s72-c/Aragorn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-5003146528220475806</id><published>2011-03-19T19:58:00.015-03:00</published><updated>2011-03-20T15:40:22.263-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islamismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sobre tudo, junto e misturado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-vWYbRykNW2E/TYU5XOe8GQI/AAAAAAAABu4/QSpfyVMsiHU/s1600/2012-e1267048389224.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-vWYbRykNW2E/TYU5XOe8GQI/AAAAAAAABu4/QSpfyVMsiHU/s320/2012-e1267048389224.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Bem, o carnaval acabou, o ano começou e nessas duas semanas que passei praticamente fora de casa só tive tempo de copiar um texto interessante do Saindo da Matrix sobre a megalomania estrutural e institucional da Igreja Universal do Reino de Deus com sua "humilde" réplica do Templo de Salomão. Antes deste texto, meu último tinha sido sobre a crise no mundo árabe que vem se arrastando desde o ano passado e que está longe de ter um fim. Com o fim do carnaval aconteceram muitas coisas das quais faço questão de desabafar no blog. Entretanto, minha vida foi tão corrida nesses dias que não tive tempo nem de parar pra ler as notícias, quanto mais atualizar O Iluminador. Hoje de manhã, liguei a TV para procurar algo de útil nos canais da TV a cabo, afinal a TV aberta brasileira é um antro de lamentação da qualidade cultural, e acabei por me deparar com Barack Obama bem no meio de Brasília, como se o presidente americano tivesse voado de Washington como um Super Homem (o messias da&amp;nbsp;DC Comics&amp;nbsp;mesmo) e chegasse ao Brasil num momento onde o mundo está projetando umas das piores crises políticas da História.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, finalmente parei um pouco pra pensar nesses acontecimentos dessas duas semanas, e cheguei a conclusão de que de fato tudo tem uma ligação, como causa de aleatoriedades, e consequência dos projetos dos governos como um meio de sobreviverem a uma crise sem precedentes que cada vez mais afunda a Economia mundial em tentativas mais desesparadoras para não haver outro crack, como nas crises de 1929 e 2008/2009. Vamos começar&amp;nbsp;essa analise holística&amp;nbsp;por algo que sempre me deixa doente de raiva no Brasil: A cultura. Mais especificamente a Música. Para mim a cultura brasileira está em crise. E numa daquelas crises que só uma revolução cultural pode reverter tal situação. Me deixa indignado que esse carnaval mais uma vez repita a fórmula apelativa dos carnavais passados. O mercado musical novamente projetou artistas de modo&amp;nbsp;a suprir&amp;nbsp;a demanda dessa estação, criando mais uma vez músicas apelativas, sem nenhum conteúdo, e que façam sucesso para alimentarem tal mercado. Simplesmente está havendo uma privatização do carnaval, principalmente na Bahia. Eu condeno veementemente o carnaval da Bahia, pelo simples fato do mesmo está se transformando em um negócio, e um negócio altamente lucrativo. Toda essa estrutura e lógica mercantilista&amp;nbsp;vem transformando o carnaval baiano numa festa privada voltada para turistas e não para&amp;nbsp;a população baiana. E isto&amp;nbsp;está repercurtindo negativamente na cultura brasileira como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A prova de que a mídia é a principal culpada por essa crise são os destaques jornalísticos sobre o carnaval baiano, principalmente nos maiores veículos de imprensa&amp;nbsp;do país. Por exemplo, enquanto que no site da UOL e da Globo o carnaval da Bahia e seus artistas são colocados em manchetes gigantes, reportagens exclusivas e sessões onde somente se registra tais festas, o carnaval pernambucano ganhou um destaque pífio, onde o Galo da Madrugada foi destronado para ser "superado" pelos blocos do Rio de Janeiro e as micaretas de Salvador. É lamentável o que a mídia está fazendo, tirando o valor do maior carnaval do mundo, onde toda a beleza e pluralidade de expressões encontradas no carnaval pernambucano está sendo substituída pelos patrocínios milionários do carnaval do Rio e de Salvador. O carnaval carioca e baiano deixaram há muito tempo de ser uma festa para se transformarem numa logomarca de um evento cujo dinheiro fala mais alto que o valor cultural.&amp;nbsp;É engraçado que não é mostrado que no Guinness o Galo&amp;nbsp;é registrado como&amp;nbsp;o maior bloco do mundo, ou então que o estado de Pernambuco possui a mais vasta quantidade de manifestações carnavalescas, cujos fenômenos são até teses de estudos nas maiores universidades da Europa! Ao invés disso, por conta dos patrocínios advindos de tais eventos, os jornais e sites&amp;nbsp;dão um destaque&amp;nbsp;fantástico para mais um show de Ivete Sangalo, Asa de Águia, Chiclete com Banana, Parangolé, e derivados, enquanto que grandes artistas pernambucanos como Lenine ou então o próprio Nação Zumbi, que são mais conhecidos na Europa do que no Brasil, ficam escanteados no gosto popular por conta desse silenciamento da verdadeira cultura brasileira. Pois quando vamos analisar suas letras e músicas, vemos um valor altamente superior&amp;nbsp;a essas composições que até uma criança de seis anos consegue cantar ou tocar de tão ridículas e sem conteúdo. Isso é a crise da cultura brasileira, onde cada vez mais se busca um minimalismo cultural, com letras cada vez mais fáceis e repetitivas, melodias mais simplórias, para que a música caia no gosto popular e com isso venda feito água. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso faz com que artistas de qualidade, assim como músicas de qualidade sejam esquecidas, gerando verdadeiras febres momentâneas que passam a cada estação, assim como a fantasia alienatória do carnaval. Entretanto, a indústria da música lucra cada vez mais com isso. Sendo reflexo da liberdade que a internet deu ao conceder o livre acesso à cultura, a venda de CDs e DVDs foi substituída pela fantástica fábrica de shows que se tornam cada vez mais alienantes, como um evento aqui em Recife chamado "O Maior Show do Mundo", onde os "maiores artistas do mundo" são Ivete Sangalo, Parangolé, Belo, Aviões do Forró e afins. Isso é o que a juventude perde tempo ouvindo, e o pior disso tudo, só ouvem isso. Cada vez mais estamos nos esquecendo que o mundo é muito mais que isso, e esse universo de eventos e shows no país só tende a piorar, pois vem a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Esses serão os próximos temas que tratarei. Mesclando a última reflexão sobre a música, não é coincidência que o Rock In Rio voltou para o Rio de Janeiro esse ano. Tudo agora, notem, está girando em torno da capital carioca. O Rock In Rio é uma das primeiras atrações introdutórias aos eventos da Copa e das Olimpíadas. Mais que um autêntico tributo ao Rock como nas edições passadas, dessa vez o evento será mais um investimento do mercado musical para obter lucro. É&amp;nbsp;só verem a maioria das bandas que foram convidadas, meros reflexos do gosto musical cultivado pela mídia. Da mesma forma, o evento serve para promover a sede das Olimpíadas e da Copa, afinal, parece que&amp;nbsp;o Rio virou a capital cultural, futebolistica, política e musical do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como não poderia deixar de faltar, foi produzido um filme para promover a Cidade Maravilhosa, chamado "Rio".&amp;nbsp;O filme&amp;nbsp;conta a&amp;nbsp;história de uma arara que sai dos Estados Unidos para o Rio de Janeiro&amp;nbsp;para procriar. Pode parecer um enredo comum de filme de Sessão da Tarde, se não fosse pelo fato dele ser uma animação, voltada para crianças, com um contexto claro de turismo sexual introduzido nas suas cenas "inocentes", onde o filme mostra um Rio de Janeiro lindo, paradisíaco, com belas praias e bundas, bem ao estilo da imagem prostituida que o Brasil possui no exterior. É lamentável que seja feita uma produção desse tipo, onde ao mesmo tempo apela para agradar as crianças e incita os adultos a virem visitar o Brasil e suas "belezas", numa clara intensão de promover o turismo no país por conta dos dois eventos que o mesmo sediará. Isso mostra toda a estrutura e perspectiva que se transformarão a Copa e as Olimpíadas, pois como já foi dito por vários jornalistas,&amp;nbsp;tais eventos terão uma finalidade econômica e não esportiva, como sempre foi. O ruim disso tudo, é toda essa atmosfera alienadora que está se construindo com esse clima de evento esportivo, quando na verdade se transformará no maior negócio que o país teve. Até mesmo a produção cultural do país está sendo afetada mundo afora. Ao contrário do primeiro filme, Tropa de Elite 2 não teve a mesma repercussão no mundo, pois foi abafado pelo clima negativo&amp;nbsp;do&amp;nbsp;Brasil que é mostrado no filme, sendo este trocado por uma imagem fantástica de um Brasil idealizado pelas elites, como sempre foi sonhado e quer ser mostrado na Copa e nos Jogos Olímpicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É lamentável que as próprias transformações sociais que estão ocorrendo no país sejam puro reflexo de uma perspectiva mercadológica com uma única finalidade: lucro. Toda a infra-estrutura de shows, festas, expansão econômica e urbana tem por única razão a realização desses dois eventos. É claro que a Copa e as Olimpíadas são uma oportunidade única do país crescer, e o Brasil nunca mais será o mesmo após isso. Entretanto é preciso notar que o que está acontecendo no país é uma verdadeira reforma de fachada, onde questões pontuais estão sendo resolvidas como medidas temporárias e não ações&amp;nbsp;à longo prazo. Enquanto que a polícia "pôs" o tráfico para correr dos morros, "garantindo" a segurança nas cidades, as reformas urbanas estão sendo projetadas, e cada vez mais empresas estrangeiras&amp;nbsp;estão vindo para cá,&amp;nbsp;a Educação&amp;nbsp;está sendo jogada às moscas onde para completar, o deputado Tiririca foi indicado para a Comissão de Educação da Câmara para ajudar a organizar todo o projeto de reforma da Educação no país,&amp;nbsp;que está sendo votada nesses dias no Congresso. Reforma essa que&amp;nbsp;se tenta implementar desde 2001! Enquanto isso, o governo libera verbas e mais verbas para financiar operações específicas para tirar traficantes dos morros, mas ao mesmo tempo&amp;nbsp;não leva Educação e Saúde para a população. Constroi complexos de Estádios e hoteis para turistas, mas não resolve os problemas do caos no trânsito das cidades, que também é reflexo da verticalização imobiliária nas grandes cidades, onde ao mesmo tempo há uma série de famílias que moram nas ruas e em favelas, que o governo não permite que elas ocupem prédios abandonados, mas também não as transferem para conjuntos de casas populares, como no caso recente de Recife, onde mais de 50 famílias foram expulsas de um prédio abandonado, cuja única função&amp;nbsp;era de servir de camarote no desfile do Galo da Madrugada no Centro do Recife. Hoje, esse prédio voltou a ficar vazio após o carnaval.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, são uma série de problemas pontuais que se conectam de uma forma absurda, de modo a figurar toda a rede do caos social que afeta o Brasil de um modo perigoso. E com essa perspectiva de Copa e Olimpíadas, questões como a preservação do meio ambiente estão claramente fora da pauta do governo, que está se preocupando mais em cumprir com os prazos da FIFA e do COI do que calcular os danos que serão causados nas grandes cidades com essa expansão desenfreada. A prova dessa grande articulação econômica é a visita de Obama no país. Eu fui pego de surpresa com a chegada do presidente na capital, mas seu intinerário foi o que mais me chamou atenção e fez toda a lógica dentro dessa série de microssistemas que irão se unir até 2016. A visita do Presidente Barack Obama tem por finalidade estreitar as relações econômicas no país, onde seus projetos já foram externados, com a intensão de ampliar as exportações americanas para o Brasil. Ao mesmo tempo que Obama veio à Brasília para negociações políticas, sua visita ao país tem outro destino específico: O Rio de Janeiro. Como não poderia deixar de ser, o presidente americano visitará a capital carioca, na mesma perspectiva publicitária para a divulgação da Copa do Mundo e as Olimpíadas. Nem comento mais sobre isso, pois esses fatos já se tornaram claros, mas é preciso analisar a questão mais delicada de todas, que tem haver com a crise econômica que está acontecendo e tenderá a piorar cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirando o caráter publicitário da visita de Obama para divulgar o Brasil mundo afora, a real finalidade tem por razão dois acontecimentos recentes que estão atingindo o mundo: A crise nos países árabes, e agora, a crise do Japão advinda dos tsunamis e terremotos ocorridos semana passada. Falarei rapidamente sobre a crise no mundo árabe, pois já escrevi um texto no blog a respeito disso. A questão principal agora se trata da intererência americana e europeia nos países árabes, pois com os recentes acontecimentos na Líbia, onde o ditador Muammar Kadafi vem reprimindo protestos populares através das forças armadas, a ONU decidiu intervir como um meio de evitar atentados contra os Direitos Humanos no país. Entretanto para tal, convocou a França como chefe da missão. Mas como não poderia deixar de ser, o presidente Sarkozy pediu apoio da Inglaterra e dos EUA. Como já disse no texto sobre o assunto, o maior perigo é que tal tentativa de evitar abusos por parte dos ditadores se torne mais um pretexto para que tal ocupação se torne um motivo de iniciar mais uma campanha de invasão dos territórios árabes, como aconteceu nos países muçulmanos na guerra do Afeganistão e do&amp;nbsp;Iraque. Mais uma vez a razão de tais operações será a fixação de bases militares em território árabe como meio de ter acesso às jazidas de petróleo existentes na região. Um problema particular é o fato do Irã estar em clima de apatia em relação a tudo isso, onde ao mesmo tempo o Governo está parado sem mover um dedo para apoiar as revoluções populares nos países dessa região, e ao mesmo tempo está sendo ameaçado por mais uma tentativa de invasão ocidental no mundo muçulmano. Tal problemática gera um estado de dormência política, onde, caso tal crise invada os territórios da região do golfo pérsico, podemos vislumbrar mais um conflito ao estilo guerra do Golfo, onde os EUA e Europa se utilizaram da dominação dos territórios de determinados países árabes para buscar adentrar nas regiões petroleiras do Oriente Médio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro problema que está por gerar uma crise econômica no mundo são as catástrofes no Japão, cuja economia foi seriamente abalada, e por ele ser um dos principais pilares no mercado mundial, isso afetou diretamente a economia de outros países como os EUA e o Brasil. Muito mais os EUA, uma vez que o país possui maiores relações com o Japão. Não é coincidência que em pleno tempo de crise o presidente americano venha visitar o Brasil com interesses muito específicos. O Brasil mais uma vez está sendo perigosamente vislumbrado como uma terceira via nas soluções para crises econômicas. Após os abalos no mercado causados pela crise de 2008/2009, o país se tornou ao mesmo tempo um modelo de isolamento econômico e uma região de investimentos altamente rentáveis, ainda mais após a descoberta do pré-sal. E é justamente esse o interesse americano com essa visita diplomática, estabelecer relações que aumentem as exportações para o Brasil, de modo que, com a vinda de mercadorias, expanda o crescimento econômico, assim como a expansão de multinacionais no país, e faça com que os&amp;nbsp;Estados Unidos movimentem seu mercado, uma vez que uma crise está batendo à porta do mundo. Desse modo, com&amp;nbsp;essa oportunidade de investimentos o Brasil pode se utilizar dessa oportunidade gerada pela Copa e as Olimpíadas como um meio de também crescer economicamente, fazendo com que uma mão lave a outra. Ao mesmo tempo, com a vinda das empresas e toda essa exploração das possibilidades econômicas no país, os Estados Unidos tem a oportunidade de investir maciçamente na exploração petrolífera no Brasil, uma vez que a demanda do petróleo vai crescer ainda mais com essa crise nos países árabes, e ainda para completar, a crise no&amp;nbsp;Japão, que repercutirá no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é coincidência que dias antes da vinda do presidente americano para o Brasil, os Ministérios do país tenham projetado uma possibilidade de investimento no Japão, como mais uma oportunidade do país crescer. Tal vontade de reestruturação econômica de países devastados tem a mesma lógica do crescimento econômico projetado na Europa pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial. O Brasil está agindo da mesma forma que os Estados Unidos agiu após a Guerra, utilizando-se da reestruturação do Japão como um meio de expandir seu mercado e como consequência crescer economicamente. É a velha política americana historicamente importada pelo Brasil. E com tais crises, é possível que o Brasil se aproxime dos EUA e dos países europeus como nunca ocorreu na História. Tal fato garante o Brasil cada vez mais de estar&amp;nbsp;em uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, onde ao mesmo tempo é uma benção para o Brasil, uma vez que o país quer construir Usinas Nucleares como desculpa para demanda de energia, e ao mesmo tempo serve como um meio dos EUA e países europeus financiarem&amp;nbsp;tais obras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para completar tal crise política, social, econômica e cultural, o fato do Brasil estar no Conselho de Segurança da ONU, cria uma situação complicada, pois o país vai deixar o campo diplomático para se envolver diretamente no campo político do conflito do Ocidente com os países árabes. Isso pode colocar o Brasil numa situação muito delicada, onde, pelo&amp;nbsp;mesmo "ter" a palavra final nas decisões do Conselho,&amp;nbsp;o país poderá ser utilizado como bode expiatório, sendo responsabilizado como o fator principal de suas decisões. Mais uma vez o Brasil não mede esforços para concretizar o sonho do seu crescimento econômico, entretanto não está analisando&amp;nbsp;os problemas diretos e indiretos&amp;nbsp;decorrentes disso.&amp;nbsp;O país está&amp;nbsp;se esquecendo de problemas fundamentais&amp;nbsp;que vêm se arrastando por décadas, seja a questão da&amp;nbsp;Educação, ou da&amp;nbsp;necessidade de uma verdadeira reforma urbana nas principais capitais do país. É necessário que o&amp;nbsp;governo acorde para esses problemas e busque soluções eficazes e não paliativas,&amp;nbsp;sob uma triste&amp;nbsp;pespectiva de crescimento&amp;nbsp;econômico&amp;nbsp;advindo dos investimentos&amp;nbsp;da Copa e das Olimpíadas. Cada vez mais os problemas sociais estão sendo esquecidos em nome desses eventos. E da mesma forma como o carnaval foi uma festa fantástica e passou, o mesmo acontecerá&amp;nbsp;após a Copa&amp;nbsp;do Mundo e os&amp;nbsp;Jogos Olímpicos.&amp;nbsp;Então,&amp;nbsp;como o Brasil procederá quando os festejos se encerrarem? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma é preciso que a população acorde para essa necessidade de buscar se informar sobre tais problemas, não só no país mas no mundo, e ver toda essa ligação social que há nas relações políticas e econômicas. O Brasil não é só bunda, carnaval e futebol. Há muitas questões a serem solucionadas, e não será assistindo ao carnaval de Salvador pela TV que o povo irá resolvê-las. Uma música que traduz toda a realidade que o país vive&amp;nbsp;hoje é "A Cidade" do eterno Chico Science. Deixo para a reflexão parte da letra dessa música,&amp;nbsp;assim como a dica de que ouçam Chico Science e Nação Zumbi, como um meio de amenizar esse mar de lama de ignorância e falta de cultura da população, que somente faz refletir a deplorável situação do nosso país atualmente: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;"...A cidade se encontra &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Prostituída&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por aqueles que a usaram&lt;br /&gt;Em busca de uma saída&lt;br /&gt;Ilusora de pessoas&lt;br /&gt;De outros lugares,&lt;br /&gt;A cidade e sua fama&lt;br /&gt;Vai além dos mares&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E no meio da esperteza&lt;br /&gt;Internacional&lt;br /&gt;A cidade até que não está tão mal&lt;br /&gt;E a situação sempre mais ou menos&lt;br /&gt;Sempre uns com mais e outros com menos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A cidade não pára&lt;br /&gt;A cidade só cresce&lt;br /&gt;O de cima sobe&lt;br /&gt;E o de baixo desce&lt;br /&gt;A cidade não pára&lt;br /&gt;A cidade só cresce&lt;br /&gt;O de cima sobe&lt;br /&gt;E o de baixo desce..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-5003146528220475806?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/5003146528220475806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=5003146528220475806&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/5003146528220475806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/5003146528220475806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/03/sobre-tudo-junto-e-misturado.html' title='Sobre tudo, junto e misturado'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-vWYbRykNW2E/TYU5XOe8GQI/AAAAAAAABu4/QSpfyVMsiHU/s72-c/2012-e1267048389224.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-2095085091078154927</id><published>2011-03-12T20:40:00.002-03:00</published><updated>2011-03-12T23:30:06.721-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Judaísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>O Templo de Salomão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-sgmkmDTuteA/TXwEl408RCI/AAAAAAAABus/dA-zEjWBCx8/s1600/templo-de-salomao-e-igreja-universal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-sgmkmDTuteA/TXwEl408RCI/AAAAAAAABus/dA-zEjWBCx8/s320/templo-de-salomao-e-igreja-universal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Templo de Salomão foi o primeiro Templo em Jerusalém, e funcionou como um local de culto religioso judaico central para a adoração a Javé, Deus de Israel, onde se ofereciam os sacrifícios (animais, grãos, vinhos e incensos) conhecidos como korbanot. Era nele que ficava a Arca da Aliança. Esse Templo foi destruído totalmente por Nabucodonosor II da Babilônia, em 586 a.C., e consequente escravidão dos judeus pelos babilônios. Após essa época, os judeus voltaram e construíram no mesmo lugar um segundo templo, o qual foi destruído pelo imperador assírio Antíoco Epifanes. Em 4 d.C. o Rei Herodes, querendo agradar os judeus reconstruiu o templo, que foi mais portentoso que os dois primeiros. Foi este onde Jesus pregou e previu sua destruição, que aconteceu de fato em 70 d.C., pelas mãos dos romanos, por conta da Grande Revolta Judaica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje tudo o que resta do Templo de Salomão (em sua terceira encarnação) é o Muro das Lamentações, usado por judeus ortodoxos como lugar de oração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora a Igreja Universal do Reino de Deus pretende construir uma réplica do Templo de Salomão no distrito do Brás, em São Paulo. Com capacidade para receber 10 mil fiéis, o templo não será de ouro e prata, como o original, mas promete ter detalhes iguais ao do antigo santuário, inclusive com pedras trazidas de Israel. O Templo irá ocupar um quarteirão inteiro e promete ser maior que a "Catedral da Sé", maior igreja católica da cidade. A construção terá 55 metros de altura, o que correspondente a quase duas vezes a altura da estátua do "Cristo Redentor". Serão investidos 200 milhões de reais, que virão, claro, da doação dos fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me perguntaram porque uma religião cristã precisa buscar no judaísmo a inspiração para ser o local mais importante de congregação deles, e logo lembrei que é porque o cristianismo historiacamente NÃO TEM UM TEMPLO FÍSICO. O que é irônico, já que Jesus foi tão claro espiritualmente quando passou o seu legado a um homem simples como Pedro, que não tinha ouro nem prata, não era infalível nem arrogante, mas tinha força para levar adiante o trabalho de Jesus, e tanto ele como Paulo entenderam que a "pedra" era CRISTO, e não uma instituição:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E beberam todos da mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os acompanhava; e a pedra era Cristo." (1Co 10:4)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo." (1 Pedro 2:5)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A rigor, Jesus não fazia diferenciação de sua doutrina, que era aberta a todos, em especial os judeus, e por isso ele procurava o local de congregação tradicional dos judeus (sinagogas e o Templo). Busque na bíblia, e você verá que Jesus nunca deu importância ao aspecto físico de Templos ou lugares de oração, mas (ironicamente) era muito sério quanto a transformar um templo de oração num negócio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E falando-lhe alguns a respeito do Templo, como estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse ele: Quanto a isto que vedes, dias virão em que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada." (Lucas 21:5-6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Chegaram, pois, a Jerusalém. E entrando ele no Templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam; e derrubou as mesas dos cambistas, e as cadeiras dos que vendiam pombas; e não consentia que ninguém atravessasse o templo levando qualquer utensílio; e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores." (Marcos 11:15-17)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Protestaram, pois, os judeus, perguntando-lhe: Que sinal de autoridade nos mostras, uma vez que fazes isto? Respondeu-lhes Jesus: Derrubai este santuário, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do santuário do seu corpo." (João 2:18-21)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o Templo." (Mateus 12:6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Mateus 6:5-6)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Templo de Salomão significou uma era de esplendor e orgulho para os judeus. E as sucessivas reconstruções do Templo remeteram a esse orgulho, e por isso mesmo foram destruídas por seus inimigos, que queriam humilhar o povo judeu. Com isso, os sacerdotes se afastaram, pela soberba, da essência dos ensinamentos da Torah e transformaram a mais importante casa de oração num comércio, vendendo os tais korbanot (tudo em nome do Senhor Javé, claro). E era isso q Jesus criticava quando falava dos Fariseus (cliquem no link e vejam quem são os tão falados Fariseus). E agora vem uma denominação cristã procurando erigir um símbolo da glória (e, consequentemente, da ruína) de uma civilização, algo que simbolicamente pra nós, cristãos, representa o ponto mais alto e ao mesmo tempo o mais baixo de um povo, pois fixou ali, em pedra, a espiritualidade que deveria ser carregada no íntimo (e, especialmente, em nossas atitudes). Isso Jesus nos advertiu. E não podemos negar que isso se tornou uma triste realidade para os judeus por séculos e séculos, onde tiveram de fazer (às escondidas) do seu humilde lar ou porão (mais dramaticamente ainda sua própria alma, quando não dispunham sequer da posse do seu corpo) o seu único santuário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou dizer que esses 200 milhões seriam melhor investidos em outra coisa, pois seria demagogia (todos nós poderíamos pegar o dinheiro do cinema e dar aos pobres, por exemplo), mas gostaria de lembrar que não conheço nenhuma religião que mobilize seus fiéis de forma tão contundente a construir algo realmente cristão, como um hospital público top de linha, por exemplo, que poderia ser construído e aparelhado com R$ 80 milhões, e mantido (R$ 40 milhões ao ano) com apenas uma fração do dinheiro do dízimo anual dessas igrejas gigantescas. Jesus certamente ficaria feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração." (Mateus 6:19-21)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/09/o_templo_de_sal.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/09/o_templo_de_sal.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-2095085091078154927?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/2095085091078154927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=2095085091078154927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/2095085091078154927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/2095085091078154927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/03/o-templo-de-salomao.html' title='O Templo de Salomão'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-sgmkmDTuteA/TXwEl408RCI/AAAAAAAABus/dA-zEjWBCx8/s72-c/templo-de-salomao-e-igreja-universal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-7412795975514883813</id><published>2011-03-03T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-03-03T00:16:58.369-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Direito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islamismo'/><title type='text'>O Dia de Ira nos países árabes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-ixzyQwFPlg8/TW8Gvrqoq0I/AAAAAAAABuo/T8vuOyQKUF8/s1600/size_590_protesto-egito-multidao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" l6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-ixzyQwFPlg8/TW8Gvrqoq0I/AAAAAAAABuo/T8vuOyQKUF8/s320/size_590_protesto-egito-multidao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No fim de 2010 uma série de protestos na Tunísia deu início à primeira revolução democrática nos países árabes e muçulmanos. Tal fato é um marco histórico, uma vez que desde a Revolução Iraniana de 1979, os países árabes mergulharam cada vez mais num regime governamental altamente conservador, gerando uma série de ditaduras agravadas ainda mais pelas invasões ocidentais ocorridas após o 11/09. Tal contraste social está gerando uma delicada situação onde ao mesmo tempo que tais países começam a reconstruir um modelo democrático baseado na atuação popular, os mesmos se veem ameaçados por uma interferência do mundo ocidental a recuperar toda a influência e controle social imposto antes da Revolução Islâmica, e pior, nos moldes pretendidos durante as guerras no Oriente Médio, estabelecidas pelos Estados Unidos, de modo a por em risco todo o conjunto das tradições seculares da cultura islâmica como um meio de "ocidentalizar" os países árabes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais fatos que estão acontecendo devem ser entendidos primeiramente sob uma perspectiva histórica dos fatores que acarretaram todas essas revoluções até chegarem nos conflitos dos dias de hoje. Com a ascensão do Islã e&amp;nbsp;a doutrina do profeta Mohammed&amp;nbsp;o Oriente Médio viveu uma verdadeira Era de Ouro, onde apesar de toda a cultura Persa e Maniqueísta ter sido varrida dos territórios muçulmanos, a nova sociedade em ascensão promoveu uma verdadeira revolução cultural em todas as áreas da ciência, desde a Filosofia até a Matemática.&amp;nbsp;Após a tomada de Constantinopla o&amp;nbsp;Império Muçulmano se desenvolveu de forma que deixou a Europa Medieval anos luz no atraso. Com a expansão do Império, e seu crescimento econômico, cada região organizou uma sociedade específica por conta de suas culturas peculiares. Entretanto, com a maior interação das economias árabes com o mercado europeu cada vez mais, o desenvolvimento econômico foi falando mais alto que o desenvolvimento cultural, de modo que cada vez mais a miséria foi tomando conta dessas sociedades. Podemos dizer que os princípios do Liberalismo foram invadindo o mundo árabe aos poucos, e com isso as elites locais foram firmando terreno nessas sociedades, o que mais tarde gerou as monarquias árabes onde poucas famílias tinham controle do mercado local e a sociedade em geral era obrigada a trabalhar para sustentar a região.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal fato acarretou uma tentativa de mudanças, principalmente em países como&amp;nbsp;o Império Otomano, hoje, a Turquia, e a região da Pérsia, hoje, o Irã. Curiosamente neste mesmo período de miséria e opressão, surgiu na Pérsia&amp;nbsp;um movimento político-religioso ocorrido no séc. XIX. A&amp;nbsp;Fé Babí que mais tarde culminou no surgimento da Fé Bahá'í, foi um movimento que antes de tudo, almejava&amp;nbsp;uma reforma da cultura islâmica, tão prejudicada e desfigurada pela apropriação dos bens e dos meios de produção por parte das elites locais. O movimento assim como qualquer atentado contra a ordem estabelecida foi duramente reprimido pelo governo local. Por pregar uma nova interpretação do Islã, segundo uma abordagem altamente humanista e filosófica, o líder de tal seita islâmica, o "Báb", foi preso e executado pelo governo do Primeiro Ministro Mírza Taqí Khán. Entretanto, o principal discípulo do Báb, "Bahá'u'lláh", reorganizou a Fé Babí, sendo ele o novo líder da comunidade, com isso surgindo a Fé Bahá'í.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal movimento religioso islâmico que mais tarde se tornou uma religião independente pregava uma das questões mais cruciais para entendermos toda a lógica dos acontecimentos atuais que é justamente a Democracia Laica nos países árabes. Com a exploração econômica advinda do Imperialismo europeu, os países árabes tornaram-se verdadeiras minas para o Ocidente, onde cada vez mais as potências europeias da época lucravam com a exploração das matérias primas do oriente. Com isso, estreitou-se os laços entre o Ocidente e os países árabes. As famílias mais ricas desses países ficavam cada vez mais ricas enquanto que a população ficava mais pobre. Com isso, mais tarde, essas famílias assumiriam o poder nessas regiões. Entretanto, a grande aproximação dos países árabes com o Ocidente gerou um choque cultural onde cada vez mais a cultura árabe foi sendo mesclada com a cultura ocidental. No caso do Irã, de fato, a cultura muçulmana estava sendo trocada pela cultura americana, principalmente entre os jovens, afinal, todas as novidades "made in USA" eram mais interessantes que a tradição advinda dos tempos de Mohammed.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como nos demais países árabes uma crescente onda de miséria, sendo consequência da intervenção americana e europeia em seus territórios, fez com que a população se visse realmente ameaçada pelo Ocidente, onde tal conflito existe desde os confrontos dos Cruzados com os Muçulmanos. Neste clima de instabilidade cultural e política, vários movimentos nacionalistas surgiram para reivindicarem a autonomia dos países árabes. Em face da invasão da cultura Ocidental na região, tal fato reacendeu a guerra cultural por motivos econômicos que existia desde a época das Cruzadas, e com isso, mais uma vez criou-se uma cultura de ódio ao diferente, onde o mundo árabe via o Ocidente como uma localidade sem regras morais ou limites culturais e políticos e a América e a Europa viam os muçulmanos com o mesmo olhar xenofóbico da época dos conflitos medievais. Para agravar o confronto, surgiu a questão Israel, onde o país recém criado na verdade era uma maneira do Ocidente manter suas bases políticas, econômicas e militares no Oriente Médio, com isso, levando a cabo a ideia de dominar as maiores fontes de petróleo na época, por curiosidade, o Irã, Iraque a região do Golfo Pérsico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é atoa que em pouco tempo, os Estados Unidos, que antes apoiava determinados governos como o do Iraque para que com isso tivesse acesso à região petrolífera do Irã, onde tal interesse culminou na guera Irã x Iraque, mais tarde transformasse a mesma região num campo de batalha, devido à maiores interesses em países como o Kuwait e os próprios Emirados Árabes Unidos, onde mais uma vez a questão do petróleo dominou toda a rede de conflitos deflagrados na Guerra do Golfo. Como já cansei de falar aqui no blog, todos os conflitos posteriores após o 11/09 tiveram suas razões nas tentativas falhas do Ocidente (e falo aqui como EUA e Europa como um todo) de adentrar nos territórios árabes para terem acesso às ricas jazidas de petróleo e outras matérias primas que poderiam alimentar generosamente o mercado mundial. É possível traçar tal jogo de interesse desde ações imperialistas até a incrível façanha dos dias de hoje de desenvolver os países do Golfo Pérsico como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, onde os mesmos são vistos como uma verdadeira porta de entrada do Ocidente para o Oriente Médio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal jogo de interesses econômicos tem uma séria repercussão na cultura local, pois muda os costumes assim como a geografia política, e por fim, acabando ou desfigurando tradições milenares, seja a simples alimentação, passando pela cultura jovem, a organização política e principalmente, a religião. Por tal ameaça, visível desde época da Revolução Iraniana, é que os movimentos de independência locais se tornaram "conservadores", no sentido literal de manter a cultura vingente. Entretanto, isto criou uma cultura fechada ao diferente, impedindo um acesso por parte da população ao resto do mundo e com isso isolando o mundo árabe e muçulmano num caldeirão a ponto de explodir. Para controlar tal fato, os líderes se utilizaram o Islã como guia de tais sistemas sociais, onde ao mesmo tempo manteu-se intacta a tradição cultural islâmica, mas ao mesmo tempo criou-se um clima de xenofobia em relação ao Ocidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As revoluções e movimentos nacionalistas criaram de fato um Islã conservador aos olhos do Ocidente, e um Ocidente intocável aos olhos e mãos da cultura muçulmana. Com isso essa cultura de ódio tornou-se recíprocra, numa situação que cada vez mais se torna menos saudável à estabilidade da política internacional. Ao mesmo tempo que o mundo muçulmano tenta impedir uma ocidentalização do Oriente Médio e países árabes, o Ocidente tenta impedir a nova "Invasão Muçulmana", onde cada vez mais muçulmanos vão morar na Europa, o que cria mais uma "ameaça" à cultura europeia, neste caso, muito menos danosa do que a eminente ameaça ocidental à cultura islâmica. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No centro disto tudo está a questão do Islamismo enquanto um conjunto de práticas culturais que vão desde as ciências até a própria política. A utilização da Chária enquanto um princípio legal está por minar qualquer tentativa de democratização nos países em que ela ainda vinga. Da mesma forma como a palavra "democracia" assusta o mundo muçulmano, pois a mesma possui o caráter ocidental da palavra, remetendo às instituições Norte Americanas principalmente. Tal medo é o mesmo da "Invasão Ocidental" desde os tempos das Cruzadas. Entretanto é preciso ver que tal fechamento do mundo muçulmano à instituições universais é a principal barreira entre o diálogo do mundo ocidental com o mundo muçulmano. Falar em laicismo e democracia popular é o mesmo temor que o mundo cristão nos séculos XVIII e XIX viviam durante as revoluções iluministas e sociais naquela época. O temor da transformação cultural passa pela iminência do novo. Por falar em novo, uma novidade nesta onda de protestos é que há uma grande adesão dos jovens, que nos dias de hoje, estão conectados ao mundo como nunca estiveram, de modo que esta geração, possui este grande avanço em relação à geração da Revolução Iraniana. Tal acesso à informação, fez com que se formasse uma massa crítica fixada em gerar uma transformação baseada na autonomia e formação de uma identidade árabe plenamente original e democrática. A prova disto está justamente na rápida difusão dos acontecimentos que tiveram seu "boom" com a divulgação dos vídeos e dos relatos via internet. Não é atoa que estes protestos estão sendo denominados de "Revolução da Juventude".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A visão do Estado Laico na cultura muçulmana passa pelo temor da perda de poder por parte das instituições religiosas. E de fato, a questão dos líderes religiosos nos países muçulmanos é algo muito delicado, pois a velha ideia de que "aqueles que possuem o poder tem medo de perdê-lo" está plenamente aplicado neste contexto dos protestos no mundo árabe. Caso tais protestos culminem numa revolução social, toda a estrutura de poder baseada na organização política através dos imãns e líderes religiosos irá por água abaixo. Da mesma forma como foi preciso acabar com o sistema governamental baseado na intervenção estrangeira no governo dos países árabes, é preciso acabar com a intervenção dos líderes religiosos nos países muçulmanos. Tal "teocracia islâmica" possui as mesmas características dos sistemas políticos no final do século XVIII e XIX, onde a Igreja possuia uma grande influência nas instituições políticas dos países europeus, mandando e desmandando no Estado como um norteador dos princípios legais e políticos das regiões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso ter consciência que a organização social e legal dos países árabes deve ser regida não pela religião, mas pelos princípios básicos dos Direitos Fundamentais. Ao mesmo tempo, deve-se entender que a cultura islâmica está tão enraizada na sociedade árabe que será impossível separar os princípios morais de certos aspectos dos ordenamentos jurídicos locais, entretanto, tais princípios advindos do Islamismo não podem sobrepujar os princípios dos Direitos Humanos que devem reger qualquer ordenamento constitucional. Tal medo das instituições mais conservadoras na sociedade muçulmana foi o mesmo medo que a Igreja sentiu quando viu o Código Canônico sendo substituído pela Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O laicismo do Estado não significará uma deturpação dos princípios do Islã, muito menos seu enfraquecimento dentro da sociedade muçulmana. Mas enquanto não houver essa separação do Estado e da religião, o mundo árabe ainda verá vários abusos dos Direitos Humanos em seus territórios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais abusos&amp;nbsp;como os que estamos vendo nos vídeos divulgados na imprensa internacional&amp;nbsp;onde mais de 3000 pessoas já foram mortas pelos governos árabes em nome dessa tentativa de preservar as tradições milenares, frente à essa transformação social orquestrada pela população local. A utilização da força militar pelo governo como um meio de barrar a atuação popular é uma maneira que vista a intimidação social por meio da dominação. O medo paralisa o homem e da mesma forma o faz agir. Neste caso, a população vê-se cada vez mais incentivada a lutar por algo que nunca foi presenciado em sua história. A cada dia tal transformação social está se tornando uma verdadeira bola de neve, sendo expandida para os países vizinhos, de modo que será muito difícil impedir a derrubada de tais governos por parte de seus governantes. Pela primeira vez na história do mundo árabe a sociedade está tomando consciência dessa necessidade dessa emancipação Estatal. É preciso que as instituições do Estado sejam organizadas e guiadas segundo a vontade popular, onde tal vontade reflete a cultura vivida pelo povo. Caso tais fenômenos tenham sua finalidade alcançada, o que acontecerá no mundo árabe será uma verdadeira reforma política de suas instituições. Os reis serão derrubados, e seus governos ditatoriais serão trocados por constituições democráticas, e principalmente, laicas. Como o Islã faz parte da cultura local, seus princípios básicos não deixarão de estar presentes na nova organização social proposta, entretanto, serão firmadas bases sólidas assentadas nos princípios dos Direitos Fundamentais inerente à qualquer ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso seja vitoriosa, tal revolução fará uma mudança radical não só nas estruturas sociais dos países árabes, mas também nas relações deles com o Ocidente. Entretanto é preciso ficar alerta para o que está acontecendo ao mesmo tempo que o povo está tomando as praças. Com o mesmo interesse econômico advindo da época do Imperialismo, os EUA assim como a Europa veem nesta série de protestos uma oportunidade de fincar suas bases no mundo árabe para mais uma vez conseguir o controle de suas estratégicas minas de matéria prima em prol de um discurso de ordem e paz. Vale lembrar que os princípios de ordem social nada mais são do que uma justificativa de manter o "status quo" no poder, neste caso, segundo a vontade de quem tem o poder, hoje as forças militares vindas dos EUA e da Europa. Tal interferência político-militar é uma grave ameaça à construção de um governo popular nos países árabes, que podem se tornar de fato independentes moldando uma identidade própria, não mais baseada no conservadorismo destrutivo, mas numa verdadeira Democracia Popular Árabe. Entretanto, ao mesmo tempo, tal empreitada pode se tornar mais uma ocupação ocidental nas terras árabes com o simples intuito de exploração econômica dos recursos da região. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cabe à população evitar que tal grito de independência se torne mais uma ver um fator de dependência do mundo árabe frente ao Ocidente, cujo neste jogo de interesses une as grandes empresas seja do lado do ocidente ou do mundo árabe. É preciso uma independência político, econômica e cultural, sem afetar as estruturas das tradições locais, mas também sem isolar a região como algo além do mundo, coisa que cada vez mais é o fator de conflitos entre as sociedades. Cada vez mais o homem vê essa necessidade de interação, mas é preciso definir a autonomia necessária a cada sociedade para que a mesma se desenvolva com os próprios pés e não se torne um hospedeiro para países parasitas da cultura alheia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-7412795975514883813?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/7412795975514883813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=7412795975514883813&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/7412795975514883813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/7412795975514883813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/03/o-dia-de-ira-nos-paises-arabes.html' title='O Dia de Ira nos países árabes'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-ixzyQwFPlg8/TW8Gvrqoq0I/AAAAAAAABuo/T8vuOyQKUF8/s72-c/size_590_protesto-egito-multidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-603647246452347860</id><published>2011-02-21T23:08:00.000-03:00</published><updated>2011-02-21T23:08:26.828-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Anarquismo (Parte 3)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-LFzrJhcDjC8/TWMaSAPHoMI/AAAAAAAABuc/ZGOND0Y-Qhw/s1600/V003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-LFzrJhcDjC8/TWMaSAPHoMI/AAAAAAAABuc/ZGOND0Y-Qhw/s320/V003.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante um breve período que infestou a história do anarquismo, alguns indivíduos isolados praticaram o assassinato de personagens simbólicos, para chamar atenção à injustiça. Durante a década de 1890, foram vítimas um rei da Itália, um presidente da França, um presidente dos Estados Unidos, uma imperatriz da Áustria e um primeiro-ministro espanhol. A maioria dos anarquistas nada tinha a ver com tais atos e consideravam-no com sentimentos variados, até que muitos reagiram horrorizados - como o novelista anarquista francês, Octave Mirabeau - quando Emill Henry jogou uma bomba num café, matando pessoas inocentes. Disse Mirabeau:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Um inimigo mortal do anarquismo não poderia agir com mais perfeição que Henry quando jogou sua inexplicável bomba no meio de pessoas pacíficas e anônimas. Henry diz, afirma e declara que é um anarquista. É possível. Todo partido tem seus criminosos e seus idiotas, porque todo partido tem seus homens."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terrorismo morreu rapidamente como método anarquista, exceto na Espanha e na Rússia, onde todos os métodos políticos têm sido tradicionalmente violentos. Apenas alguns anarquistas o praticaram, e pensar que o anarquista é um homem com uma bomba é o mesmo que considerar um católico como um dinamitador por causa de Guy Fawkes. Ele foi um católico inglês que viveu no início do século XVI. Revoltado contra o controle dos protestantes, tentou explodir o Parlamento usando vários barris de pólvora. Não conseguiu seu intento, foi preso, julgado, condenado e enforcado. Hoje, o "Dia de Guy Fawkes" (05 de novembro) é ocasião para ascender fogueiras e soltar foguetes, festejando uma traição considerada clássica, mesmo para um inglês. O personagem do filme "V de Vingança" é inspirado por Guy Fawkes. Os movimentos são manifestados através das ações dos indivíduos, mas devemos distinguir uma pessoa de sua idéia, e a idéia do anarquismo nunca foi invalidada pelo extremismo de fanáticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O anarquismo recuperou-se rapidamente dos danos causados pelos terroristas. No final do século teve sua fase de grande influência no desenvolvimento de um movimento de criação de uniões livres de sindicatos. O movimento se autodenominou anarco-sindicalismo. Sua idéia essencial era que os sindicatos deviam ser considerados não apenas instrumentos para conseguir melhores salários, mas agentes de transformação da sociedade. Os sindicatos estariam em constante luta pela mudança da sociedade através do método clássico da greve geral, tomando e administrando os meios de produção durante a revolução, para formar a infra-estrutura da nova sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi na Espanha que o anarco-sindicalismo, assim como o anarquismo, atingiu seu apogeu. Atraía os espanhóis por suas qualidades morais e idealistas; tornou-se não apenas um movimento político, mas tinha uma articulação quase religiosa de caráter puritano, que lhes deu uma Constituição Substituta. Teve seu apogeu na década de 30, com a Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNT), que tinha mais de 2 milhões de membros. Seu fim foi durante a Guerra Civil Espanhola, nos últimos anos da mesma década. Na Espanha, os anarquistas demonstraram a eficiência de seus métodos de prática; falharam na coordenação do movimento numa escala maior, mas, em Barcelona, a tática anarquista nos conflitos de rua derrotou os generais de Franco. Similarmente, nas áreas rurais, os camponeses estabeleceram comunas livres, que mesmo seus críticos mais ácidos ficaram impressionados pela eficácia natural e pela resistência espartana dos grupos que viviam de acordo com os ensinamentos dos profetas comunistas do século XIX. Toda essa camaradagem e auto-sacrifício, que demonstrava a possibilidade de prática da teoria anarquista por pequenos grupos, estava condenada a desaparecer porque a espontaneidade e a ação voluntária eram estranhas ao espírito de guerra, totalitário por natureza. Os anarquistas não puderam resistir aos fascistas que avançaram sobre as comunas do Sul, destruindo-as; nem aos comunistas que minaram a posição anarquista atrás das linhas republicanas. Dois anos de guerra e intriga política enfraqueceram os anarquistas espanhóis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento histórico criado por Bakunin e Proudhon morreu quando os exércitos de Franco marcharam sem oposição sobre Barcelona. Mas isto não ocorreu ao movimento anarquista, que renasceu na última década como a gênese do fogo de sua própria transformação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A 2ª Guerra Mundial, que se seguiu à vitória de Franco, completou o colapso do movimento anarquista internacional. Na Rússia, depois da Revolução de Outubro de 1917, os bolcheviques consideravam os anarquistas seus principais rivais e eliminaram-os. O advento do fascismo na Itália e do nazismo na Alemanha significou o fim do movimento anarquista em ambos os países, e os únicos anarquistas livres e ativos estavam na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Suíça e em países latino-americanos mais liberais, dos quais o México era o mais importante. Todos os países onde havia existido um movimento anarquista de massa, como Rússia, França, Itália e Espanha, estavam sob regime totalitário em 1942. Por conta disso, surgiu uma nova situação na história anarquista: Durante a 2ª Guerra, foi nos países de língua inglesa que o anarquismo demonstrou a maior vitalidade, e a tradição foi interpretada de uma forma totalmente nova. O estímulo não veio apenas dos refugiados, mas também de escritores originados do movimento modernista, que conheceram o anarquismo através de Oscar Wilde, William Morris e William Godwin.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa tendência do anarquismo, de alojar-se durante a década de 40 como uma semente nas opiniões dos intelectuais de língua inglesa, levou a interessantes desenvolvimentos teóricos, principalmente no campo da ciência e da educação. Os ensinamentos de Erich Fromm, especialmente em "O medo da liberdade", influenciaram os anarquistas em 1940, assim como a herética doutrina freudiana de Wilhelm Reich, que relacionava a repressão política com a psicologia e buscou na neurose as origens do poder coercitivo. O escritor anarquista mais influenciado pela teoria psicológica moderna foi Herbert Read, que adicionou às teorias de Freud, Adler e especialmente às de Jung outra característica concepção da teoria anarquista de 1940: o reconhecimento da necessidade de um novo tipo de educação que habilitaria o homem a aceitar e preservar a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Herbert Read sustentava que o sistema educacional como existia, com sua ênfase ao estudo meramente acadêmico, preparava os homens à obediência, não para a liberdade. Em seus livros, como Educação através da arte e Educação de homens livres, argumentava que as escolas deviam ser modificadas para educar os sentidos, antes de atingirem a mente. A personalidade harmônica, que resulta da educação através da arte, não só traria vida individual mais equilibrada, mas também atingiria com o menor distúrbio possível a pacífica transformação da sociedade que os anarquistas sempre sonharam; uma transformação em que as pessoas que estivessem em paz consigo mesmas e, portanto, em paz com os outros pudessem fazer com que a igualdade e a fraternidade fossem compatíveis com a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A característica marcante do neo-anarquismo que emergiu na Inglaterra e nos Estados Unidos no pós-guerra, assim como outros movimentos de protesto, foi a de que representou, principalmente, uma tendência entre os jovens e especialmente dos jovens da classe média. Movimentos anarquistas passados compunham-se principalmente de artistas e camponeses, com poucos líderes intelectuais recrutados na inteligentsia da classe média e alta. Mas, em 1962, uma pesquisa do jornal anarquista britânico Freedom revelou que, na Inglaterra, apenas 15% dos anarquistas pertenciam a tradicionais grupos de camponeses e operários; dos restantes 85%, o maior grupo consistia de professores e estudantes, e havia ainda muitos arquitetos, médicos, jornalistas e pessoas trabalhando independentemente como artistas ou artesãos. Proporções bastante similares existem nos movimentos anarquistas na maioria dos países do Ocidente. O novo libertarismo tem sido essencialmente uma revolta, não dos menos privilegiados e certamente não dos trabalhadores habilitados, os quais estão ocupados em defender suas recentes vitórias quanto ao padrão de vida, mas sim dos privilegiados que vêem a futilidade da riqueza como uma meta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida, um dos fatores que tem tornado o anarquismo popular entre os jovens é a sua oposição às culturas industriais tecnocráticas e crescentemente centralizadoras da Europa Ocidental, da América do Norte, do Japão e da Rússia. Neste contexto, uma importante figura moderadora, apesar de os anarquistas ortodoxos nunca a terem aceitado, foi Aldous Huxley. O pacifismo de Huxley e sua visão da iminência de uma explosão demográfica, da destruição ecológica e da manipulação psicológica, tudo isto reunido numa visão social que, de várias formas, antecipou a preocupação do neo-anarquismo durante os anos 60 e 70. Já em 1930, em "Admirável mundo novo", Huxley apresentou a primeira advertência sobre o tipo de alienação e de existência materialista produzido numa sociedade dominada pela tecnologia. No prefácio da edição de 1946 de seu livro, Huxley declarou que os perigos implícitos na tendência da vida moderna só poderiam ser rechaçados por meio de uma mudança radical para a descentralização e a simplificação em termos econômicos e formas políticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento no qual as idéias anarquistas talvez salientaram-se mais dramaticamente nos últimos anos foi o de Paris, na insurreição de 1968. De forma espontânea (onde os líderes dos partidos de esquerda e dos sindicatos tinham pouco controle) se realizou algo semelhante ao antigo esquema anarquista por uma revolução libertadora. Os estudantes ocuparam as universidades, hastearam a bandeira negra dos anarquistas no Bourse e incitaram os trabalhadores à greve e se reuniram em frente às fábricas. Por alguns dias o poderio de De Gaulle – e o nacionalismo que representava – ficou pendurado na balança; só mesmo um acordo feito com seus inimigos no exército fez com que seu domínio se mantivesse por tempo suficiente para que as forças conservadoras da sociedade francesa pudessem se reafirmar. Os acontecimentos em Paris demonstraram, assim como os similares em Atenas, Bangkok e outros lugares, que, apesar de suas sofisticadas técnicas de manter o poder, governos modernos são quase tão vulneráveis como seus predecessores, e, de certa forma, ainda mais vulneráveis, já que a sociedade contemporânea tornou-se envolvida numa máquina burocrática com uma estrutura de tal forma encadeada que mesmo uma pequena falha em seu funcionamento terá efeitos enormes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, devemos ter em mente que em nenhum lugar, nos últimos anos, uma rebelião espontânea resultou numa mudança da atual estrutura de poder. Os governos podem ter mudado, mas o padrão de autoridade não tem sido fundamentalmente rompido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até agora, de fato, tem havido pouco progresso no uso dos conceitos anarquistas de uma maior organização da sociedade, e é aqui que os críticos sentem que estão em chão mais firme, quando falam da dificuldade de manipular a indústria de massa e as massas populacionais, por métodos anarquistas. Mais ainda, não é impossível que a tecnologia possa oferecer alguns dos meios para este fim. A tecnologia por si só é neutra e, como Lewis Munford demonstrou muito tempo atrás em "Técnicas e civilização", não há nada que afirme que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida precise ser tanto centralizada como autoritária ou ecologicamente destrutiva. E é possível, para dar um exemplo, que chegue uma época em que o povo, no controle de sua tecnologia, possa usar as comunicações eletrônicas para informar-se de todos os aspectos de uma questão pública e usar os mesmos meios para tornar conhecidos e eficazes os seus desejos, sem intermediários. Desse modo, a instituição do plebiscito, que por ser hoje tão mal feita é raramente usada, poderia ser aplicada a todas as decisões importantes, e os plebiscitos poderiam ser ajustados às particularidades efetivamente afetadas por uma decisão. A democracia deve então ser direta e ativa novamente, como fora antes, pelo menos para os cidadãos, na antiga Atenas. E, se uma democracia eficaz, participatória e direta não pode ser a sociedade naturalmente ordenada da anarquia, ela poderia ainda representar um passo histórico nessa direção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part_2.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part_2.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-603647246452347860?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/603647246452347860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=603647246452347860&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/603647246452347860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/603647246452347860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/02/anarquismo-parte-3.html' title='Anarquismo (Parte 3)'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-LFzrJhcDjC8/TWMaSAPHoMI/AAAAAAAABuc/ZGOND0Y-Qhw/s72-c/V003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-4255883096497712132</id><published>2011-02-18T17:25:00.000-03:00</published><updated>2011-02-18T17:25:22.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Anarquismo (Parte 2)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eyvkVBmtMWs/TV7Vky_3CkI/AAAAAAAABt8/lhmIDqqWT88/s1600/Bakunin-Marx.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-eyvkVBmtMWs/TV7Vky_3CkI/AAAAAAAABt8/lhmIDqqWT88/s320/Bakunin-Marx.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gigantismo e a impersonalidade do Estado moderno são rejeitados pelo anarquismo. Os anarquistas querem criar um companheirismo entre indivíduos e eliminar o distanciamento entre os homens e o início das atividades sociais necessárias. Portanto, longe de pregar o colapso da sociedade com a destruição do Estado, os anarquistas querem reforçar os laços e os valores sociais através do fortalecimento das relações comunitárias nos níveis mais básicos. Sua idéia é reverter a pirâmide do poder, representada pelo Estado. Entendem que a responsabilidade começa entre indivíduos e pequenos grupos, e não da autoridade que desce do céu político pela escada da burocracia. Ninguém pode avaliar melhor essas necessidades do que aqueles que as sentem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui deve-se fazer um parênteses e determinar a diferença vital entre anarquistas e marxistas, pelo menos da forma como os marxistas têm atuado. Por causa da teoria de Marx, do domínio do fato econômico na exploração do homem pelo homem, seus seguidores tendem a ignorar as características vitais de outras formas de poder. Como resultado, eles não apenas elaboraram a teoria da ditadura do proletariado, mas também provaram sua invalidade deixando que a ditadura se tornasse um mesquinho governo partidário em todos os países comunistas. Ao ignorar os processos do poder, os revolucionários que se diziam seguidores de Marx destruíram a liberdade com tanta eficácia como qualquer bando de generais sul-americanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anarquistas têm a irônica vantagem sobre os marxistas de nunca haverem estabelecido uma sociedade livre de acordo com seus ideais, a não ser por pouco tempo e em áreas restritas e, portanto, não podem ser acusados de falhas na sua evolução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As sementes dos grandes movimentos anarquistas estão num trio composto por Pierre-Joseph Proudhon (o primeiro homem a aceitar o rótulo de anarquista com orgulho e desafio), o russo Michael Bakunin, que se ocupava em incitar à insurreição as minorias eslavas no Império Austríaco, e o alemão Karl Marx, notável criador de expressões históricas, que naquela época era a fonte mais irrepreensível da metafísica alemã. A contribuição deste último para aquela união consistia, aparentemente, de longas exposições da filosofia de Hegel para o aperfeiçoamento de seus companheiros. Marx seria o ancestral do atual comunismo autoritário, apesar de ele e de Engels só haverem publicado o Manifesto comunista em 1848. Proudhon e Bakunin se tornariam os fundadores do anarquismo, como um movimento revolucionário social. Com o tempo, as animosidades iriam dividi-los, e mesmo em 1840 suas relações eram cautelosas. Havia um contraste entre o dogmatismo rígido de Marx e a flexibilidade exploratória de Proudhon. Assim falou Bakunin sobre Marx:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Marx e eu éramos amigos naquela época. Nos víamos com freqüência, pois o respeitava por sua sabedoria e devoção séria e apaixonada, ainda que com uma certa vaidade pessoal, à causa do proletariado, e o procurava por sua conversa sempre inteligente e instrutiva. Mas não havia intimidade entre nós. Nossos temperamentos não se adaptavam. Ele me chamava de idealista sentimental, e estava certo. Eu o chamava de vaidoso, traiçoeiro e ardiloso, e eu também estava certo!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por algum tempo Marx e os dois anarquistas foram da mesma opinião de que as grandes revoluções anteriores ao século XIX, como a Revolução Inglesa do século XVII e as revoluções Francesa e Americana do século XVIII, avançaram pouco em direção a uma sociedade justa, porque foram revoluções políticas e não sociais. Elas reajustaram o padrão de autoridade, dando poder a novas classes, mas não modificaram efetivamente a estrutura social e econômica dos países onde ocorreram. O grande slogan da Revolução Francesa, liberdade, igualdade e fraternidade, se tornou uma piada, uma vez que a igualdade política era impossível sem igualdade econômica. A liberdade dependia de que o povo não fosse escravizado pela propriedade, e a fraternidade era impossível através da brecha que no fim do século XVIII ainda dividia ricos e pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem Marx, Bakunin ou Proudhon consideraram a possibilidade de que tais resultados pudessem ser herdados do processo revolucionário, cuja experiência no século XX sugere que sempre se impõe a substituição de uma elite por outra. Mas Proudhon e Bakunin entenderam mais claramente do que Marx que uma revolução que não se desfaz da autoridade criará sempre um poder mais penetrante e mais duradouro do que aquele a que substitui. Eles sustentavam que uma revolução sem autoridade, que destruísse as instituições poderosas e as substituísse por instituições de cooperação voluntária, poderia ocorrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marx foi mais realista. Reconhecia o papel do poder nas revoluções, mas acreditava que era possível criar uma nova forma de poder, o poder do proletariado, através do partido, que ao fim se dissolveria e produziria uma sociedade anarquista ideal, a que ele acreditava ser o objetivo final do esforço humano. Bakunin estava certo ao acusar Marx de ter um excessivo otimismo ao profetizar que a organização política marxista se tornaria uma rígida oligarquia de funcionários e tecnocratas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somente em 1860 essas aspirações começaram a aglutinar-se num real movimento anarquista. Durante a onda de revoluções que varreu a Europa em 1848, tanto Bakunin como Proudhon se envolveram. Um ano depois Proudhon foi preso, por suas críticas ao presidente recém-eleito, Luís Napoleão Bonaparte (sobrinho do verdadeiro Napoleão), que mais tarde se tornou imperador com o nome de Napoleão III. Proudhon passou o resto de sua vida na prisão ou no exílio. No fim de sua vida, que se deu em 1865, escreveu D"a capacidade política das classes trabalhadoras", no qual ele sustentava que os partidos políticos eram operados por membros de uma elite social e que os trabalhadores só controlariam seus próprios destinos quando criassem e controlassem suas próprias organizações para mudar a sociedade. Muitos trabalhadores franceses foram influenciados por essas idéias, formando um movimento que visava à regeneração da sociedade por meios econômicos. Se autodenominavam mutualistas, mas eram essencialmente anarquistas, que queriam atingir seus resultados pacificamente, através da cooperação entre produtores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das assembléias de 1862 a 1864, entre os discípulos franceses de Proudhon e os sindicatos ingleses, surgiu a Associação Internacional dos Trabalhadores, a Primeira Internacional. Os seguidores de Marx sustentavam que ele havia fundado a Internacional, mas, na verdade, não tomou parte das primeiras negociações. No encontro final em Londres, a 28 de setembro de 1864, onde a Associação foi estabelecida, Marx era apenas "uma figura muda na plataforma", como ele próprio declarou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a Primeira Internacional nunca foi de maioria marxista. Incluía socialistas, vários tipos de anarquistas e pessoas que não eram de nenhum dos dois. Ninguém sabe quantos membros teve. Tanto seus defensores, como seus inimigos, por várias razões, tendem a exagerar seu número de sócios e sua influência. Não há dúvida que, principalmente nos países de língua latina da Europa Meridional, a Associação estimulou os operários e os camponeses a lutar por seus direitos, como nunca haviam feito antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, através de toda devoção e elevadas aspirações, a Internacional se tornou um campo de batalha de ideologias e de personalidades. Proudhon estava morto quando a Associação se tornou uma organização ativa, em 1865, e as diferenças que começaram a aparecer entre o trio de revolucionários, havia muitos anos em Paris, sobreviveram e se ampliaram na Internacional. O conflito entre Marx e Bakunin não apenas refletiu diferenças de temperamento entre os protagonistas, mas também diferenças fundamentais de idéias, ou seja, de finalidades entre socialistas autoritários e anarquistas libertários. Marx e seus seguidores, que tinham melhor tática, conseguiram firmar-se em posição de poder organizacional. Foi Marx que redigiu as regras da Associação e obteve controle virtual do Conselho Geral, estabelecido em Londres. Sua influência nas sucursais, principalmente nos países latinos, não era tão forte, e os congressos anuais tornaram-se batalhas entre Marx e Bakunin (que liderava os contingentes espanhóis (onde floresceu o maior movimento anarquista do mundo), italianos e franco-suíços). Autoritários contra libertários, ação política contra ação industrial, ditadura do proletariado transitória contra abolição imediata de todos os poderes do Estado: o debate continuou, e os dois pontos de vista eram irreconciliáveis. O debate transformou-se em conflito, e em 1872 os marxistas expulsaram Bakunin e transferiram o Conselho Geral para Nova York, onde ficaria fora do alcance dos anarquistas. Por isso, a organização morreu em 1874. Entretanto, os anarquistas estabeleceram sua Internacional rival, que sobreviveu aos restos marxistas por três anos e terminou em 1877.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento anarquista sobreviveu como uma ideologia e não como organização em grupos isolados e indivíduos que se mantinham em contato, fazendo conferências que amedrontavam os doutores e raramente os unia. Alguns indivíduos dedicados e talentosos, como Peter Kropotkin e Errico Malatesta, moldaram a ideologia anarquista entre 1880 e 1900. Em um extremo estavam os seguidores de Leon Tolstoi, que pregava a resistência não-violenta, que influenciou Gandhi na sua estratégia do Satyagraha (desobediência civil), que finalmente deu independência à Índia. Outros devotaram-se às escolas livres ou às comunidades onde se tentava viver comunitariamente, sem as restrições impostas pela teoria utópica. Outros, ainda, buscaram a aliança entre o anarquismo e a revolução do movimento artístico que, na mudança do século, iniciou o movimento modernista na Europa e principalmente na França. Pintores como Pissarro, Signac, Valminck e o jovem Picasso se autodenominaram anarquistas, assim como o poeta Mallarmé e o escritor Oscar Wilde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part_1.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part_1.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-4255883096497712132?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/4255883096497712132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=4255883096497712132&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4255883096497712132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4255883096497712132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/02/anarquismo-parte-2.html' title='Anarquismo (Parte 2)'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eyvkVBmtMWs/TV7Vky_3CkI/AAAAAAAABt8/lhmIDqqWT88/s72-c/Bakunin-Marx.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-8698025634139834427</id><published>2011-02-13T12:21:00.001-03:00</published><updated>2011-02-13T14:47:00.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><title type='text'>Anarquismo (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-dh3JMFkgynM/TVf2zTrS7mI/AAAAAAAABto/RnBXV4UkoL4/s1600/anarquismo.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-dh3JMFkgynM/TVf2zTrS7mI/AAAAAAAABto/RnBXV4UkoL4/s1600/anarquismo.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando o rumo dos debates nos comentários, resolvi que é um momento propício pra um post sobre o anarquismo. Fiz, então, um resumo do resumo do texto de George Woodcock, feito em 2007, que traz um ponto de vista interessante desta forma de pensamento, que muitas vezes (se não todas) é associada a vandalismo, desorganização e coisas negativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anarquismo – o inimigo do rei e do Estado ainda vive&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma grande confusão em torno da palavra anarquismo. Muitas vezes a anarquia é considerada como um equivalente do caos e o anarquista é tido na melhor das hipóteses como um niilista, um homem que abandonou todos os princípios e, às vezes, até confundido com um terrorista inconseqüente. Muitos anarquistas foram homens com princípios desenvolvidos; uma restrita minoria realizou atos de violência que, em termos de destruição, nunca chegaram a competir com os líderes militares do passado ou com os cientistas nucleares de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A origem da palavra anarquismo envolve uma dupla raiz grega: archon, que significa governante, e o prefixo an, que indica sem. Portanto, anarquia significa estar ou viver sem governo. Por conseqüência, anarquismo é a doutrina que prega que o Estado é a fonte da maior parte de nossos problemas sociais, e que existem formas alternativas viáveis de organização voluntária. E, por definição, o anarquista é o indivíduo que se propõe a criar uma sociedade sem Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As raízes do pensamento anarquista são antigas. Doutrinas libertárias que sustentavam que, como ser normal, o homem pode viver melhor sem ser governado, já existiam entre os filósofos da Grécia e da China Antiga, e entre seitas cristãs heréticas da Idade Média. Já como movimento ativista - buscando mudar a sociedade por métodos coletivos - o anarquismo pertence unicamente aos séculos XIX e XX.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez a melhor forma de começar uma pesquisa sobre as atividades anarquistas é com o primeiro homem a aceitar o título de anarquista: Joseph Proudhon, um profeta intelectual que declarou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ser governado é ser zelado, inspecionado, doutrinado, aconselhado, controlado, assediado, pesado, censurado e ordenado por homens que não têm direito, nem conhecimento ou valor para tanto. Isto é o Estado, esta é sua justiça, esta é sua moral."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o fato mais significativo sobre Proudhon é que, apesar de sua influência e de seus adeptos, ele se recusava a estabelecer uma doutrina dogmática, como a que Marx transmitia a seus seguidores. Quando um admirador lhe cumprimentava pelo seu sistema, ele respondia indignado: "Meu sistema? Eu não tenho sistema!" Ele não acreditava em estruturas teóricas nem em estruturas estatais. As doutrinas, para ele, nunca eram completas. Suas formas e seu significado mudavam conforme a situação, e ele sustentava que a teoria política, como qualquer tipo de idéia, estava num processo de evolução constante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1840 Proudhon publicou o livro Qu’est-ce que la proprieté? (O que é a propriedade?). A resposta de Proudhon à pergunta feita a respeito do título do seu livro foi: "Propriedade é roubo". E essa expressão, que identifica o capitalismo e o Estado como os dois principais inimigos da liberdade, tornou-se um dos principais slogans do século.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proudhon também negava que houvesse fundado um partido político. Para ele, todos os partidos eram "variedades do absolutismo". No sentido formal isto era verdade, embora ele tenha reunido um grupo de discípulos do qual surgiu o primeiro movimento anarquista. Sua ação, quando foi eleito para a Assembléia Constituinte da França durante a Revolução de 1848, esteve relacionada à sua rejeição à idéia de partido político. Ele estava entre a pequena minoria de representantes que votou contra a Constituição aprovada pela Assembléia. Ao explicar suas razões, enfatizou que não votou contra uma forma específica de constituição: "Votei contra a constituição porque era uma constituição". Assim, ele estava reafirmando sua rejeição às formas fixas de organização política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, nunca foi possível falar no anarquismo como sistema político ou filosófico, como o marxismo, que entende que as obras de um homem que morreu em 1883 fornecem respostas infalíveis a todos os problemas. O anarquismo nunca foi representado por um partido político e consideram as constituições como sistemas políticos fixos, que fortalecem o Estado e institucionalizam o exercício do poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os libertários acreditam que a organização da vida comunitária, a nível político, deve ser substituída por uma organização social e econômica baseada num acordo livre entre os indivíduos. A liberdade não é algo para ser protegido e decretado por leis e Estado. É algo que se faz para si mesmo e que se reparte com os outros. O Estado e a lei são seus inimigos e, de cada ângulo do pensamento anarquista, essa é uma opinião unânime. O Estado é nocivo, e não traz a ordem, mas o conflito. A autoridade impede os impulsos naturais e faz com que os homens sejam estranhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1793, em seu grande livro Justiça política, William Godwin levanta a questão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O Estado lança suas mãos contra a elasticidade da sociedade e pára seu movimento. Dá consistência e permanência aos novos erros. Ele reverte as tendências naturais do nosso pensamento e, ao invés de nos permitir olhar para a frente, nos ensina a procurar a perfeição no passado. Ele nos induz a buscar o bem-estar público sem inovação e melhoramento, mas em nítida reverência aos nossos ancestrais, como se fosse da natureza humana sempre degenerar e nunca avançar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anarquistas sustentam que não podemos usar nossa experiência do presente para planejar o futuro, onde as condições podem ser bem diferentes. Se exigirmos liberdade de escolha, devemos esperar a mesma exigência de nossos sucessores. Podemos apenas tentar eliminar as injustiças que conhecemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O anarquista é, na verdade, um discípulo natural do filósofo grego Heráclito, que postulava que a unidade da existência consiste na sua constante mudança. "Sobre aqueles que entram no mesmo rio", disse Heráclito, "as águas que fluem são constantemente diferentes". Essa é uma boa imagem do anarquismo, já que exprime a idéia de uma teoria cheia de variações, que se move entre as margens dos conceitos comuns. Portanto, mesmo havendo diferentes opiniões anarquistas, existe uma filosofia definida, assim como uma tendência anarquista reconhecida. Essa filosofia envolve três elementos: uma crítica à sociedade como ela é, uma visão de uma sociedade alternativa e um planejamento para pôr em prática esta transformação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sabedoria chinesa tinha sido descoberta recentemente pelos anarquistas. Para eles, o conceito da unidade da lei natural veio da antiguidade clássica, através dos neoplatônicos e da Alexandria helênica. Na Renascença, Deus foi retirado do seu lugar e/ou racionalizado no princípio da harmonia. Provavelmente o indivíduo mais influente na transmissão deste conceito foi o escritor suíço Jean-Jacques Rousseau, autor das famosas "Confissões".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rousseau foi acusado de protoliberal, protocomunista e proto-anarquista. Muitos de seus críticos, julgando apenas o seu lado autoritário, consideraram-no o principal responsável pela deificação do Estado que surgiu na Revolução Francesa e em todas as subseqüentes. Sua teoria de um contrato social implícito, pelo qual a autoridade fora estabelecida no passado e comprometera as gerações seguintes, era repugnante para os anarquistas que tinham a idéia de um futuro livre. Apesar das objeções à idéia de um contrato social primitivo, um grande grupo de anarquistas deriva de Rousseau, com sua ênfase romântica na espontaneidade, sua idéia de educação como o desenvolvimento do que é latente na criança de forma que os instintos naturais para o bem e sua percepção das virtudes primitivas são desenvolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito de Rousseau não ser o primeiro escritor a esboçar o conceito do nobre selvagem, é evidente que os anarquistas receberam principalmente dele sua predileção pelo homem pré-civilizado. Seus artigos descreviam várias sociedades primitivas capazes de conciliar suas obrigações sociais e até mesmo criar culturas razoavelmente elaboradas sem recorrer, pelo menos abertamente, a um sistema de autoridade. O pensamento anárquico está claramente resumido numa frase de Rousseau: "O homem nasceu livre e está acorrentado em toda parte".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essencialmente, os anarquistas acreditam que, se o homem obedecer às leis naturais da sua própria espécie, será capaz de viver em paz com seus semelhantes. Em outras palavras, o homem pode não ser naturalmente bom mas, segundo os anarquistas, é naturalmente social. São as instituições autoritárias que deformam e atrofiam suas tendências cooperativas. Durante o século XIX, essa idéia foi apoiada por várias teorias da evolução, que foram sendo gradualmente aceitas até o final do século com a publicação da marcante "Origem das espécies", de Charles Darwin, em 1859.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/anarquismo_part.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-8698025634139834427?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/8698025634139834427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=8698025634139834427&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8698025634139834427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/8698025634139834427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/02/anarquismo-parte-1.html' title='Anarquismo (Parte 1)'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dh3JMFkgynM/TVf2zTrS7mI/AAAAAAAABto/RnBXV4UkoL4/s72-c/anarquismo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-3049927872671359863</id><published>2011-02-04T20:57:00.000-03:00</published><updated>2011-02-04T20:57:23.899-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Os Gnósticos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUySOonS8JI/AAAAAAAABtk/IBmDYWpeM4U/s1600/jung-redbook-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="194" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUySOonS8JI/AAAAAAAABtk/IBmDYWpeM4U/s320/jung-redbook-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A gnose das correntes esotéricas possui dois traços bem característicos. Por um lado, abole a distinção entre fé e conhecimento (a fé não é mais necessária, a partir do momento em que se sabe); por outro, supostamente possui uma função soteriológica, isto é, contribui para a evolução individual daquele que a pratica. O termo gnose serve para designar tanto essa própria atitude espiritual e intelectual quanto os corpus de referência que a ilustram."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Antoine Faivre)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras gnóstico e gnosticismo não são exatamente comuns no vocabulário dos nossos contemporâneos. De fato, há mais pessoas familiarizadas com o antônimo de gnóstico, isto é, "agnóstico"; literalmente, esse termo significa um desconhecedor ou ignorante, mas em sentido figurativo descreve uma pessoa sem fé religiosa, que não se ressente de ser chamada de ateísta. No entanto os gnósticos já existiam muito antes dos agnósticos, e, na maioria, parecem ter representado uma classe muito mais interessante que o último grupo. Em oposição aos não-conhecedores, eles se consideravam conhecedores - gnostikoi, em grego - denotando aqueles que possuem a gnose ou o conhecimento. Os gnósticos viveram, na maior parte, durante os três ou quatro primeiros séculos da Era Cristã. Em geral, provavelmente eles não teriam se autodenominado "gnósticos"; teriam se considerado cristãos, ou mais raramente judeus, ou ainda seguidores das tradições dos antigos cultos do Egito, da Babilônia, da Grécia e de Roma. Não eram sectários nem membros de uma nova religião específica, como queriam seus detratores, mas pessoas que compartilhavam entre si certa atitude perante a vida. Pode-se dizer que essa atitude consistia na convicção de que o conhecimento direto, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos, e, mais ainda, que a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse conhecimento ou Gnose não era concebido como um saber racional de natureza científica, ou mesmo um saber filosófico da verdade, mas um conhecimento que brota no coração de forma misteriosa e intuitiva, sendo, portanto, chamado em pelo menos uma obra gnóstica (o Evangelho da Verdade) de Gnosis Kardias (o conhecimento do coração). Trata-se, é claro, de um conceito que é ao mesmo tempo religioso e altamente psicológico, pois o significado, o propósito da vida não aparece então nem como a fé - com sua ênfase na crença cega, e na também cega repressão - nem como as ações, com sua extrovertida orientação para as boas ações, mas sim como uma transformação e uma visão interior; em suma, um processo ligado à psicologia profunda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se passarmos a considerar os gnósticos como os primeiros profissionais da psicologia profunda, torna-se imediatamente aparente a razão pela qual a prática e o ensinamento gnóstico, de forma radical, diferia da prática e do ensinamento da ortodoxia cristã e judaica. O conhecimento do coração, em favor do qual os gnósticos se empenhavam não podia ser adquirido por meio de uma barganha com Jeová, ou através de um tratado ou aliança que garantisse bem-estar espiritual e físico ao homem, em troca do cumprimento servil de um conjunto de regras. Da mesma forma, não se poderia obter a Gnose pela mera crença fervorosa de que a atitude de sacrifício de um homem divino na história pudesse aliviar a carga de culpa e frustração de nossos ombros e assegurar bem-aventurança perpétua, além dos limites da existência mortal. Os gnósticos não negaram o benefício do Torá nem a magnificência da figura de Cristo, o ungido do Deus supremo. Eles consideravam a Lei necessária a um certo tipo de personalidade, que precisa de regras para o que atualmente poderíamos chamar de "a formação e o fortalecimento do ego psicológico". Também não negaram a importância da missão do personagem misterioso que, em seu disfarce, era conhecido pelos homens como o rabino Joshua de Nazaré. A Lei e o Salvador, os dois mais reverenciados conceitos de judeus e cristãos tornam-se, para os gnósticos, apenas meios para um fim maior que esses mesmos conceitos. Eles configuravam incentivos e artifícios, de alguma forma capazes de conduzir ao conhecimento pessoal que, uma vez obtido, prescinde tanto da lei como da fé. Para eles, como para Carl Jung muitos séculos depois, a teologia e a ética constituíam apenas pontos de partida no caminho do autoconhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezessete ou dezoito séculos separam-nos dos gnósticos. Durante esse período, o gnosticismo tornou-se não apenas uma fé esquecida (como um de seus intérpretes, G. R. S. Mead, chamou-o), mas também uma fé e uma verdade reprimidas. Aparentemente, quase nenhum outro grupo foi temido e odiado de forma tão incansável e persistente, por quase dois milênios, quanto os infelizes gnósticos. Textos de teologia ainda se referem a eles como os primeiros e mais perniciosos de todos os hereges, e a era do ecumenismo não lhes parece ter estendido nenhum dos benefícios do amor cristão. Muito antes de Hitler, o imperador Constantino e seu cruel episcopado iniciaram a prática do genocídio religioso contra os gnósticos, sendo esses primeiros holocaustos seguidos por muitos outros no decorrer da história. A última grande perseguição terminou com o sacrifício de aproximadamente duzentos gnósticos em 1244, no castelo de Montségur, na França, um acontecimento que Laurence Durell descreveu como "as Termópilas da alma Gnóstica". Apesar disso, alguns proeminentes representantes das vítimas do último holocausto não consideraram a minoria religiosa mais perseguida da história como companheira de infortúnio, como indicam os ataques de Martin Buber a Jung e ao gnosticismo. Judeus e cristãos, católicos, protestantes e os ortodoxos orientais (e, no caso da Gnose Maniqueísta, até os zoroastristas, os muçulmanos e os budistas) odiaram e perseguiram os gnósticos com persistente determinação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por quê? Seria apenas porque seu antinomianismo ou sua desconsideração pela lei moral escandalizava os rabinos, ou porque suas dúvidas relativas à encarnação física de Jesus e sua reinterpretação da ressurreição enfurecia os sacerdotes? Seria porque eles rejeitavam o casamento e a procriação, como afirmam alguns de seus detratores? Eram eles detestados devido a licenciosidades e orgias, como alegam outros? Ou poderia ocorrer que os gnósticos realmente tivessem algum conhecimento, e que esse conhecimento os tornasse sumamente perigosos às instituições, tanto seculares como eclesiásticas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é fácil responder a essa indagação; contudo, deve-se fazer uma tentativa. Poderíamos ensaiar uma resposta dizendo que os gnósticos diferiam da maior parte da humanidade, não apenas em detalhes de crença ou de preceitos éticos, porém em sua visão mais essencial e fundamental da existência e de seu propósito. Sua divergência era "radical" no sentido mais exato da palavra, por reportar-se à raiz (latim: radix) das atitudes e conjeturas da humanidade com respeito à vida. Independentemente de suas crenças filosóficas e religiosas, a maioria das pessoas acalenta certas suposições inconscientes, pertencentes à condição humana, que não originam das atividades convergentes de formulação da consciência, mas que irradiam de um profundo e inconsciente substrato da mente. Essa mente é regida pela biologia, e não pela psicologia; ela é automática, e não está sujeita a escolhas conscientes nem a percepções. A mais importante dessas suposições, a qual poder-se-ia dizer que sintetiza todas as outras, consiste na crença de que o mundo é bom e que o nosso envolvimento nele é de alguma forma desejável e fundamentalmente benéfico. Essa premissa conduz a inúmeras outras, todas mais ou menos caracterizadas pela submissão às condições externas e às leis que parecem governá-las. A despeito dos incontáveis acontecimentos incoerentes e maléficos em nossas vidas, dos incríveis fatos que se sucedem, dos desvios das reiteradas insanidades da história humana, tanto coletiva como individualmente, acreditaremos ser nossa incumbência prosseguir com o mundo, pois ele é, afinal, o mundo de Deus, devendo, portanto, haver significado e bondade ocultos em seus processos, mesmo que seja difícil discerni-los. Assim, devemos continuar no cumprimento de nosso papel dentro do sistema, da melhor maneira possível, sendo filhos obedientes, maridos zelosos, esposas respeitosas, bem-comportados açougueiros, padeiros, fabricantes de velas, esperando contra toda a esperança, que uma revelação do significado resulte, de algum modo, dessa vida de resignação sem sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é assim, disseram os gnósticos. Dinheiro, poder, governo, constituição de famílias, pagamento de impostos, a infinita série de armadilhas das circunstâncias e obrigações - nada disso foi jamais rejeitado tão total e inequivocamente na história humana como pelos gnósticos. Estes nunca esperaram que alguma revolução política ou econômica pudesse ou devesse eliminar todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana encontra-se aprisionada. Sua rejeição não se referia a um governo ou sistema de propriedade em favor de outro; ao contrário, dizia respeito à total e predominante sistematização da vida e da experiência. Portanto, os gnósticos eram, na verdade, conhecedores de um segredo tão fatal e terrível que os governantes deste mundo - i.e., os poderes secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade - não podiam permitir ver esse segredo conhecido, e muito menos tê-lo publicamente proclamado em seus domínios. De fato, os gnósticos sabiam algo: a vida humana não alcança a sua realização dentro das estruturas e instituições da sociedade, porque estas representam, na melhor das hipóteses, apenas obscuras projeções de outra realidade mais fundamental. Ninguém atinge sua verdadeira natureza individual sendo o que a sociedade espera nem fazendo o que ela deseja. Família, sociedade, igreja, ocupação e profissão, lealdade patriótica e política, bem como regras e normas morais e éticas, na realidade de modo algum conduzem ao verdadeiro bem-estar espiritual da alma humana. Ao contrário, constituem, com maior freqüência, as próprias algemas que nos alienam de nosso real destino espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse aspecto do gnosticismo foi considerado herético em épocas passadas e até hoje costuma ser chamado de "negação do mundo" e "anti-vida"; porém constitui, obviamente, nada mais que boa psicologia e boa teologia espiritual, por se tratar de bom senso. O político e o filósofo social podem considerar o mundo um problema a ser resolvido, mas o gnóstico, com seu discernimento psicológico, reconhece-o como uma condição da qual precisamos nos libertar pela visão interior. Isso porque os gnósticos, como os psicólogos, não buscam a transformação do mundo, mas a transformação da mente, com sua consequência natural - uma mudança de postura perante o mundo. A maior parte das religiões também tende a ratificar uma atitude familiar de interiorização na teoria; contudo, como resultado de sua presença dentro das instituições da sociedade, elas sempre negam isso na prática. As religiões costumam se iniciar como movimentos de libertação radical seguindo linhas espirituais mas, inevitavelmente, terminam como pilares das próprias sociedades, as carcereiras de nossas almas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se desejamos obter a Gnose, o conhecimento do coração que liberta os seres humanos, devemos nos desvencilhar do falso cosmo criado pela nossa mente condicionada. A palavra grega Kosmos, bem como o vocábulo hebraico Olam, embora quase sempre mal traduzidos como Mundo, realmente designam mais o conceito de Sistemas. Quando os gnósticos diziam que o "sistema" à sua volta era mau e que precisaríamos sair dele para conhecer a verdade e descobrir o seu significado, comportavam-se não só como precursores de inúmeros alienados da sociedade - de São Francis de Assis até os Beatniks e os Hippies - mas também exprimiam um fato psicológico desde então redescoberto pela moderna psicologia profunda: Jung reafirmou uma antiga percepção gnóstica ao dizer que o extrovertido ego humano deve, em primeiro lugar, tomar plena consciência de sua própria alienação do "Self Superior" antes de poder começar a retornar ao estado de união mais íntima com o inconsciente. Até nos conscientizarmos inteiramente da inadequação de nosso estado de extroversão e de sua insuficiência quanto às nossas necessidades espirituais mais profundas, não obteremos nenhum grau sequer de individuação, através da qual uma personalidade mais madura e ampla surge. O ego alienado é o precursor e uma pré-condição inevitável do ego individualizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como Jung, os gnósticos não rejeitavam necessariamente a Terra per se, mas a reconheciam como uma tela sobre a qual o Demiurgo projeta seu sistema ilusório. Quando nos deparamos com uma condenação do mundo nos escritos gnósticos, o termo usado é fatalmente Kosmos (ordem, organização) ou Este eon, e nunca a palavra Ge (Terra), que consideravam neutra, se não totalmente satisfatória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era desse conhecimento - o conhecimento que se tem no próprio coração a respeito da inutilidade espiritual e absoluta insuficiência das instituições e valores estabelecidos do mundo exterior - que os gnósticos valiam-se para construir tanto uma imagem de ser universal como um sistema de inferências coerentes a serem extraídas dessa imagem (Como era de esperar, eles o realizaram não tanto em termos de filosofia e teologia, mas em termos de mito, ritual e cultivo das qualidades imaginativas e mitopoéticas da alma). Como muitas outras pessoas inteligentes e sensíveis, antes e depois de sua época, eles se sentiram estrangeiros num país desconhecido, uma semente abandonada dos mundos distantes de luz infinita. Alguns, tal como a juventude alienada dos anos 60, retiraram-se para comunidades e eremitérios à margem da civilização. Outros, mais numerosos talvez, permaneceram em meio à vasta cultura metropolitana das grandes cidades, como Alexandria e Roma, aparentemente desempenhando seus papéis na sociedade, enquanto no íntimo serviam a um mestre diferente - no mundo, mas não do mundo. A maioria deles tinha instrução, cultura e riqueza; entretanto, continuavam conscientes do inegável fato de que todas essas realizações e tesouros perdem a cor perante a Gnose do coração, o conhecimento do que existe. Não surpreende que o mago de Küstnacht, que desde sua primeira infância buscou e encontrou a própria Gnose, tivesse afinidade com esse povo estranho e solitário, esses peregrinos da eternidade, prontos para voltar ao lar entre as estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;- &lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/10/os_gnosticos.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/10/os_gnosticos.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-3049927872671359863?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/3049927872671359863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=3049927872671359863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/3049927872671359863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/3049927872671359863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/02/os-gnosticos.html' title='Os Gnósticos'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUySOonS8JI/AAAAAAAABtk/IBmDYWpeM4U/s72-c/jung-redbook-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-6418480664628186809</id><published>2011-01-31T13:48:00.000-03:00</published><updated>2011-01-31T13:48:22.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Cegos guiando cegos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUbnqfSZ44I/AAAAAAAABtQ/3IKebs5QZco/s1600/the-blind-leading-the-blind.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="179" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUbnqfSZ44I/AAAAAAAABtQ/3IKebs5QZco/s320/the-blind-leading-the-blind.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Porventura pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Lucas, VI, 39).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sabes que os fariseus ouvindo o que disseste, ficaram escandalizados? Mas ele respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. Deixai-os, são cegos guias de cegos. Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Mateus, XV, 12-14)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tolos moram na escuridão (da ignorância), embora considerem a si próprios como sábios e eruditos. Assim, iludidos, dando voltas por muitos caminhos tortuosos, os tolos se assemelham a um cego que guia outro cego.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Katha Upanishad, parte I:(2,5))&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos ser cegos guiando e sendo guiados por outros cegos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém que não quiser errar o caminho precisa seguir alguém que o conheça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém melhor do que Sidarta Gautama, o Buda, para nos fazer abrir os olhos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho a impressão de que também tu procuraste a senda. Não me queres revelar algo a esse respeito, meu prezado amigo? Perguntou Govinda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao que replicou Sidarta:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Que poderia eu dizer-te? Só talvez que procuras demais, que de tanta busca não tens tempo para encontrar coisa alguma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Por quê? Perguntou Govinda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando alguém procura muito – explicou Sidarta – pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente. Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma. Pode ser que tu sejas realmente um buscador, já que no afã de te aproximares da tua meta, não enxergas certas coisas que se encontram bem perto dos teus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ó Sidarta, tens alguma doutrina? Algum credo? Algum conhecimento que te oriente e te ajude a viver, praticando o Bem? – perguntou Govinda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...) A sabedoria não pode ser comunicada. A sabedoria que um sábio quiser transmitir sempre cheirará a tolice.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Estás brincando? – perguntou Govinda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não brinco, não. Digo apenas o que percebi. Os conhecimentos podem ser transmitidos, mas nunca a sabedoria. Podemos achá-la, podemos vivê-la, podemos consentir em que ela nos norteie; podemos fazer milagres através dela. Mas não nos é dado pronunciá-la ou ensiná-la. Esse fato, já o vislumbrei às vezes na minha juventude. Foi ele que me afastou dos meus mestres. “O oposto de cada verdade é igualmente verdade.” Isso significa: uma verdade só poderá ser comunicada e formulada por meio de palavras, quando for unilateral. Ora, unilateral é tudo quanto possamos apanhar pelo pensamento e exprimir pela palavra. Tudo aquilo é apenas um lado das coisas, não passa de parte, carece de totalidade, está incompleto, não tem unidade. Sempre que Augusto Gotama nas suas aulas nos falava do mundo, era preciso que o subdividisse em Samsara e Nirvana, em ilusão e verdade, em sofrimento e redenção. Não se pode proceder de outra forma. Não há outro caminho para quem quiser ensinar, Mas o próprio mundo, o ser que nos rodeia e existe no nosso intimo, não é nunca unilateral. Nenhuma criatura humana, nenhuma ação é inteiramente Samsara nem inteiramente Nirvana. Homem algum é inteiramente santo ou totalmente pecador. Uma vez que facilmente nos equivocamos, temos a impressão de que o tempo seja algo real. Não, o tempo não é real. E se o tempo não é real, não passa tampouco de ilusão aquele lapso que nos parece estender-se entre o mundo e a eternidade, entre o tormento e a bem-aventurança, entre o Bem e o Mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não acredite em mim porque você me vê como o seu mestre", ele disse. "Não acredite em mim porque os outros acreditam. E não acredite em nada pelo fato de o ter lido num livro. Não deposite sua fé em relatos, na tradição, em boatos, nem na autoridade de líderes religiosos ou de textos. Não confie na simples lógica, nem na inferência, nem nas aparências, nem na especulação."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Buda enfatizou repetidamente a impossibilidade de algum dia chegar à Verdade desistindo de sua própria autoridade e seguindo a opinião dos outros. Esse caminho só conduzirá a uma opinião, sua ou de outra pessoa. O Buda encorajava as pessoas a saber por elas mesmas que certas coisas são nocivas e erradas. E quando vocês fizerem isso, então desistirão delas. E quando souberem por si mesmas que certas coisas são saudáveis e boas, então as aceitarão e seguirão. A mensagem é sempre examinar e ver por si mesmo. Quando você vir por si mesmo o que é verdadeiro&amp;nbsp;- e esse é realmente o único modo pelo qual você pode conhecer genuinamente qualquer coisa - quando isso acontecer, aceite-o. Até aí, apenas deixe de lado o julgamento e a crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos começar qualquer real investigação sobre a Verdade, com alguma suposição ou crença de qualquer tipo. Devemos estar dispostos a ver as coisas como são, em lugar de vê-las como esperamos e queremos que elas sejam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e benefício de todos, aceite-o e viva-o.” (Sidarta Gautama, o Buda)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não podemos apreender a Verdade com palavras. Só a podemos ver, ter a experiência dela, por nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Por que cegamos, não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem" (J. Saramago)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O medo cega, já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.[...] Quantos cegos serão preciso para fazer uma cegueira, Ninguém soube responder." (J. Saramago) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Cegos Guiando Cego&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- &lt;a href="http://cegoguiandocego.blogspot.com/2010/05/pieter-bruegel-parabola-do-cego-guiando.html"&gt;http://cegoguiandocego.blogspot.com/2010/05/pieter-bruegel-parabola-do-cego-guiando.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-6418480664628186809?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/6418480664628186809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=6418480664628186809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6418480664628186809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6418480664628186809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/01/cegos-guiando-cegos.html' title='Cegos guiando cegos'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUbnqfSZ44I/AAAAAAAABtQ/3IKebs5QZco/s72-c/the-blind-leading-the-blind.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-4544838772534351342</id><published>2011-01-26T19:08:00.000-03:00</published><updated>2011-01-26T19:08:25.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><title type='text'>Brasileiros entrevistam Julian Assange</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUCbPf9YxuI/AAAAAAAABtE/UPry-OeNnfU/s1600/Assange.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="184" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUCbPf9YxuI/AAAAAAAABtE/UPry-OeNnfU/s320/Assange.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não somos uma organização exclusivamente da esquerda. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e pela justiça”. Essa é apenas uma das muitas afirmações feitas pelo fundador e publisher do WikILeaks, Julian Assange, em entrevista aos internautas brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrevista será publicada por diversos blogs, entre eles: Blog do Nassif, Viomundo, Nota de Rodapé, Maria Frô, Trezentos, Fazendo Média, FAlha de S Paulo, O Escrevinhador, Blog do Guaciara, Observatório do Direito à Comunicação, Blog da Dilma, Futepoca, Elaine Tavares, Blog do Mello, Altamiro Borges, Doutor Sujeira, Blog da Cidadania, Óleo do Diabo, Escreva Lola Escreva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julian, que enfrenta um processo na Suécia por crimes sexuais e atualmente vive sob monitoramento em uma mansão em Norfolk, na Inglaterra, concedeu a entrevista para internautas que enviaram perguntas a este blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu selecionei doze perguntas dentre as cerca de 350 que recebi – e não foi fácil. Acabei privilegiando perguntas muito repetidas, perguntas originais e aquelas que não querem calar. Infelizmente, nem todos foram contemplados. Todas as perguntas serão publicadas depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final, os brasileiros não deram mole para o criador do WikiLeaks. Julian teve tempo de responder por escrito e aprofundar algumas questões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado é uma entrevista saborosa na qual ele explica por que trabalha com a grande mídia – sem deixar de criticá-la -, diz que gostaria de vir ao Brasil e sentencia: distribuir informação é distribuir poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo: se virasse filme de Hollywood, o editor do WikiLeaks diz que gostaria de ser interpretado por Will Smith.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A seguir, a entrevista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários internautas - O WikiLeaks tem trabalhado com veículos da grande mídia – aqui no Brasil, Folha e Globo, vistos por muita gente como tendo uma linha política de direita. Mas além da concentração da comunicação, muitas vezes a grande mídia tem interesses próprios. Não é um contra-senso trabalhar com eles se o objetivo é democratizar a informação? Por que não trabalhar com blogs e mídias alternativas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por conta de restrições de recursos ainda não temos condições de avaliar o trabalho de milhares de indivíduos de uma vez. Em vez disso, trabalhamos com grupos de jornalistas ou de pesquisadores de direitos humanos que têm uma audiência significativa. Muitas vezes isso inclui veículos de mídia estabelecidos; mas também trabalhamos com alguns jornalistas individuais, veículos alternativos e organizações de ativistas, conforme a situação demanda e os recursos permitem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem. No caso do Brasil, que tem um governo de esquerda, nós sentimos que era preciso um jornal de centro-direita para um melhor escrutínio dos governantes. Em outros países, usamos a equação inversa. O ideal seria podermos trabalhar com um veículo governista e um de oposição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Salles – Na sua opinião, o que é mais perigoso para a democracia: a manipulação de informações por governos ou a manipulação de informações por oligopólios de mídia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa, porque quando um governo as manipula em detrimento do público e a mídia é forte, essa manipulação não se segura por muito tempo. Quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas como os interesses ou afiliações perniciosas da mídia e de seus donos permitem abusos por parte dos governos. O exemplo mais claro disso foi a Guerra do Iraque em 2003, alavancada pela grande mídia dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eduardo dos Anjos – Tenho acompanhado os vazamentos publicados pela sua ONG e até agora não encontrei nada que fosse relevante, me parece que é muito barulho por nada. Por que tanta gente ao mesmo tempo resolveu confiar em você? E por que devemos confiar em você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O WikiLeaks tem uma história de quatro anos publicando documentos. Nesse período, até onde sabemos, nunca atestamos ser verdadeiro um documento falso. Além disso, nenhuma organização jamais nos acusou disso. Temos um histórico ilibado na distinção entre documentos verdadeiros e falsos, mas nós somos, é claro, apenas humanos e podemos um dia cometer um erro. No entanto até o momento temos o melhor histórico do mercado e queremos trabalhar duro para manter essa boa reputação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diferente de outras organizações de mídia que não têm padrões claros sobre o que vão aceitar e o que vão rejeitar, o WikiLeaks tem uma definição clara que permite às nossas fontes saber com segurança se vamos ou não publicar o seu material.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aceitamos vazamentos de relevância diplomática, ética ou histórica, que sejam documentos oficiais classificados ou documentos suprimidos por alguma ordem judicial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários internautas – Que tipo de mudança concreta pode acontecer como consequência do fenômeno Wikileaks nas práticas governamentais e empresariais? Pode haver uma mudança na relação de poder entre essas esferas e o público?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;James Madison, que elaborou a Constituição americana, dizia que o conhecimento sempre irá governar sobre a ignorância. Então as pessoas que pretendem ser mestras de si mesmas têm de ter o poder que o conhecimento traz. Essa filosofia de Madison, que combina a esfera do conhecimento com a esfera da distribuição do poder, mostra as mudanças que acontecem quando o conhecimento é democratizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Estados e as megacorporações mantêm seu poder sobre o pensamento individual ao negar informação aos indivíduos. É esse vácuo de conhecimento que delineia quem são os mais poderosos dentro de um governo e quem são os mais poderosos dentro de uma corporação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, o livre fluxo de conhecimento de grupos poderosos para grupos ou indivíduos menos poderosos é também um fluxo de poder, e portanto uma força equalizadora e democratizante na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcelo Träsel - Após o Cablegate, o Wikileaks ganhou muito poder. Declarações suas sobre futuros vazamentos já influenciaram a bolsa de valores e provavelmente influenciam a política dos países citados nesses alertas. Ao se tornar ele mesmo um poder, o Wikileaks não deveria criar mecanismos de auto-vigilância e auto-responsabilização frente à opinião pública mundial?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O WikiLeaks é uma das organizações globais mais responsáveis que existem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prestamos muito mais contas ao público do que governos nacionais, porque todo fruto do nosso trabalho é público. Somos uma organização essencialmente pública; não fazemos nada que não contribua para levar informação às pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O WikiLeaks é financiado pelo público, semana a semana, e assim eles “votam” com as suas carteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, as fontes entregam documentos porque acreditam que nós vamos protegê-las e também vamos conseguir o maior impacto possível. Se em algum momento acharem que isso não é verdade, ou que estamos agindo de maneira antiética, as colaborações vão cessar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O WikiLeaks é apoiado e defendido por milhares de pessoas generosas que oferecem voluntariamente o seu tempo, suas habilidades e seus recursos em nossa defesa. Dessa maneira elas também “votam” por nós todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daniel Ikenaga – Como você define o que deve ser um dado sigiloso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós sempre ouvimos essa pergunta. Mas é melhor reformular da seguinte maneira: “quem deve ser obrigado por um Estado a esconder certo tipo de informação do resto da população?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resposta é clara: nem todo mundo no mundo e nem todas as pessoas em uma determinada posição. Assim, o seu médico deve ser responsável por manter a confidencialidade sobre seus dados na maioria das circunstâncias – mas não em todas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários internautas – Em declarações ao Estado de São Paulo, você disse que pretendia usar o Brasil como uma das bases de atuação do WikiLeaks. Quais os planos futuros? Se o governo brasileiro te oferecesse asilo político, você aceitaria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ficaria, é claro, lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político. Nós temos grande apoio do público brasileiro. Com base nisso e na característica independente do Brasil em relação a outros países, decidimos expandir nossa presença no país. Infelizmente eu, no momento, estou sob prisão domiciliar no inverno frio de Norfolk, na Inglaterra, e não posso me mudar para o belo e quente Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vários internautas – Você teme pela sua vida? Há algum mecanismo de proteção especial para você? Caso venha a ser assassinado, o que vai acontecer com o WikiLeaks?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós estamos determinados a continuar a despeito das muitas ameaças que sofremos. Acreditamos profundamente na nossa missão e não nos intimidamos nem vamos nos intimidar pelas forças que estão contra nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha maior proteção é a ineficácia das ações contra mim. Por exemplo, quando eu estava recentemente na prisão por cerca de dez dias, as publicações de documentos continuaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, nós também distribuímos cópias do material que ainda não foi publicado por todo o mundo, então não é possível impedir as futuras publicações do WikiLeaks atacando o nosso pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Helena Vieira - Na sua opinião, qual a principal revelação do Cablegate? A sua visão de mundo, suas opiniões sobre nossa atual realidade mudou com as informações a que você teve acesso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Cablegate cobre quase todos os maiores acontecimentos, públicos e privados, de todos os países do mundo – então há muitas revelações importantíssimas, dependendo de onde você vive. A maioria dessas revelações ainda está por vir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, se eu tiver que escolher um só telegrama, entre os poucos que eu li até agora – tendo em mente que são 250 mil – seria aquele que pede aos diplomatas americanos obter senhas, DNAs, números de cartões de crédito e números dos vôos de funcionários de diversas organizações – entre elas a ONU.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse telegrama mostra uma ordem da CIA e da Agência de Segurança Nacional aos diplomatas americanos, revelando uma zona sombria no vasto aparato secreto de obtenção de inteligência pelos EUA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tarcísio Mender e Maiko Rafael Spiess - Apesar de o WikiLeaks ter abalado as relações internacionais, o que acha da Time ter eleito Mark Zuckerberg o homem do ano? Não seria um paradoxo, você ser o “criminoso do ano”, enquanto Mark Zuckerberg é aplaudido e laureado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A revista Time pode, claro, dar esse título a quem ela quiser. Mas para mim foi mais importante o fato de que o público votou em mim numa proporção vinte vezes maior do que no candidato escolhido pelo editor da Time. Eu ganhei o voto das pessoas, e não o voto das empresas de mídia multinacionais. Isso me parece correto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também gostei do que disse (o programa humorístico da TV americana) Saturday Night Live sobre a situação: “Eu te dou informações privadas sobre corporações de graça e sou um vilão. Mark Zuckerberg dá as suas informações privadas para corporações por dinheiro – e ele é o ‘Homem do Ano’.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos bastidores, claro, as coisas foram mais interessantes, com a facção pró- Assange dentro da revista Time sendo apaziguada por uma capa bastante impressionante na edição de 13 de dezembro, o que abriu o caminho para a escolha conservadora de Zuckerberg algumas semanas depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinícius Juberte – Você se considera um homem de esquerda?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vejo que há pessoas boas nos dois lados da política e definitivamente há pessoas más nos dois lados. Eu costumo procurar as pessoas boas e trabalhar por uma causa comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, independente da tendência política, vejo que os políticos que deveriam controlar as agências de segurança e serviços secretos acabam, depois de eleitos, sendo gradualmente capturados e se tornando obedientes a eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto houver desequilíbrio de poder entre as pessoas e os governantes, nós estaremos do lado das pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é geralmente associado com a retórica da esquerda, o que dá margem à visão de que somos uma organização exclusivamente de esquerda. Não é correto. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e justiça – e isso se encontra em muitos lugares e tendências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ariely Barata – Hollywood divulgou que fará um filme sobre sua trajetória. Qual sua opinião sobre isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hollywood pode produzir muitos filmes sobre o WikiLeaks, já que quase uma dúzia de livros está para ser publicada. Eu não estou envolvido em nenhuma produção de filme no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se nós vendermos os direitos de produção, eu vou exigir que meu papel seja feito pelo Will Smith. O nosso porta-voz, Kristinn Hrafnsson, seria interpretado por Samuel L Jackson, e a minha bela assistente por Halle Berry. E o filme poderia se chamar “WikiLeaks Filme Noire”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Carta Capital Wikileaks (Por Natália Viana)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="https://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2011/01/26/exclusivo-brasileiros-entrevistam-julian-assange/"&gt;https://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2011/01/26/exclusivo-brasileiros-entrevistam-julian-assange/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-4544838772534351342?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/4544838772534351342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=4544838772534351342&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4544838772534351342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4544838772534351342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/01/brasileiros-entrevistam-julian-assange.html' title='Brasileiros entrevistam Julian Assange'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TUCbPf9YxuI/AAAAAAAABtE/UPry-OeNnfU/s72-c/Assange.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-6730861203891360286</id><published>2011-01-21T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-01-21T22:38:17.829-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Porque Buda e não Cristo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTo07eCJrnI/AAAAAAAABtA/Syxs_QWm4iI/s1600/Cristo-Buda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="163" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTo07eCJrnI/AAAAAAAABtA/Syxs_QWm4iI/s320/Cristo-Buda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ontem me perguntaram porque uso Buda como um "avatar" do meu blog em vez de Cristo. Uma vez já tinha sido perguntado por um cristão tradicional, e ontem por um gnóstico. No primeiro caso parece óbvio, não ia ficar nada bonito um blog com uma bela imagem de Jesus enquanto um Deus todo poderoso onde eu critico justamente essa concepção. Sobre a segunda, também não uso. Mesmo o conceito gnóstico de Cristo equivaler ao mesmo de Buda, não quis que meu blog se chamasse Hagia Sophia com uma imagem de um Cristo Cósmico segundo a interpretação gnóstica atual, muitas vezes fantasiada e embelezada pelas cores da nova interpretação do gnosticismo através do Movimento Nova Era. Como já coloquei aqui no blog, podemos constatar a evolução do meu pensamento desde o início até os dias de hoje. Passei por várias fases, desde a Budista/ Hinduísta/ Nova Era que acreditava em reencarnação e todos os conceitos literais de Avatar, Brahman, e Buda, até o agnosticismo oficial que impregnou de vez o blog atualmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais incrível que pareça&amp;nbsp;já fui Católico, o tradicional fanático da Renovação Carismática, e a partir de um verdadeiro insight através do show de U2 no Brasil com sua mensagem de CoeXisT, passei a enxergar o mundo muito além do catolicismo. Passei a de fato estudar as religiões e seu impacto na sociedade, em particular o Islã. De islamofóbico virei simpatizante e aliado da causa de Bono Vox. Mas ainda não entendia o porque de tal ecumenismo se limitar às três mais importantes religiões abraâmicas (porque existem dezenas, como a própria Fé Bahá'í e o Rastafári, assim como outras crenças originadas no monoteísmo abraâmico). Nessa busca, encontrei o Budismo, que logo de cara me fascinou e me intrigava ao mesmo tempo. Como é possível uma religião sem Deus? Não tinha lógica existir uma religião ateia, onde no fim das contas existe um Messias. Meu pensamento ao mesmo tempo que se abria para novas ideias barrava na complexidade das mesmas, as quais só fui de fato entendê-las em sua essência recentemente. Como fruto da minha até então limitação filosófica advinda da pura crença dogmática do catolicismo, tudo o que aceitava do Budismo e mais tarde do Hinduísmo eu levava ao pé da letra (como muita "crente" hoje em dia que não se dá ao trabalho de ler além do que tá escrito na Bíblia, no Corão, ou qualquer outro livro sagrado).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí começou a segunda fase da minha espiritualidade. Como tinha aceitado tudo o que lia sobre as religiões e coloquei tudo num mesmo caldeirão cultural, acabei por criar uma crença monoteísta onde todos os deuses eram um só, e a reencarnação justificava a vinda de todos os messias da história que eram um só também, e ao mesmo tempo eram Deus, numa Santíssima Trindade que aparece em todas as culturas, só para não trair de fato minha fé original no catolicismo. Em tal confusão teológica, eu acabei por fundar o blog. A proposta era justamente essa, divulgar meu pensamento, nada tradicional por meio de um blog cujo "avatar" ideológico era a figura de Buda. Buda, não no sentido que compreendo agora, mas no sentido que acreditava na época, um verdadeiro messias superpoderoso que fazia as mesmas coisas que Jesus fez, afinal, de fato, tudo o que Jesus, Krishna, Zoroastro, Mohammed fizeram, Buda fez. O problema que eu ainda interpretava tudo ao pé da letra, e cada vez mais não fazia sentido o que eu próprio acreditava. Por mais bonito que fosse, não tinha um pingo de lógica, várias teologias existirem quando, elas próprias se contradizem em sua essência. Por mais que eu estivesse "iluminando" outras pessoas, mostrando a elas o que a mídia tradicional não nos permite mostrar, ao mesmo tempo era um conhecimento sem sentido, tinha uma lógica, mas não tinha fundamento, afinal, no fim das contas, aquilo era mais uma crença em que eu acreditava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano se passou com meus textos semi-Nova Era, e eu entrei na faculdade, num curso digamos, pouco teológico, Direito. Entretanto, por estudar numa Universidade Católica, entrei em contato direto com outros cursos como Filosofia, História e a própria Teologia. Foi aí que a coisa mudou radicalmente. Eu passei muito tempo lendo sobre o que a Teologia e a História falavam, mas em nenhum momento tinha parado para buscar além do que está escrito nos livros. Mais precisamente, no meu segundo semestre de curso, ironicamente na cadeira de Teologia, tive que fazer um trabalho sobre Ceticismo, Agnosticismo e Ateísmo. Por sorteio, ou sorte mesmo, fiz o trabalho sobre esse tema, e o pouco que lia sobre Filosofia, apenas pra complementar o estudo das outras matérias como o próprio Direito, História e Teologia, acabou por se tornar o meu instrumento de libertação pessoal. Com esse trabalho, estudei a fundo o pensamento filosófico ao longo da História, desde os filosófos gregos céticos, até personagens atuais que admiro muito e que inflenciaram meu pensamento até os dias atuais, dentre eles Ludwig Feuerbach, Jean Paul Sartre e é claro, Friedrich Nietzsche. Mas ao mesmo tempo que devorava o pensamento nu e cru desses filosófos, não via uma lógica o ateísmo cego, pois mesmo ele enquanto uma constatação filosófica ou científica, esbarra no simples fato de que até hoje a ciência não foi capaz de provar a existência ou inexistência de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ao mesmo tempo em que ia me tornando cada vez mais agnóstico, percebi que o fato histórico de que&amp;nbsp;todas as crenças possuírem fatores comuns, sejam em seus sistemas teológicos ou na própria vida e obra de seus fundadores, não estava alicerçado somente numa questão teológica ou histórica. Curiosamente, meu despertar para de fato enxergar além do que está posto nos livros se deu através de um livro da Fé Bahá'í chamado "Bahá'u'lláh e a Nova Era", onde nesta obra introdutória a essa religião que mudou de fato meu modo de enxergar a espiritualidade e&amp;nbsp;o próprio mundo, mostrava que conceitos como Céu, Inferno, Vida, Morte, Deus, Demônio, são além de tudo, metáforas. Brilhantes metáforas digo eu. Ao mesmo tempo, passei a estudar a Filosofia Maçônica, na qual, há toda uma interpretação simbólica por trás do pensamento judaico-cristão. E é justamente esse ampliar de horizontes que a filosofia maçônica proporciona, que fez e ainda faz com que a Igreja fique com os olhos abertos e faça de tudo para condenar a Maçonaria, afinal, ela não quer que seus fiéis enxergem além dos seus rituais semanais, afinal, a partir do momento em que os fiéis entenderem que até Jesus nos dizia que poderíamos ser maior do que ele, os 2000 anos de tradição cairão num sepulcro caiado junto com o resto da cultura ocidental. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é partindo dessa lógica que compreende-se o perigo de colocar em xeque não só a crença cristã, mas qualquer outras crença como a Islâmica, Budista ou Hinduísta, pois antes de serem religiões, são parte de uma cultura numa sociedade do mundo. Voltando à questão filosófica, o ápice da minha ignorância em relação a tudo isso acabou de vez a partir do momento que retornei a estaca zero. Passei a reler tudo o que tinha lido, até o que tinha escrito no blog, e vi que&amp;nbsp;a Bíblia, assim como qualquer livro sagrado, pode conter (e contém) mais metáforas do que se pode imaginar. Desde os fantásticos milagres de Jesus até um inocente diálogo dele com seus discípulos pode ser a mais bela metáfora já escrita no mundo. E foi a partir dessa releitura filosófica de tudo que compreendi algo ainda maior, não só o pensamento espiritual, mas da mesma forma, o pensamento filosófico tradicional estão intimamente unidos por essa teia de simbolismos e parábolas. Podemos ver as mesmas histórias e ensinamentos entre o pensamento de Buda e as ideias de Sócrates e Platão, entre os ensinamentos de Jesus e a própria moral anti-cristã pregada por Nietzsche. No fim das contas, a Filosofia me mostrou de fato que as coisas significam mais do que nos é repassado a séculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal Iluminação, no sentido pleno da palavra mesmo, me permitiu escrever uma série textos que considero até hoje um dos mais importantes do blog&amp;nbsp;(se não for o mais). Ano passado, no meio dessa tempestade de esclarecimento a cerca do real sentido das palavras de Jesus, assisti ao&amp;nbsp;espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém aqui no estado de Pernambuco. Simplesmente,&amp;nbsp;como se por um&amp;nbsp;arrebatamento (nesse caso, no sentido espiritual mesmo), eu fui tomado por uma onda de compreensão além do que&amp;nbsp;eu mesmo esperava. O resultado disso foi uma releitura de todo o espetáculo sob uma&amp;nbsp;óptica altamente filosófica. Essa série de quatro textos sobre o espetáculo&amp;nbsp;é&amp;nbsp;"A Filosofia na Paixão de Cristo". Por sorte, a Globo filmou o espetáculo na íntegra e disponibilizou os&amp;nbsp;vídeos no&amp;nbsp;Youtube, os quais eu&amp;nbsp;postei no fim dos textos, de modo que é interessante que se leia os textos para depois assistir os vídeos e por fim,&amp;nbsp;ser condenado&amp;nbsp;até o&amp;nbsp;resto da vida&amp;nbsp;a enxergar a mensagem de Jesus, e o próprio&amp;nbsp;de uma maneira que&amp;nbsp;nunca foi vista na História, ou pelo menos divulgada pela mídia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como fruto desse meu intenso estudo, que culminou nos atuais posts do blog, futuramente lançarei um livro sobre o pensamento cético, agnóstico e ateu, resultado do trabalho que fiz no meu primeiro ano de faculdade. Não pretendo vendê-lo, apenas farei algumas cópias e distribuirei entre professores do ramo em algumas universidades. É apenas um ensaio sobre o que pretendo escrever futuramente. Por ter adquirido tanto conhecimento em Filosofia, pretendo traduzir os evangelhos, sinóticos e gnósticos, segundo a óptica do pensamento filosófico. Em outras palavras pretendo mostrar uma mensagem além da Boa Nova teológica pregada dominicalmente nos púlpitos das igrejas mundo afora. Esse sim vai dar muito mais trabalho. Fiz um esboço com o esboço com o texto do "Prólogo do Evangelho de João", mas meu trabalho será criar um evangelho filosoficamente comentado, fazendo a ponte entre os quatro sinóticos e alguns apócrifos, principalmente o Evangelho de Tomé, historicamente o primeiro a ser escrito. Esse livro sobre a Filosofia no Evangelho eu pretendo vender, mais divulgar do que vender, logo, disponibilizarei para download, assim como farei com o livro sobre o pensamento do Cetismo, Agnosticismo e Ateísmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, respondo a pergunta do título do texto segundo o que penso hoje. Hoje em dia vejo Buda como o ideal do filósofo espiritualista. O compreendo como um filosófo tão igual quanto Sócrates e que disse as mesmas coisas séculos antes de Jesus. O fato de dedicar esse blog à sua imagem diz respeito a principal característica do pensamento búdico, no qual a pessoa através de sua evolução mental percebe claremente&amp;nbsp;a realidade, a ponto de não se preocupar com aquilo que ela tem consciência que nunca vai compreender. A figura de Cristo está muito desgastada enquanto um mito cristão, mais fantasiada do sentido milagreiro todo poderoso do que o&amp;nbsp;sábio Mestre. Buda&amp;nbsp;por mais que tenha&amp;nbsp;uma aura mística do Oriente, conserva toda a simplicidade e sabedoria para realizar a evolução da mente do homem. Como dizia Confúcio, sabedoria é saber o tamanho da sua ignorância. E Buda nos mostra isso. O pensamento de Buda nos leva à meditação através da razão, não numa fé cega pregada através de um sentimentalismo piedoso como critica Nietzsche. E é por essa preservação da razão humana, que o pensamento&amp;nbsp;búdico supera&amp;nbsp;a mensagem&amp;nbsp;suave de paz e amor que o&amp;nbsp;Cristianismo deturpa através da limitação do real pensamento de Jesus.&amp;nbsp;O próprio reconhecimento da&amp;nbsp;limitação humana de Buda é um fator único no Budismo, diferente da exaltação&amp;nbsp;infundada da figura de Jesus enquanto um superhomem. O pensamento de Buda nos revela que de fato não somos perfeitos, nem os próprios "deuses" são, embora essa seja a razão que busquemos através do conhecimento. A perfeição metafórica, nos torna deuses, nos torna seres superiores. Não os superhomens salvadores da humanidade que são cultuados diariamente nos templos ao redor do mundo, mas os além-homens que Nietzsche pregava, o Filho do Homem de que Jesus falava, a ponto de sermos até mais do que ele era. Por fim, a mensagem final que compreendo de toda Filosofia, seja nas palavras de Sócrates, de Buda, ou de Jesus, é que simplesmente somos seres humanos mortais, que buscamos o conhecimento, para a partir dele tomarmos consciência de que podemos fazer coisas incríveis e com isso evoluirmos. Porque estamos condenados à evolução, só nos resta dizer quando tomaremos a pílula vermelha e acordaremos de nossa Matrix pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mais, disponibilizo abaixo a série de textos sobre a Filosofia na Paixão de Cristo para vocês iniciarem sua viagem sem volta a essa "morte de Deus". Cada vez mais tenho certeza de que as coisas são mais simples do que elas nos apresentam, apenas não queremos enxergar o óbvio. Parafraseando um brilhante diálogo no filme Matrix: Não é o mundo que se mostra pra gente. Somos nós que enxergamos o que existe no mundo. As coisas apenas existem. Basta nós darmos um sentido a ela. E dou um novo sentido ao meu pensamento a cada dia. Basta você começar o seu, "mas lembre-se, é um caminho sem volta". Somos todos "O Escolhido", basta aceitarmos essa "missão" e vivê-la. Termino o texto com uma frase Albert Einstein que é uma simples verdade: "A mente que se abre a&amp;nbsp;uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Filosofia na Paixão de Cristo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parte 1 - &lt;a href="http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-1.html"&gt;http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-1.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parte 2 - &lt;a href="http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-2.html"&gt;http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-2.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parte&amp;nbsp;3 - &lt;a href="http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-3.html"&gt;http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-3.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parte 4 - &lt;a href="http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-4.html"&gt;http://oiluminador.blogspot.com/2010/04/filosofia-na-paixao-de-cristo-parte-4.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-6730861203891360286?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/6730861203891360286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=6730861203891360286&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6730861203891360286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/6730861203891360286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/01/porque-buda-e-nao-cristo.html' title='Porque Buda e não Cristo'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTo07eCJrnI/AAAAAAAABtA/Syxs_QWm4iI/s72-c/Cristo-Buda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-408392926446025232</id><published>2011-01-15T00:13:00.000-03:00</published><updated>2011-01-15T00:13:27.715-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiões Antigas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedades Secretas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Baphomet e as mentiras</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJm4AK_pI/AAAAAAAABqc/gG1QghhPT-E/s1600/george-washington.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJm4AK_pI/AAAAAAAABqc/gG1QghhPT-E/s320/george-washington.jpg" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;George Washington&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJpsitwHI/AAAAAAAABqg/l0cUBoD3JZE/s1600/baphomet.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJpsitwHI/AAAAAAAABqg/l0cUBoD3JZE/s320/baphomet.jpg" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Baphomet&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que o primeiro presidente dos EUA - o "Pai da Pátria" - está eternizado nesta estátua com mesma posição que o coisa-ruim? Só pode ser uma mensagem maçônica de que o capeta é o Senhor desse país, certo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de tudo é preciso dizer que o desenho acima foi INVENTADO por Eliphas Levi, um famoso ocultista francês, pra representar Baphomet no seu livro "Dogma e Ritual da Alta Magia", e a partir daí acabou virando a representação "oficial" do diabo pro público leigo. Só que, pra Eliphas (e pra quem o segue) esse desenho representava a "figura panteística e mágica do absoluto", ou seja, Deus, ou algo que na cabeça dele era a soma de tudo, do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. É preciso lembrar que&amp;nbsp;deuses cornudos eram cultuados na antiguidade e se tornaram "demoníacos" por conta da perseguição católica ao paganismo. A posição dos braços evoca o antigo aforismo de Hermes Trismegisto: "o que está em cima é igual ao que está embaixo". O que é comumente interpretado como o pênis gigante do Baphomet é o caduceu de Hermes (a energia dual que volta para o Criador) e pode muito bem ser a ESPINHA DORSAL do Baphomet, seu tarado! E nos braços estão escrito "Solve" e "Coagula", que são Dissolver (movimentar, ativo masculino, Yang) e Coagular (reter, passivo, feminino, Yin).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJs7Tuv7I/AAAAAAAABqk/uqMFAlv1sE8/s1600/zeus-olimpia-statue.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJs7Tuv7I/AAAAAAAABqk/uqMFAlv1sE8/s320/zeus-olimpia-statue.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A semelhança é inegável&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso a posição dos braços/mãos representa não-somente o aforismo hermético, como simboliza a união de céu e terra, algo muito significativo para o oriente. Não é a toa que podemos vê-lo em representações hinduístas e budistas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJyaao2MI/AAAAAAAABqo/XHh_wrvzyA0/s1600/Buddha-Ushiku.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJyaao2MI/AAAAAAAABqo/XHh_wrvzyA0/s320/Buddha-Ushiku.jpg" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma das maiores estátuas de Buda no mundo está em Ushiku, no Japão. Com 120 metros, é três vezes maior que a Estátua da Liberdade. E há outras duas na China com a mesma pose &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJ0DydA9I/AAAAAAAABqs/2N3PC_JRXDU/s1600/shiva-blue.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJ0DydA9I/AAAAAAAABqs/2N3PC_JRXDU/s320/shiva-blue.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Shiva&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJ2ieV6LI/AAAAAAAABqw/8Tq7cgp0ei8/s1600/lakshmi.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJ2ieV6LI/AAAAAAAABqw/8Tq7cgp0ei8/s320/lakshmi.jpg" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;﻿Lakshmi&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos ver isso em uma estátua antiga (cuja origem não localizei) e até mesmo na arte Mexicana pré-colombiana:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENBe30jzI/AAAAAAAABq0/munFPUcp9nw/s1600/mexican-art.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="158" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENBe30jzI/AAAAAAAABq0/munFPUcp9nw/s320/mexican-art.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E na arte cristã/católica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENEFiIwII/AAAAAAAABq4/yTIwXd8i9Z4/s1600/jesus-maria-ceu-terra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENEFiIwII/AAAAAAAABq4/yTIwXd8i9Z4/s320/jesus-maria-ceu-terra.jpg" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Detalhe do quadro "Escola de Atenas", de Rafael, localizado dentro do Vaticano. Platão aponta para o alto (o mundo das idéias, do Eterno) e Aristóteles pra baixo (representando sua contribuição concretista à filosofia, voltada para as coisas da Terra)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENHGUxIII/AAAAAAAABq8/JUWZJE1EOvg/s1600/platao-aristoteles.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENHGUxIII/AAAAAAAABq8/JUWZJE1EOvg/s320/platao-aristoteles.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Quadro "Noli me Tangere", de Antonio da Correggio. Significa "Não me toques", o que Jesus diz para Maria Madalena quando ela o vê ressuscitado (numa forma já não pertencente ao céu, nem à terra)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENMWKdgNI/AAAAAAAABrA/WtszQX8lnx4/s1600/correggio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENMWKdgNI/AAAAAAAABrA/WtszQX8lnx4/s320/correggio.jpg" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gesto de Baphomet com as mãos significa, para Levi,&amp;nbsp;a consciência plena&amp;nbsp;das duas realidades da mente (céu e terra, conhecimento da essência e da forma das coisas), onde a imagem de Levi simboliza a consciência cósmica, o Todo. O gesto em si não é um símbolo satânico pela "beleza" da imagem. Na Índia ele é conhecido como Kapittakha Mudra&amp;nbsp;(ou "Mudra do Buda sorridente" nos EUA):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENdlGuBZI/AAAAAAAABrE/-RRHqJyHPUw/s1600/kapitthaka-mudra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENdlGuBZI/AAAAAAAABrE/-RRHqJyHPUw/s1600/kapitthaka-mudra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Ele serve para abrir o fluxo de energia para o coração&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse gesto também é usado no Catolicismo como sinal da bênção (Benediction), mas mantendo o polegar levantado, pra representar a Trindade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENgqyayQI/AAAAAAAABrI/Qe8RnZESdJ4/s1600/gregorioXVI.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENgqyayQI/AAAAAAAABrI/Qe8RnZESdJ4/s320/gregorioXVI.jpg" width="210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Papa Gregório XVI (note os dois dedos da mão que aponta pra baixo, levemente mais abertos que os outros)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse senhor aqui (Papa Pio XII) aparece com o polegar quase fechando o circuito de energia, lembrando muito o mudra:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENi05cbyI/AAAAAAAABrM/EMETgdczboM/s1600/pioXII-mudra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="105" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENi05cbyI/AAAAAAAABrM/EMETgdczboM/s320/pioXII-mudra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que a origem pra seu uso no catolicismo nem seja romana, como se especula (o símbolo de "pedir a palavra" na Roma antiga era levantar o dedo indicador, usado até hoje, aliás), mas sim oriental, como podemos ver na iconografia bizantina:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENl-YvDBI/AAAAAAAABrQ/6AvPTWxJmbU/s1600/jesus-blessing.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="189" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENl-YvDBI/AAAAAAAABrQ/6AvPTWxJmbU/s320/jesus-blessing.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Já temos dois itens desmistificados, agora falta um terceiro, que não está no desenho mas é comumente associado ao satanismo, que é o símbolo dos chifres com a mão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENoxttBGI/AAAAAAAABrU/UTR_mxb5Xi0/s1600/horns-gesture.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENoxttBGI/AAAAAAAABrU/UTR_mxb5Xi0/s1600/horns-gesture.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Esse gesto remonta primeiramente à Índia, onde é conhecido como Karana mudra, e tem justamente a função de espantar demônios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENsDu8HZI/AAAAAAAABrY/yp-9WmXXVhg/s1600/horns-buddha-mudra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENsDu8HZI/AAAAAAAABrY/yp-9WmXXVhg/s320/horns-buddha-mudra.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;Sempre desconfiei de que Buda tinha um pezinho no Rock n' Roll&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro lugar onde o gesto é usado é na Itália, onde é conhecido como Mano cornuto e estima-se que tem relação com algum deus/deusa da fertilidade (e que tinha chifres, como muitos outros deuses do passado) e ironicamente TAMBÉM era usado pra repelir o mal (hoje tem o mesmo uso que aqui, pra designar maridos traídos). Infelizmente Anton Szandor LaVey fundou a Igreja de Satã em 1966 e adotou o símbolo como representação do diabo, o que provavelmente levou ao seu uso no Rock n' Roll pela banda Coven, claramente associada ao satanismo. Mas a primeira banda a usar o símbolo foram os Beatles, na divulgação do filme Yellow Submarine (1968). E o mais engraçado é que não tem NADA a ver com satanismo, e sim com AMOR.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENwtWD1II/AAAAAAAABrc/S40VuaByWQ0/s1600/beatles-yellow-submarine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTENwtWD1II/AAAAAAAABrc/S40VuaByWQ0/s1600/beatles-yellow-submarine.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Esse símbolo significa apenas a síntese visual do gestual "Eu te amo" na linguagem dos surdos-mudos (notem que tem o polegar pra fora):&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEN6aCs0aI/AAAAAAAABrg/b4fsm997DF0/s1600/eu-te-amo-surdos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="67" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEN6aCs0aI/AAAAAAAABrg/b4fsm997DF0/s320/eu-te-amo-surdos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe até selo comemorativo com o símbolo. Infelizmente o artista que fez a divulgação de Yellow Submarine por desenho colocou o polegar pra dentro (intencionalmente ou não), e aí sim se tornou o símbolo do cornuto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEN-aQcbZI/AAAAAAAABrk/wNludR9UNEM/s1600/beatles-yellow-submarine2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEN-aQcbZI/AAAAAAAABrk/wNludR9UNEM/s1600/beatles-yellow-submarine2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vocês já têm subsídios pra não se deixar enganar por qualquer idiota que SE DIZ pregando a palavra de Deus, espalhando mentiras e confusão, que são (na Bíblia) a arma de Satanás pra confundir e separar as pessoas.﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Saindo da Matrix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/12/baphomet_e_as_m.html"&gt;http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2010/12/baphomet_e_as_m.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-408392926446025232?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/408392926446025232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=408392926446025232&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/408392926446025232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/408392926446025232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/01/baphomet-e-as-mentiras.html' title='Baphomet e as mentiras'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTEJm4AK_pI/AAAAAAAABqc/gG1QghhPT-E/s72-c/george-washington.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-3356090919111973445</id><published>2011-01-06T15:35:00.004-03:00</published><updated>2011-01-06T15:45:48.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religiões Antigas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>A Teologia Antropológica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TSYNh5s6jlI/AAAAAAAABqY/ji1a1SfsKDw/s1600/superman_jesus_christ.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TSYNh5s6jlI/AAAAAAAABqY/ji1a1SfsKDw/s320/superman_jesus_christ.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ahura Mazda, Allah, Brahman, Duc Cao Dai, Ekam, El, G.A.D.U., Guaraci, Jah, Javé, Júpiter, Kukulkan, Odin, Olorum, Osíris, Quetzalcoatl, Rá, Zeus. Este é um pequeno exemplo de Deuses Supremos das várias religiões existentes. Ao longo dos séculos eles são considerados como os criadores do Universo pelas suas respectivas religiões. Mas como podemos ter certeza de que estes deuses não são falsos deuses? Afinal, do ponto de vista monoteísta, só pode existir apenas um Deus criador de tudo. Todas as religiões dizem possuir a doutrina certa, e como sempre, utilizam-se da máxima “só aqui encontrarás a verdade”. Entretanto como vimos, não existe um só Deus no campo religioso, e por haver essa pluralidade de entidades, as religiões precisam utilizar-se de algo que justifique a sua exclusividade doutrinária. Para isso apóiam-se nos livros sagrados. Entretanto todas as religiões possuem seus códigos canônicos os quais são considerados como a prova cabal para a veracidade do Deus em que acreditam. Agamas, Akilathirattu Ammanai, Alcorão, Analectos, Zend-Avesta, Bardo Todol, Bayan, Bhagavad Gitã, Bíblia, Cânon Páli, Dhammapada, Guru Granth Sahib, Kitáb-I-Aqdas, Mahabharata, Popol Vuh, Ramayana, Tao Te Ching, Thánh Ngôn Hiêp Tuyên, Torah, Upanixades, são um pequeno exemplo de livros sagrados que servem de base para a teologia das religiões que será construída pela análise desses livros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O debate travado para justificar qual deus seria verdadeiro, e por fim, existente, esbarra no próprio meio de sua confirmação: A crença. Tudo o que se utiliza para justificar uma crença não passa do mesmo método e processo para justificar outra crença. Se o Islã se utiliza do Corão para justificar Allah, o Hinduísmo se utiliza do Upanixades para justificar Brahman. Se os cristãos se utilizam da Bíblia para justificar os milagres de Jesus, os astecas e maias se utilizavam do Popol Vuh para justificar os milagres de Quetzalcoatl. Se os Mórmons afirmam a veracidade da crença em Joseph Smith pelo Livro de Mórmon, os Bahá’ís afirmam sua crença em Bahá’u’lláh pelo Kitáb-I-Aqdas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O simples fato de existirem diversos livros sagrados faz com que não se possa comparar nenhuma teologia com outra de modo a afirmar a veracidade de uma ou falsidade de outra. O fato de existirem diversas religiões é porque existem pessoas que creem nelas, e se creem é porque tem motivos pessoais. Entretanto por serem motivos pessoais não podemos tomá-los como fonte para uma conclusão unânime, pois a questão adentraria no campo da epistemologia, não havendo uma conclusão absoluta a cerca disso. Logo, os fatores da “crença” enquanto justificadora da fé, e da Teologia enquanto justificadora da doutrina, são inválidos para determinar qual religião é verdadeira, pois todas possuem suas teologias esquematizadas para justificar suas crenças, de modo que, não podemos comparar doutrinas teológicas como certas ou erradas entre elas, por todas serem esquemas filosóficos abstratos. Logo, não podemos tirar uma conclusão a partir de tal análise. Considerando esses fatos, ou existiriam todos os deuses acima, ou então cada um seria fruto da criação de uma determinada sociedade, não passando de mitos incorporados à respectiva cultura a que pertencem, desse modo, não existindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algo que chama a atenção na análise dos deuses supremos acima citados, é que todos possuem características comuns. Ao considerarmos as características teológicas desses deuses, temos a seguinte conclusão: Todos eles são deuses que criaram o Universo e tudo o que há nele. Todos eles se revelaram à humanidade como criadores da mesma, os quais detêm total autoridade sobre a criação. Este é o ponto de partida para a consideração analítica dos fundamentos comuns entre esses deuses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprofundando esta análise, temos os sete atributos da personalidade de Deus enquanto entidade suprema: Onipotência, Onipresença, Onisciência, Simplicidade, Imutabilidade, Infinitude e Aseidade. Como sabemos, nos primórdios da crença humana, o homem diante do poder desconhecido da natureza a considerou como um ente superior, independente e poderoso. Assim, todas as características da natureza transformaram-se em características divinas, que mais tarde foram consideradas em unanimidade como sendo parte da essência de Deus. Mas ao longo da história, Deus passou a interagir não mais como uma força desconhecida, mas como um ente que se comunicava com os homens. Considerando essa comunicação, o homem passou a compreender o que seria Deus. Com isso, se passou a considerar os atributos comunicativos de Deus para com a sua criação como uma forma de provar a sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto esses atributos são em suma atributos humanos como o conhecimento, a bondade, o amor, a santidade, a justiça, a verdade, a soberania e a vontade. Essas características humanas foram consideradas como divinas, em outras palavras, como características vindas de uma consciência superior, que devido à limitada natureza humana seriam algo inatingível em sua realização plena, como um sentimento de necessidade de perfeição. Entretanto como vemos tanto na teologia como na filosofia religiosa, até mesmo na descrição da imagem de Deus temos uma figura representativa puramente humana. Deus sempre toma a forma de homem, seja como um ente pessoal, mas não encarnável, como Osíris ou Zeus, seja como deuses encarnados como Jesus, Krishna, Hórus, ou Mitra. Em outras palavras, esse caráter humano demonstra que a origem de Deus está no próprio homem que em vez de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, teria criado Deus à sua imagem e semelhança, onde o ápice dessa necessidade de que o humano seja perfeito se mostra na personificação da divindade enquanto um ser humano como no caso dos deuses que vêm ao mundo com a missão de salvar a humanidade, como os acima citados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além do mais, a prova dessa formulação e posteriormente transformação da natureza divina, encontrasse explicitamente na crença judaico-cristã, quando no Velho Testamento Deus mostra possuir uma característica grosseiramente humana, vingativa e irada, tendo tal manifestação baseada na violência da própria natureza, assim como na personalidade vingativa de Zeus na Grécia Antiga, ou Odin na Cultura Nórdica, que por meio de fenômenos naturais demonstrava a sua ira para com a criação. Entretanto, quando Jesus vem ao mundo, Deus passa a ter uma atitude bondosa e clemente, mudando radicalmente a antiga imagem do deus irado do Antigo Testamento para um deus mais humano, baseado nos próprios princípios pregados por Jesus. Com essa radical mudança do “Deus-humano” do Antigo Testamento para a do “homem-Deus” do Novo Testamento, isto provaria que o Deus judaico-cristão, assim como os demais, seria uma criação humana para justificar suas dúvidas e desejos, sendo um puro reflexo da personalidade e pensamentos do homem na sociedade em um determinado tempo. Tal idéia foi apresentada já no Séc. VI pelo filósofo Xenófales de Cólofon. Segundo ele:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Os homens imaginam que os deuses nasceram, vestem-se, têm voz e corpo como eles próprios. Por isso, Homero e Hesíodo atribuíram aos deuses tudo o que é vergonhoso e repreensível entre os homens: roubo, adultério, engano e outros atos ilícitos. Mesmo os bois, leões e cavalos, se tivessem mãos com as quais esculpir imagens, moldariam deuses de acordo com suas próprias forma e fariam seus corpos iguais aos seus próprios”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, até mesmo quando lemos algumas passagens bíblicas onde mostre a ação de Deus na criação, o mesmo se mostra como um Deus vingativo e covarde. Segundo a doutrina judaico-cristã, Deus amaldiçoou toda a humanidade e a criação devido a escolha de Adão e Eva (Gênesis 3:16-23 e Romanos 5:18), afogou mulheres grávidas, crianças inocentes, idosos e animais na ocasião do Dilúvio (“pereceu toda carne que se move sobre a terra” - Gênesis 7:20-23), atormentou os egípcios e seus animais com pragas e doenças pelo Faraó ter proibido os hebreus deixarem o Egito (Êxodo 9:8-11,25). Ainda matou crianças egípcias na época da Páscoa (“no meio da noite Deus feriu todos os primogênitos na terra do Egito... e houve grande clamor no Egito por não haver casa onde não houvesse um morto”). Depois do Êxodo, ordenou aos hebreus matarem homens, mulheres e crianças de sete nações e roubar suas terras, demolir seus templos, destruir seus símbolos e queimar as imagens de seus deuses (Deuteronômio 7:1-2). Fora isso matou o filho do rei Davi por causa do adultério deste com Betsabá (Samuel II 12:13-18), permitiu a tortura e o assassinato de seu próprio Filho (Romanos 3:24-25) e prometeu enviar para o sofrimento eterno todas as pessoas que não aceitassem e cressem em sua nova doutrina, o Cristianismo (Apocalipse 21:8).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a questão crucial de tudo isso não está nos fatos relatados das ações de Deus, e sim por muitas pessoas aceitarem isso como normal, uma vez que creem em tudo isso como verdade. Essa crença cruenta denota claramente o fato do homem atribuir todas essas características humanas a Deus: violência, ódio, vingança, inveja, e desumanidade. Em nada isso se assemelha ao totalmente oposto Deus de amor e misericórdia que é apresentado por Jesus e personificado pela sua própria figura. Justamente pelo fato do homem criar à sua imagem e semelhança um ser superior para justificar suas dúvidas e desejos, isto nos leva a uma perigosa situação: Ao criar um ser tão temível e violento, o homem passa a justificar e a praticar os mesmos atos como sendo ordem de Deus. Desse modo justificam-se massacres, guerras, assassinatos e todo tipo de corrupção, uma vez que atos como esses sendo praticados pelo próprio Deus, poderão ser autorizados para os homens pela Sua ordem advinda de sua vontade. Desse modo temos todo o tipo de fanatismo expresso por meio da crença. Isso denota o grave problema que iria além do campo da Teologia. Existe uma linha muito tênue entre a fé e o fanatismo, uma vez que incorporando o mesmo espírito inicial de criar Deus para satisfazer seus próprios desejos, o homem ressuscitaria esses desejos por meio da sua ignorância motivada pela sua fé. Desse modo, por meio da religião, a crença em Deus seria um grande problema para a própria moral e ética do ser humano, que não saberia impor limites a ele mesmo, ironicamente ocasionado pela religião e pela crença, afinal, se Deus existe, tudo é permitido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ponto interessante a se considerar sobre a questão do homem criar Deus segundo sua imagem e semelhança, diz respeito ao método em que se dá a convenção da figura de Deus no meio religioso. Todas as religiões possuem dogmas. Dogmas estes que são criados para justificar a análise de fatos apresentados nos textos sagrados. Esses fatos são muitas vezes narrativas envolvendo uma figura que possui um fator sobrenatural ou suprahumano que lhe confere uma importância especial em relação aos demais homens. Entretanto, tudo o que é apresentado como acontecimento suprahumano vem da tradição, esta, que está fundamentada por meio de mitos criados pelos homens. Desse modo, estes mitos são convencionados como verdades a partir dos dogmas. No processo de criação da doutrina, as conclusões já são antes apresentadas por meio dos acontecimentos narrados para depois serem justificadas pelos dogmas. Note-se que ao longo do tempo os dogmas evoluem de um fato simples para um sistema complexo, como se para cada necessidade de justificar uma lacuna de interpretação no mito apresentado se precisasse criar mais uma convenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo disso é figura de Jesus no Cristianismo. Segundo a tradição cristã, Jesus é o Filho de Deus, o Messias profetizado nos textos judaicos, e o próprio Deus encarnado como Salvador da humanidade. Esta é a base mitológica canônica da figura de Jesus, aceita comumente no meio cristão como um todo. Mas nem sempre foi assim. Inicialmente a figura de Jesus representava um simples profeta, no contexto da sociedade judaica, que ensinava uma nova maneira de enxergar os ensinamentos da Torah, assim como denunciava os problemas da sociedade local. Mais tarde, elevou-se Jesus à condição de Messias judeu, como um homem capaz de livrar Israel de seus problemas. Após sua morte, os vários grupos religiosos se degladiaram para definirem qual visão a cerca de Jesus era a correta. Desse modo tinhamos desde o Jesus, o filósofo hermético, dos Gnósticos, até o Jesus, Deus encarnado, dos seguidores de Paulo. Somente com o Concílio de Nicéia, por meio de uma intensa e complexa convenção para formular uma única doutrina que seria tida como oficial pela comunidade cristã mais numerosa, uma vez que o cristianismo naquela época se dividia em dezenas de seitas, é que se oficializaram os dogmas da Igreja naquela época, como os da divina trindade, a eucaristia, a ressurreição de Jesus, e muitos outros que conhecemos hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até chegar a essa convenção atual, desde a morte de Jesus, a História presenciou um complexo processo de formulação de dogmas, estes, vindos das diversas interpretações apresentadas pelos vários grupos cristãos para justificarem seus argumentos defendidos. Ou seja, muito tempo depois da figura histórica de Jesus ter aparecido é que se convencionaram dogmas a seu respeito, fruto de uma intensa disputa doutrinária entre vários grupos cristãos. Como vimos, sendo frutos da criação humana, os mitos são justificados por dogmas, meras convenções humanas que possuem a finalidade de dar veracidade a uma crença apresentada. Devido a um grande conflito doutrinário, devido às diversas interpretações que surgiam pelas lacunas deixadas pelos textos da Bíblia e seus mitos considerados, a comunidade cristã majoritária, a comunidade de Constantinopla, queria definir uma linha de pensamento comum. Com isso dentro do movimento cristão surgiram grupos como os Arianos, Macedônicos, Originários, Princilianos, Donatistas, Nestorianos, Marcinianos, e muitos outros que cada vez mais criaram dogmas para justificar seus pontos de vista. Esse sectarismo doutrinário não se inicia com a clássica visão histórica da Reforma Protestante, mas desde a própria formação da Igreja, antes mesmo dela se tornar a Igreja organizada por Constantino por meio do Estado. Se voltarmos um pouco antes disso, veremos que havia disputas entre os próprios apóstolos após a morte de Jesus, onde Thiago defendia a conservação das tradições judaicas na nova comunidade, enquanto Paulo defendia um sincretismo entre os gregos, romanos e os judeus. Desse modo, com o triunfo do Cristianismo Paulino, o atual Cristianismo mostra uma imagem totalmente distante das tradições judaicas, estas das qual Jesus e seus seguidores originais eram adeptos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais disputas doutrinárias por meio dessa necessidade de se fixar dogmas não só destruiu as tradições originais, mas também dividiu a comunidade em vários grupos pelas interpretações que defendiam. E desse modo a cada dogma convencionado por um grupo, este anulava o de outro. E essa disputa doutrinária não tinha fim, pois cada grupo queria se impor como sendo seguidor de uma verdade incontestável, uma vez que possuíam seus dogmas para justificá-la. Com isso, voltamos a entrar na velha questão: Quem está certo? Quem está errado? E como já foi visto, é impossível justificar uma crença por meio dela mesma, ou de um sistema de dogmas baseado nela mesma. Por isso os dogmas tornam-se inválidos para justificar uma crença como sendo um fator de veracidade da mesma por serem frutos de uma necessidade de justificar um mito, anulando a sua validade enquanto origem e finalidade. Os dogmas também não podem comparar uma religião com outra, uma vez que ela se limita somente à crença que abrange, sendo algo altamente subjetivo, e, portanto, se invalida na sua função de justificar a crença perante outra. Por isso, qualquer dogma pode provar a existência ou não de qualquer divindade assim como as premissas que ele defende.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-3356090919111973445?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/3356090919111973445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=3356090919111973445&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/3356090919111973445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/3356090919111973445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2011/01/teologia-antropologica.html' title='A Teologia Antropológica'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TSYNh5s6jlI/AAAAAAAABqY/ji1a1SfsKDw/s72-c/superman_jesus_christ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-4736990656847847462</id><published>2010-12-30T20:39:00.001-03:00</published><updated>2010-12-30T20:39:48.726-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>A Despedida do Presidente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TR0YO5tZ0bI/AAAAAAAABqE/GKHh9zOqZy4/s1600/ebo_3413.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TR0YO5tZ0bI/AAAAAAAABqE/GKHh9zOqZy4/s320/ebo_3413.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Emoção! Essa é a palavra certa para resumir o que foi a festa de despedida para o presidente Luis Inácio Lula da Silva organizada nesta última terça-feira (28). Milhares de pessoas tiraram suas camisas vermelhas, estrelas e bandeiras do PT, e foram até o Marco Zero, no centro do Recife, agradecer ao presidente pernambucano. Faltando apenas três dias para a sua saída do cargo, a noite contou com muita emoção e saudosismo. Elogios não faltaram e o choro não tardou a aparecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula se emocionou em várias ocasiões, principalmente quando o poeta Antônio Marinho declamou seus versos em homenagem à história do pernambucano, que tinha como mote “Pernambuco agradece ao presidente mais amado do povo brasileiro”. O presidente, com lágrimas nos olhos, disse: “Hoje ainda vou para Fortaleza. Depois vou para Bahia. Não quero chorar mais do que já chorei”. Com esta vinda ao Recife, Lula finalizou suas visitas oficiais como presidente da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante toda a noite, vários artistas locais se revezaram com os discursos e apresentações. A festa contou com a presença dos forrozeiros Maciel Melo, Cristina Amaral e Santana. Os violeiros Valdir Melo e João Paraibano também estiveram presentes entoando versos fortes e engraçados como “o que fez em oito anos em 50 ninguém fez”, ou “com nove dedos nas mãos superou quem tinha dez”, e ainda “se houvesse exportação de presidentes, os estrangeiros já teriam levado Lula embora“. Desta forma, conseguiram tirar lágrimas e sorrisos do anfitrião da festa. A comemoração terminou com os shows de Geraldo Azevedo e Alceu Valença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a cerimônia, o governador do Estado, Eduardo Campos, condecorou o presidente da República com a Medalha do Mérito dos Guararapes. Esta medalha é a mais importante comenda do Estado. Foi com muita alegria que o presidente recebeu a faixa e anunciou em seguida: “quando eu entregar a faixa de presidente da República a Dilma Rousseff, irei dormir com essa faixa para me lembrar de como é ser presidente”. Antes disso, eles anunciaram o início das obras de um museu em homenagem a Luiz Gonzaga e a doação de um terreno para a construção da escola de música da Orquestra dos Meninos do Coque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou a cargo do governador transmitir a gratidão dos pernambucanos ao presidente. Em seu discurso Eduardo conseguiu agrupar todas as regiões do Estado Pernambucano. “Em nome dos sertanejos, agradeço pelas universidades, pela Transnordestina e pela Transposição; em nome do Agreste, às obras de abastecimento e às escolas técnicas; na Zona da Mata, destacar o apoio para viabilizar os assentamentos, a fruticultura e a presença de um presidente solidário na reconstrução das cidades destruídas pelas enchentes. Obrigado também pela Refinaria, pelos estaleiros, pela Fiat e por ajudar Pernambuco a crescer e, em 10 anos, duplicar o seu PIB”, disse. Eduardo finalizou seu discurso ao dizer: “Obrigado Presidente. Mas não é um obrigado ao poder, e sim ao exemplo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula, em seu discurso, foi um tanto saudosista. Relembrou as histórias das derrotas das eleições de 1989, 1994 e 1998, todavia, ele reconheceu que precisava conquistar realmente a confiança do povo brasileiro. Nesta hora, o presidente foi às lágrimas. “Eu não tenho palavras para agradecer o carinho que vocês dedicaram a mim durante o tempo que fiz política no estado de Pernambuco”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lula lembrou a eleição de 89, que teve ao seu lado o governador Miguel Arraes, e que ele garante que foi seu único aliado. Ao lado do neto de Arraes, Lula afirmou: ”esse companheiro é um mestre, é um menino que ainda terá muito futuro neste País. Portanto Eduardo, eu quero, no meu último ato público em Pernambuco como Presidente da República, agradecer a você pela lealdade, pelo companheirismo e pelas parcerias que nós conseguimos construir”, Ainda durante o discurso, o presidente elencou as grandes obras em andamento no estado de Pernambuco (a refinaria Abreu e Lima, a ferrovia Trasnordestina e a transposição do Rio São Francisco).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após essas lembranças, o presidente afirmou que “apenas” deixará a presidência, mas nunca deixará o Brasil. “Estarei nas ruas deste país para ajudar a melhorar a vida dos brasileiros”. Para finalizar seu discurso, Lula pediu apoio para a presidente eleita, Dilma Rousseff. “A palavra de ordem é apoiar a companheira Dilma, é apoiar o companheiro Eduardo. Ela conhece o Brasil. Ela, junto com Eduardo, vai fazer muito mais”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para as pessoas que estavam presentes na despedida do presidente a palavra de ordem era saudade. Maria Aparecida, aposentada, afirma que a presença do presidente Lula no Recife, neste seu último ato público, ratifica ainda mais a admiração por ele. “Lula aqui em Pernambuco é algo sublime. Nunca acreditei que fosse ficar com saudades de um presidente. Mas as lágrimas estão difíceis de segurar. Será uma tarefa bastante complicada para Dilma. Será difícil superar o grande guerreiro do povo brasileiro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a estudante e técnica de enfermagem, Ângela Lima “o Brasil inteiro deveria estar presente neste último ato do presidente”. Ângela afirma que Lula não fez apenas pelo nordeste, ele tentou agradar a todas as regiões. “O progresso foi visto em todas as regiões. Não sou muito a favor da reeleição, acho que viraria uma ditadura, mas com relação a Lula, votaria nele novamente.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estudante de jornalismo Raissa do Nascimento disse que é com grande pesar que sairá do Marco Zero na noite do dia 28 de dezembro. “Admiro muito o presidente. Gosto de todo o seu trabalho. Sou muito grata a ela pelo Prouni. Sem esse programa nunca poderia me tornar uma jornalista como almejo atualmente”. Para Raissa, Lula soube valorizar o povo brasileiro dando oportunidades a todos. “Se a pessoa não cresceu, foi por que não quis”. Sobre a política assistencialista do seu governo, ela acredita que sem essas medidas, as pessoas menos favorecidas não teriam oportunidades para melhorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Padre Católico Francisco Gabriel disse que “uma pessoa, que ficou no governo por oito anos, conseguir reunir essa multidão, já mostra quem ele é. Alguém fantástico.” Ao comparar Lula a Fernando Henrique Cardoso ele disparou: “a grande diferença entre o Lula e o FHC é que o Lula governou para o povo e o FHC para a elite.” Gabriel ainda lembrou a crise que o governo Lula sofreu. “Na crise que o governo Lula teve, que não foi fácil, Pernambuco apoiou muito.” Com olhos para o futuro o padre espera que “o governo continue priorizando a questão social. A grande diferença de Lula é que ele governou pensando no social. Claro que o governo FHC foi ótimo para a economia, isso ninguém pode censurar, mas o governo Lula investiu bastante no social e isso fez a diferença. Espero que a presidenta eleita continue com essas políticas, olhando o social, mas sem deixar de olhar a economia. Porque se a economia for pra baixo, todo mundo se dá mal.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor estadual, José Robson Evaristo, afirmou que Lula representou uma mudança radical de 100 anos pra cá. “Nunca ninguém fez nada pela população mais pobre, e Lula conseguiu fazer em oito anos graças ao nosso voto. É com muita garra e orgulho que vejo um homem pobre, operário e analfabeto chegar a ser presidente do Brasil, sendo considerado O Cara por Obama, representante de uma das maiores potências mundiais. Neste país em que vemos uma grande desigualdade social, ver uma criança que não tinha o que comer e conseguir mudar esse quadro no período de oito anos mostra a capacidade que o presidente tem.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Retirado de: Acerto de Contas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://acertodecontas.blog.br/politica/lula-se-emociona-em-festa-no-marco-zero/"&gt;http://acertodecontas.blog.br/politica/lula-se-emociona-em-festa-no-marco-zero/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7938105311948697015-4736990656847847462?l=oiluminador.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oiluminador.blogspot.com/feeds/4736990656847847462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7938105311948697015&amp;postID=4736990656847847462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4736990656847847462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7938105311948697015/posts/default/4736990656847847462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oiluminador.blogspot.com/2010/12/despedida-do-presidente.html' title='A Despedida do Presidente'/><author><name>Shaka (Rafael Vilaça)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01664064404595748236</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TTNjCQXCNMI/AAAAAAAABsI/E4vPmxZ5ayg/S220/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BC%25C3%25B3pia%2Bde%2B51129118_2e0910ca9a_o.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TR0YO5tZ0bI/AAAAAAAABqE/GKHh9zOqZy4/s72-c/ebo_3413.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7938105311948697015.post-1036412243168647750</id><published>2010-12-22T23:49:00.006-03:00</published><updated>2010-12-23T13:28:03.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A Sociedade Baseada em Recursos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TRNogviaErI/AAAAAAAABp8/-kiT_I2SxUM/s1600/370ba_venus-project-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryHTHZtIsco/TRNogviaErI/AAAAAAAABp8/-kiT_I2SxUM/s320/370ba_venus-project-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Como já escrevi aqui no blog, a Economia Baseada em Recursos é um sistema econômico no qual a economia não é baseada mais no livre mercado e na livre iniciativa segundo os princípios liberais advindos do sistema Capitalista e firmado através da Revolução Industrial. Segundo a Teoria Marxista, a partir da maciça produção por meio da indústria, países desenvolvidos teriam a capacidade de possuir recursos o suficiente para serem distribuídos proporcionalmente para com a sociedade segundo o novo modelo econômico proposto pelo Socialismo. Como um fim de organização social, a produção advinda da organização popular aliada à auto-gestão dos recursos seria capaz de gerar como consequência uma auto-composição social onde o Estado não teria mais valor no contexto político, sendo possível uma Anarquia social que culminaria no Comunismo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal teoria, muitas vezes encarada como utopia de fato é uma ideia bastante complexa diante dos fatores exigidos para o cumprimento de tal sistema ideológico-político. A prova é tanta que até hoje, todas as tentativas de organizar um Estado Socialista fracassaram diante das condições exigidas, pois Marx imaginava países como Inglaterra e a Alemanha enquanto potências com recursos garantidos passando a distribuir seus bens no novo sistema social, e não países subdesenvolvidos como a Rússia que passou de uma economia praticamente feudal para um sistema onde não tinha recursos para serem divididos na URSS, o que justifica as várias crises durante o novo governo, assim como Cuba que também não possuía recursos, de modo que toda a estrutura social está defasada diante da atual realidade mundial. Eis a justificativa para o por quê de nunca ter havido um governo de fato socialista, uma vez que sem as condições para efetuar a correta distribuição dos bens, não era possível tal administração prevista, de modo que para gerir os poucos recursos existentes, o governo precisou-se fechar frente à instabilidade econômica e política dos sistemas recém implantados, por isso, os governos ditos como socialistas se tornaram ditaduras, e no caso da China, um sistema que de nada tem de Socialista, uma vez que o contexto econômico em que se encontra não é possível manter um crescimento econômico segundo os princípios marxistas dentro de uma economia de mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando tal ideia de que nenhum novo sistema pode atuar de fato enquanto houver um outro sistema dominante, é impossível acreditar que um sistema Socialista possa existir plenamente enquanto houver um sistema de mercado vigente em todo o mundo. Em outras palavras, é impossível que um governo isolado consiga implantar uma Revolução que efetue uma mudança concreta na política econômica do Estado, de modo a passar a vivenciar a prática da teoria marxista da sociedade socialista. Por isso nunca Cuba, a antigas URSS, ou a China poderão se tornar de fato Socialistas enquanto o mercado econômico atual existir. É tanto que para Marx, a Revolução só poderia ser implantada mediante uma crise econômica forte que quebrasse o sistema, como a de 29. Pensando agora sob o viés da Economia Baseada em Recursos, a mesma defende tais ideias marxistas de um sistema que evolui segundo o contexto histórico. A falha que tanto é apontada para a Teoria Marxista diz justamente à essa evolução histórica em que a teoria não acompanhou. Não há mais proletariado no sentido do século XIX e século XX. Hoje passamos por uma revolução tecnológica global em que as relações econômicas e sociais mudaram de forma drástica. O contexto agora é outro, cada vez mais a política se torna defasada diante de discursos vazios com um mero sentido diplomático. É preciso evoluir a política de modo que o ato político se separe do valor da imagem política tradicional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo a teoria da Economia Baseada em Recursos, a mesma se encontra além da política, da miséria e da guerra. Tal tripé factual é a tese principal que aponta a causa de todos os problemas atuais a serem superados. Criado a partir do Movimento Zeitgeist, baseado nas ideias do engenheiro e filósofo Jacques Fresco, o sistema de uma sociedade organizada segundo a Economia Baseada em Recursos, principia que no século XXI, o mundo chegou a uma evolução tecnológica onde é possível que por meio da tecnologia existente, todos os recursos necessários à uma sociedade sejam produzidos e administrados pela mesma. Como foi mostrado no documentário Zeitgeist - Addendum, a miséria atual é inconcebível diante de tal capacidade de produção e gestão dos recursos por meio da atual tecnologia. O que acontece é que justamente tal independência social não interessa às elites mundiais que lucram bilhões com o atual sistema de mercado capitalista, que por meio da política, que se entenda enquanto a política administrativa, o Direito, e suas decisões no campo econômica, geram tal miséria, por meio da exploração dos recursos, o que também afeta drasticamente o meio ambiente. Para tal fim, muitas vezes se utiliza da Guerra, enquanto um meio não só de explorar os recursos dominando o território político, quanto também como um meio de fazer o mercado produzir gerando cada vez mais lucros a essas elites que administram todo o sistema de produção mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando que chegamos a um limite onde o homem possui tal consciência desses fatos sobre essa evolução, assim como tais práticas estão cada vez mais destruindo diretamente os próprios recursos a serem administrados, bem como o próprio sistema de mercado está cada vez mais se deteriorando diante de tamanho progresso social, é chegado a hora de haver um rompimento com tal sistema antes que o mesmo se desintegre. Tal temor de desintegração social está justamente na guerra, onde a tecnologia é capaz de destruir o mundo e o homem como consequência, da mesma forma como a mesma pode ser o fator evolutivo para tal mudança social. É interessante notarmos que a ideia de que a responsabilidade do homem perante seus atos é o fator principal de evolução ou deterioração da humanidade. Em outras palavras, dependendo de como agir, o homem pode salvar ou destruir o mundo, logo cabe ao mesmo escolher entre essa evolução a que o mesmo está condenado ou à destruição da sociedade segundo a mesma arma utilizada para fazê-la progredir, a tecnologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando também que são justamente as divisões geopolíticas do mundo que geram conflitos entre as diversas culturas, por um motivo econômico, disfarçado de um problema social, é preciso romper com a ideia de dividir o mundo em países. Com tal ideia de emancipação geopolítica, a Teoria do Movimento Zeitgeist, defende que após uma crise tão grande que seja capaz de romper todo o sistema atual de organização social do mundo, implante-se um novo sistema sem fronteiras políticas. Como solução, tal teoria propõe a extinção dos países enquanto limites geográficos e políticos, para que com isso se acabe com os conflitos originados pelo interesse econômico através da ideia de independência e soberania frente aos demais países dentro do contexto a economia de mercado mundial. Considerando que com tal quebra no sistema econômico aliado à evolução tecnológica de uma auto-suficiência em produção e distribuição dos bens, a economia por sua vez seria baseada em recursos, onde não mais existe a ideia de valor econômico uma vez que os bens seriam produzidos para o consumo necessário à sociedade, com isso não existindo também o mercado onde os bens são trocados pelos valores estabelecidos na sociedade. Com isso, se acaba com o mercado economico, a ideia de moeda enquanto um ente de troca da produção, e por fim, com todo o comercio e produção voltada para as demandas da lógica de economia de mercado, voltando-se agora para uma produção segundo as necessidades da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com isso se acabaria com a fome, a miséria, utilizando-se da tecnologia para produzir tudo o que o homem necessita. Devemos entender que a tecnologia surgiu para facilitar a vida do homem, e considerando tal evolução, podemos concluir que quase todos os trabalhos do homem seriam extintos pelo uso da tecnologia e programas de inteligência artificial que administrariam todo o sistema de produção e gestão dos recursos, de modo que dentro desse sistema o homem não precisaria trabalhar. A ideia de que "o trabalho dignifica o homem", ou que precisamos trabalhar para a nossa sobrevivência, ou que o trabalho é típico da natureza do homem, são ideias que advém do sistema mercadológico desde os primórdios do sistema capitalista, assim como são valores definidos pelo próprio homem, onde os mesmos deixam de ter razão dentro de um novo sistema. Historicamente, o homem precisou trabalhar para sobreviver, no contexto histórico primitivo, produzindo para satisfazer as necessidades de sua sobrevivência, ou para ocupar um cargo ou função dentro da lógica de mercado segundo as necessidades de produção dentro do sistema capitalista. Entretanto, como vemos ao longo do tempo, o mesmo sempre buscou facilitar o árduo trabalho através da tecnologia. No caso do trabalho braçal, instrumentos que demandassem menos força, e no caso do trabalho intelectual, a metodologia para se chegar mais rapidamente à solução do problema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É clara a necessidade do homem de se utilizar da tecnologia para facilitar sua vida. E no caso dos dias atuais, substituir um esforço desnecessário, vista as possibilidades que o mesmo tem para ocupar melhor seu tempo. No sistema atual, o homem se desgasta absurdamente, seja fisicamente ou mentalmente, para sobreviver neste mundo, retornando aos primórdios de sua existência. No sistema de uma Economia Baseada em Recursos, com o fim de problemas gerados pelo sistema atual, o homem se verá livre de todos esses trabalhos, de modo que, seja por meio da tecnologia, ou pela inteligência artificial, o homem terá uma nova perspectiva pela frente, podendo dedicar-se somente ao crescimento intelectual, aprendendo sobre a História, sobre seu próprio pensamento, e sobre sua produção cultural e material, com isso havendo uma evolução no conhecimento, onde todos terão acesso ao mesmo. Tal cultura de conhecimento teria por princípio a livre iniciativa, onde o homem buscaria compreender aquilo que lhe atrai, levando-o cada vez mais a compreender a si mesmo e o seu ambiente. Da mesma forma, o homem viveria em fim em paz, sem conflitos, sem problemas, sem preocupações, podendo se dedicar às suas relações sociais assim como seu crescimento intelectual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a utilização da tecnologia o homem seria capaz não mais depender das condições do sistema, mas somente dele mesmo e de seus semelhantes. A própria solução de conflitos se daria através do próprio homem, e onde houvesse necessidade de intervenção para solucionar o conflito, o mesmo se daria através da tecnologia e de convenções já estabelecidas na sociedade. Opções hoje em dia não faltam. Programas de ressocialização pela via psicológica já se mostraram mais eficazes que as prisões isolacionistas. E sem os vários problemas sociais e psicológicos que afligem o homem atualmente, a razão dos crimes cairia mais que significativamente, apenas restando problemas de relacionamento, onde os mesmos poderiam ser solucionados através da auto-composição dos conflitantes, ou até mesmos supridos através dessa razão maior que seria mostrada ao homem por meio dessa nova sociedade. Fora isso, a questão ambiental seria solucionada com a correta gestão dos recursos do planeta, onde a tecnologia mais uma vez agiria para produzir e preservar de uma maneira devidamente sustentável. No atual sistema de mercado, a ideia de uma economia sustentável é absurda, pois a vontade do lucro das empresas vai de encontro direto à preservação do meio ambiente. Não há como conciliar ideias totalmente opostas. Somente em um sistema onde não há mais valor monetário para se estabelecer relações comerciais e de produção que visam cada vez mais o lucro é que seria possível não haver uma destruição desordenada dos recursos naturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora isso, com a tecnologia atual, e com o progresso na ciência da engenharia, será possível o desenvolvimento de técnicas que agridam minimamente o meio ambiente, de modo a preservá-lo da maneira correta. Verdadeiras cidades ecologicamente corretas surgirão onde todos os recursos necessários à sobrevivência do homem estarão presentes. Cada cidade será equipada para atender as demandas daquela localidade, onde ao mesmo tempo, com a evolução dos transportes, o homem poderá se deslocar em tempo mínimo de uma parte do mundo a outra, criando de fato uma interação social definitiva. O mundo será movido pelo conhecimento da cultura alheia, onde o turismo será absurdamente incentivado. As pessoas conhecerão os quatro cantos do mundo, onde por meio dessa nova consciência, o homem passará a preservar sua História em detrimento dessa nova vida por meio da tecnologia. Não será mais preciso destruir sítios históricos para erguer ou expandir cidades. As chamadas cidades do céu se transformariam em verdadeiros arranha-céus metropolitanos, sobrando uma vasta área de preservação ambiental juntamente com locais de importância histórico. É unir o passado com o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma forma, por meio dessa auto-gestão tecnológica, onde as máquinas administram as máquinas, não seria mais necessário a democracia representativa, o qual o Movimento Zeitgeist aponta como um problema para tal evolução social. Com a formação dessa nova consciência, assim como pelo avanço tecnológico, seria possível estabelecer uma democracia direta, onde as leis e a administração seria gerida por meio de um programa mundial onde a população decidiria diretamente sobre as leis e a solução dos problemas para o mundo e cada região. Considerando que tal Direito virtual não necessitaria da intervenção humana para aplicá-lo, devemos considerar que anteriormente à implantação de tal regime, seriam estabelecidas normas que impeçam criação de leis opressoras, assim como impe
